28 de setembro de 2022
SÃO MIGUEL ARCANJO
27 de setembro de 2022
Uma bruxa, a reforma agrária, passeia com seu filho, o comunismo...
“Na última quarta-feira (21), em entrevista no ‘Canal Rural’, o ex-presidente Lula (PT) voltou a defender o MST, como fez em entrevista ao ‘Jornal Nacional’ da Rede Globo e reconheceu que os ‘Sem Terra’ estão produzindo uma diversidade de alimentos saudáveis pelo país, nas áreas de reforma agrária”.
“Hoje os Sem Terra estão preocupados em produzir, preocupados em organizar cooperativas, preocupados em, inclusive de chegar no mercado externo”.
“O comunismo apregoa a necessidade de várias reformas. A primeira é a reforma agrária, depois vem a reforma urbana, a comercial e a industrial, todas elas de caráter mais ou menos acentuadamente expropriatório e socialista [...]. Os comunistas, tomando por pretexto a situação não raras vezes lamentável do trabalhador rural, e a conveniência de favorecer-lhe o acesso à condição de proprietário, promovem o confisco das propriedades rurais grandes e médias. Desde que haja só propriedades pequenas, caem todas sob o controle absoluto do Estado”.
“Vai se falando muito sobre reforma agrária. E quanta inconfessada desinformação noto nos que sobre ela discorrem... Nos partidários [petistas, mstistas, cnbbistas] de uma reforma agrária socialista e confiscatória, em nosso País, campeia a desinformação, solta como um cavalo de proporções apocalípticas. Montada nesse cavalo passeia uma bruxa: a reforma agrária socialista e confiscatória. Esta percorre assim todos os espaços trazendo ao peito um filhinho que amamenta infatigavelmente: o comunismo.”
Não acredito em bruxas boas, nem em reformas agrárias boas! Mas, leitores, prestem muita atenção: os bruxos estão soltos...
26 de setembro de 2022
Filhos e herdeiros do Brasil de sempre
22 de setembro de 2022
ADEUS MINHA RAINHA !!
✅ Paulo Roberto Campos
Vendo nesse vídeo (abaixo) o esplendor das cerimônias com o majestoso e último cortejo feito por Elizabeth Alexandra Mary Windsor, assim como o vídeo das exéquias no interior da Abadia Westminster — tudo reflexo do glorioso passado católico da Inglaterra —, fico sem palavras! Só silêncio e lágrimas, tendo como fundo o toque da marcha fúnebre, os passos cadenciados e as solenes badaladas do Big-Ben, para homenagear a Rainha!
9 de setembro de 2022
RAINHA ELIZABETH II (1926 – 2022)
![]() |
| Selos em homenagem ao reinado de Rainha Elizabeth II |
Ora, enquanto um tufão igualitário sopra com uma força sem precedentes, em pleno desenvolvimento deste imenso processus mundial, uma Rainha é coroada segundo ritos inspirados por uma mentalidade absolutamente anti-igualitária.
Como explicar o frêmito de alegria, o renovar de esperanças de um porvir melhor, as manifestações apoteóticas, as aclamações sem fim dos dias da coroação? [...]
8 de setembro de 2022
COROAÇÃO DA RAINHA ELIZABETH II
O número de pessoas do povo que assistiu à cerimônia foi muito grande. Uma parte dentro da própria catedral, que é imensa, outra do lado de fora vendo o longo cortejo da rainha que se deslocava desde o palácio de Buckingham até Westminster. Essa multidão assistia também à passagem de todas as personalidades em suas carruagens tradicionais douradas, com pinturas, com janelas de cristal, com plumas, com lacaios usando chapéus de três bicos etc. Toda a nobreza desfilava, príncipes europeus com os seus belíssimos uniformes, mas também marajás, sultões, a rainha de Tonga, potentados do mundo ainda misterioso do Oriente. O império britânico estava ali representado na sua plenitude.
7 de setembro de 2022
CATOLICISMO E UNIDADE NACIONAL
![]() |
| colonial brasileira. |
Não há historiador sincero que não reconheça a ação da Igreja na formação de nossa Pátria.
Conforme Eduardo Prado: “O Brasil, como toda a América Latina, é um exemplo de que há um método de colonizar, que poderemos chamar sem erro, o método católico”.
E Joaquim Nabuco, mostrando a influência da Igreja na formação do Brasil, escreve: “Não tenhamos receio de confessar que devemos à Sociedade de Jesus, o nosso traço perpétuo. Não há outro molde em que se possam fundir raças, sociedades, individualidades mesmo, senão o molde religioso. Se o Brasil tivesse sido lançado em outra fôrma, há muito que se teria feito em pedaços”.
Contra a opinião de todos os que estudam seriamente a formação brasileira, só se levanta a oposição dos que apenas tocam superficialmente a nossa história, ou dos que vão buscar no ateísmo comunista a inspiração para suas arengas. A realidade, porém, é outra, e muito gloriosa para a Igreja e para o Brasil.
____________
Excertos do artigo publicado no “Legionário”, em 8-8-1937, nº 256, pag. 2.
6 de setembro de 2022
Oração especial a Nossa Senhora Aparecida para o Bicentenário
Continuando as postagens concernentes ao Bicentenário da Independência do Brasil, segue uma oração composta por Plinio Corrêa de Oliveira [foto] para ser recitada no Sesquicentenário, publicada originalmente na “Folha de S. Paulo” em 27-8-1972. De extraordinária atualidade, apenas tomamos a liberdade de substituir “Sesquicentenário” por “Bicentenário”, e “um século e meio” por “dois séculos”.
PRECE NO BICENTENÁRIO
✅ Plinio Corrêa de Oliveira
Ó Senhora Aparecida,
Na data em que completamos dois séculos de existência independente, nossas almas se elevam até Vós, Rainha e Mãe do Brasil.
Duzentos anos de vida são, para um povo, o mesmo que quinze para uma pessoa: isto é, a transição da adolescência, com sua vitalidade, suas incertezas e suas esperanças, para a juventude, com seu idealismo, seu arrojo e sua capacidade de realizar.
Neste limiar entre duas eras históricas, vamos transpondo também outro marco. Pois estamos entrando no rol das nações que, por sua importância, determinam o rumo dos acontecimentos presentes, e têm em suas mãos os fios com que se tece o futuro dos povos.

Primeira Missa no Brasil – Victor Meirelles, 1860. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.
AGRADECIMENTO

Neste momento rico em esperanças e glória, ó Senhora, vimos agradecer-Vos os benefícios que, Medianeira sempre ouvida, nos obtivestes de Deus onipotente.
Agradecemo-Vos o território de dimensões continentais, e as riquezas que nele pusestes.
Agradecemo-Vos a unidade do povo, cuja variegada composição racial tão bem se fundiu na grande caudal étnica de origem lusa — e cujo ambiente cultural, inspirado pelo gênio latino, tão bem assimilou as contribuições trazidas por habitantes de todas as latitudes.
Agradecemo-Vos a Fé católica, com a qual fomos galardoados desde o momento bendito da Primeira Missa.
Agradecemo-Vos nossa História, serena e harmoniosa, tão mais cheia de cultura, de preces e de trabalho, do que de desavenças e de guerras.
Agradecemo-Vos nossas guerras justas, iluminadas sempre pela auréola da vitória.
Agradecemo-Vos nosso presente, tão cheio de realizações e de esperanças de grandeza.
Agradecemo-Vos as nações deste Continente, que nos destes por vizinhas, e que, irmanadas conosco na Fé e na raça, na tradição e nas esperanças do porvir, percorrem ao nosso lado, numa convivência sempre mais íntima, o mesmo caminho de ascensão e de êxito.
Agradecemo-Vos nossa índole pacífica e desinteressada, que nos inclina a compreender que a primeira missão dos grandes é servir, e que nossa grandeza, que desponta, nos foi dada não só para nosso bem, mas para o de todos.
Agradecemo-Vos o nos terdes feito chegar a este estágio de nossa História, no momento em que pelo mundo sopram tempestades, se acumulam problemas, terríveis opções espreitam, a cada passo, os indivíduos e os povos. Pois esta é, para nós, a hora de servir ao mundo, realizando a missão cristã das nações jovens deste hemisfério, chamadas a fazer brilhar, aos olhos do mundo, a verdadeira Luz que as trevas jamais conseguirão apagar.
.jpg)
São José de Anchieta, pintura de Oscar Pereira da Silva (1865-1939)
PRECE
.jpg)
Nossa oração, Senhora, não é, entretanto, a do fariseu orgulhoso e desleal, lembrado de suas qualidades, mas esquecido de suas faltas.
Pecamos. Em muitos aspectos, nosso Brasil de hoje não é o País profundamente cristão com que sonharam Nóbrega e Anchieta. Na vida pública como na dos indivíduos, terríveis germes de deterioração se fazem notar, que mantêm em sobressalto todos os espíritos lúcidos e vigilantes.
Por tudo isto, Senhora, pedimo-Vos perdão.
E, além do perdão, Vos pedimos forças. Pois sem o auxílio vindo de Vós, nem os fracos conseguem vencer suas fraquezas, nem os bons alcançam conter a violência e as tramas dos maus.
Com o perdão, ó Mãe, pedimo-Vos também a bênção.
Quanto confiamos nela!
Sabemos que a bênção da Mãe é preciosa condição para que a prece do filho seja ouvida, sua alma seja rija e generosa, seu trabalho seja honesto e fecundo, seu lar seja puro e feliz, suas lutas sejam nobres e meritórias, suas venturas honradas, e seus infortúnios dignificantes.
Quanto é rica destes e de todos os outros dons imagináveis, a Vossa bênção, ó Maria, que sois a Mãe das mães, a Mãe de todos os homens, a Mãe Virginal do Homem-Deus!
Sim, ó Maria, abençoai-nos, cumulai-nos de graças, e mais do que todas, concedei-nos a graça das graças. Ó Mãe, uni intimamente a Vós este Vosso Brasil.
Amai-o mais e mais.
Tornai sempre mais maternal o patrocínio tão generoso que nos outorgastes.
Tornai sempre mais largo e mais misericordioso o perdão que sempre nos concedestes.
Aumentai nossa largueza no que diz respeito aos bens da Terra, mas, sobretudo, elevai nossas almas no desejo dos bens do Céu.
Fazei-nos sempre mais amantes da paz, e sempre mais fortes na luta pelo Príncipe da Paz, Jesus Cristo, Filho Vosso e Senhor nosso.
De sorte que, dispostos sempre a abandonar tudo para Lhe sermos fiéis, em nós se cumpra a promessa divina, do cêntuplo nesta Terra e da bem-aventurança eterna.
Ó Senhora Aparecida, Rainha do Brasil! Com que palavras de louvor e de afeto Vos saudar no fecho desta prece de ação de graças e súplica?
Onde encontrá-las, senão nos próprios Livros Sagrados, já que sois superior a qualquer louvor humano?
De Vós exclamava, profeticamente, o povo eleito, palavras que amorosamente aqui repetimos:
— “Tu gloria Jerusalem, tu laeticia Israel, tu honorificentia populi nostri”. (Judite 15, 10). Sois Vós a glória, Vós a alegria, Vós a honra deste povo que Vos ama.
5 de setembro de 2022
INDEPENDÊNCIA — BRASIL SOBERANDO SEM ROMPER COM AS TRADIÇÕES LUSAS
Em continuação ao post de ontem sobre o Bicentenário, segue matéria do Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança (1909–1981), trineto do proclamador da Independência do Brasil. Seu artigo foi publicado na edição de setembro de 1972 da revista Catolicismo, edição comemorativa do Sesquicentenário da Independência.
Dom Pedro Henrique, então Chefe da Casa Imperial do Brasil, faz uma análise do gesto de Dom Pedro I, que tornou nosso País soberano, sem contudo romper com o Reino de Portugal.
A LIÇÃO DA INDEPENDÊNCIA
✅ Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança
Longe de se repelirem, tradição e progresso harmoniosamente se completam. Com efeito, o verdadeiro conceito de tradição nada tem de arcaizante, pois representa o acervo de ensinamentos acumulado de geração em geração, ou ainda o próprio ato de comunicá-los.
Assim, na vida social dos povos, podemos chamar tradição à conservação e à transmissão de conhecimentos, normas e práticas, através dos tempos, cujo conteúdo forma, no mundo ocidental, a ordem civil estabelecida pelo Cristianismo. Que de mais belo e nobre do que essa transmissão pluriforme de valores espirituais figurada na "tocha que o corredor a cada revezamento confia às mãos de outro, sem que a corrida pare ou arrefeça sua velocidade" (Pio XII, Alocução ao patriciado e à nobreza romana, janeiro de 1944, Discorsi e Radiomessaggi, vol. V, pp. 179-180)!
Por onde se vê que não há progresso estável que não se baseie numa sólida tradição. Que seria de qualquer ramo científico, por exemplo, que, para progredir, não se alicerçasse no acervo dos conhecimentos já adquiridos, isto é, em uma tradição?
O Brasil é um país em franco e inegável desenvolvimento, e está fadado a um progresso ainda muito maior, não somente pelo dinamismo de seu povo, como também pelos imensos recursos naturais com que o dotou a Providência Divina.
Mas a condição indispensável desse desenvolvimento, o penhor de que ele será estável, duradouro e sempre benéfico, é de se fazer na continuidade do passado, isto é, dentro da linha da gloriosa tradição histórica de nossa Pátria. E a esse respeito a Independência contém uma grande lição: desligamento político em relação a Portugal, ela não foi uma ruptura com a tradição portuguesa, mas se fez na continuidade dessa tradição:
• — pela continuidade da Dinastia de Bragança;
• — porque o Brasil independente permaneceu fiel à tradição política recebida de Portugal;
• — porque, apesar de atritos episódicos, inerentes à separação, continuaram vigorosos os laços culturais e afetivos que ligavam o Brasil a Portugal. Brasileiros e portugueses sempre se trataram como irmãos, do que foi mais uma prova eloquente a participação pessoal do Presidente Américo Tomás nas comemorações do Sesquicentenário da Independência, acompanhando até o Rio de Janeiro os veneráveis despojos daquele que a proclamou.
![]() |
| Traslado do corpo de Dom Pedro I para o Brasil, em 1972. |
Dentre as tradições de que o Brasil de hoje é cioso portador avulta a que é representada pela continuidade da Fé. Fiel às suas origens, deve ele saber preservar essas tradições, defendendo-as sobretudo contra seus adversários atuais, que são a tentação de um desenvolvimento preponderantemente material e a sedução das ideologias enlouquecidas: o comunismo escravizador e a contestação anárquica.
Necessário se torna fazer com que os valores espirituais autênticos progridam tanto entre nós, que se mostrem capazes de dirigir esse promissor surto de desenvolvimento material a que estamos assistindo, obrigando, ao mesmo tempo, a retrocederem para os antros de onde saíram aquelas ideologias espúrias, que tentam esgueirar-se no meio de nosso povo.
Eis os ferventes votos que hoje dirijo à Senhora da Conceição Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, na qualidade de herdeiro e continuador do legado espiritual da Casa de Bragança, no qual se inscrevem como valores primaciais a firme adesão à Religião Católica Apostólica Romana e a continuidade da tradição, rumo ao glorioso futuro a que a Providência chama este País que meu augusto trisavô fez independente há 150 anos.
4 de setembro de 2022
![]() |
O Bicentenário, o coração do Imperador, a magnanimidade e a grandeza de alma da “brava gente brasileira” que deve ser fiel ao seu glorioso passado
✅ Paulo Roberto Campos
Em comemoração do Bicentenário da Independência do Brasil, brindamos nossos leitores com dois textos primorosos.
O primeiro é de autoria do Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança (1909–1981), então Chefe da Casa Imperial do Brasil, trineto do Imperador Dom Pedro I, o proclamador de nossa Independência em 7 de setembro de 1822 às margens do Ipiranga.
Em seu texto (neste blog o reproduziremos amanhã), estampado na edição comemorativa do Sesquicentenário da Independência (Catolicismo, setembro/1972), ele tece uma apropriada e penetrante análise histórica daquele gesto de Dom Pedro I, que tornou nosso País soberano, sem contudo romper com o Reino de Portugal e as tradições lusas, e, portanto, com o nosso passado glorioso.
O outro texto (neste blog o reproduziremos depois de amanhã) é de autoria do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. Trata-se de uma oração que ele compôs para ser recitada no Sesquicentenário, publicada originalmente na “Folha de S. Paulo” em 27-8-1972. De extraordinária atualidade, apenas tomamos a liberdade de substituir “Sesquicentenário” por “Bicentenário”, e “um século e meio” por “dois séculos”.
![]() |
| A preciosa urna que guarda o coração do Imperador Dom Pedro I |
Não poderíamos deixar de manifestar aqui o nosso gáudio por um grandioso, simbólico e recente acontecimento — que, aliás, foi vergonhosamente silenciado ou noticiado de modo insuficiente pela grande mídia, tão sôfrega em exaltar e tentar ressuscitar figuras e situações que enlamearam a nossa história recente.
![]() |
| Honras militares na chegada a Brasília da relíquia histórica |
Um acontecimento simbólico — pois não se trata de um coração qualquer, mas de um coração que pulsou no Brasil e pelo Brasil; de um coração poético e patriótico cuja máxima pulsação ocorreu há 200 anos no Grito do Ipiranga; de um coração que deixa momentaneamente seu país natal para de Brasília oscular em São Paulo o rio cujas margens viram nascer a nossa Independência.
![]() |
| A Esquadrilha da Fumaça realizou acrobacias e desenhou um coração no céu de Brasília |
Depois o escrínio foi solenemente trasladado para o Palácio do Itamaraty, onde foram hasteadas as bandeiras do Brasil, de Portugal, do Império brasileiro e a da Monarquia portuguesa. A relíquia ficará exposta ao público na sede do Ministério das Relações Exteriores até o dia 8 de setembro.
![]() |
| Dom Bertrand de Orleans e Bragança e o ministro de Relações Exteriores, Carlos Alberto França, chegam para solenidade no Palácio do Itamaraty. |
O Príncipe Dom Bertrand deu gentilmente a seguinte declaração à revista Catolicismo: “Meu tetravô, o Imperador Dom Pedro I, faleceu em Lisboa, no Palácio de Queluz, no dia 24 de setembro de 1834 — no mesmo palácio, aliás, onde nascera em 12 de outubro de 1798. Pouco antes de morrer, ele pediu à sua esposa, a Imperatriz Dona Amélia, como um de seus últimos desejos, que seu coração permanecesse no Porto. A Imperatriz, uma alma profundamente católica, fez questão que ficasse no Santuário da Lapa daquela cidade. De lá, somente agora, nesses dias para as comemorações do Bicentenário — 188 anos depois! —, saiu unicamente para vir ao Brasil, onde o coração foi recebido com honras de chefe de Estado. Voltará a Portugal no dia 8 de setembro”.
![]() |
| O Coração de Dom Pedro I escoltado pela cavalaria dos Dragões da Independência. |
Por ocasião da festa do Bicentenário, convidamos nossos leitores a rezarem especialmente à nossa Rainha e Padroeira, diante de cuja imagem milagrosa em Aparecida, a caminho do Rio de Janeiro para São Paulo, pouco antes da proclamar nossa Independência, o Imperador Dom Pedro I rezou.
![]() |
| O presidente Bolsonaro, junto com a primeira dama e crianças, homenageiam a relíquia imperial. |
3 de setembro de 2022
O Ipiranga e os planos de Deus para o Brasil
O prédio do Ipiranga, dentro de certas limitações, em determinados momentos me toca muito, pois representa uma certa grandeza verdadeira, não subjetiva.
Objetivamente falando, o edifício tem certa forma de grandeza que eu definiria assim: uma grandeza de poder, por uma espécie de autoafirmação de si mesmo.
Tendo-se passado no Ipiranga o fato da proclamação da Independência — que pode ser apreciado diversamente —, ali nasceu uma nação. Isso é historicamente incontestável.
No Ipiranga há uma como que emanação de grandeza que provém de todas as coisas. O prédio é grande não apenas fisicamente, mas tem certa grandeza. O parque não é apenas grande, mas tem certa grandeza.
Isto que se deduz meio por imponderáveis, não por uma análise de ambientes e costumes do Ipiranga, mas há algo mais alto que traz consigo uma ressonância: uma grandeza e um futuro que correspondem a um anseio de caráter sobrenatural que há na alma, de uma esperança de algo enorme nas vias de Deus que se realizará.
De um plano natural consideramos um plano histórico e discernimos um plano profético que vai muito além do natural e histórico.
Olhando para os alentours do Ipiranga se tem a impressão de que o horizonte é grande, o ar é puro e que coisas enormes — dir-se-iam coortes de anjos — aguardam o olhar por toda a parte.
Minha impressão é de que isso todo o mundo, ainda que não seja brasileiro, acaba percebendo algo e diz o seguinte: “Você é filho dessa Pátria, mas essa Pátria é mais do que ela mesma. Ela é uma grandeza como que baixada do Céu e em face da qual você tem uma participação e um dever. Viva para isso”.
Essa participação e esse dever são de caráter fundamentalmente religioso, e na linha de Cruzada, de expansão da Fé pelo mundo, do domínio exercido pelo menos sobre uma grande área da Terra para favorecer e estimular todo o bem, e perseguir e reprimir toda forma de mal.
______________________________________
Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 20 de agosto de 1993. Esta transcrição não passou pela revisão do autor.

































