31 de março de 2008

Ato público contra o aborto lotou a Praça da Sé

Ato público contra o aborto lotou a Praça da Sé

Ontem, numa bela manhã iluminada por um sol de outono, estive na Praça da Sé, na capital paulista, a fim de participar de uma manifestação contra o aborto. Ela foi organizada pelo "Comitê Estadual do Movimento Nacional em Defesa da Vida – Brasil sem Aborto" e por várias outras entidades anti-abortistas.

Ao chegar àquela enorme área, deparei-me com um mar... de gente. A Praça da Sé já estava lotada. Mas, à maneira de novas ondas, continuava a afluir gente de todos os lados. Uma hora depois, aquele enorme espaço superlotou-se.

Fiquei surpreso com quantidade de jovens entre os manifestantes. Todos bradando com entusiasmo slogans contra a legalização do aborto no Brasil. Vários deles sustentavam faixas com dizeres contundentes como, por exemplo, esses dois que anotei:

“Mãe, estou dentro de seu ventre para que me defendas,
e não para que me mates”.

“Não queremos que a bandeira brasileira seja manchada
com o sangue do aborto”

Com efeito, tramita no Congresso Nacional o PL 1135/91 que legaliza o aborto no Brasil, em qualquer caso e até o 9º mês de gravidez (desde a concepção até o momento do parto...). Será, portanto, a legalização do crime!

Alerta!
Devemos redobrar nossa atenção, pois possivelmente nos próximos meses será votado o nefando projeto que viola a Lei de Deus — que manda "NÃO MATAR" — e também oposto à esmagadora maioria do povo brasileiro que é contra o aborto. Recente pesquisa do “Datafolha” confirma isso: 87% dos entrevistados se posicionaram contra a ampliação da Lei do Aborto. Mas não podemos ser otimistas e imaginar que, uma vez que estamos num País democrático, os congressistas votarão de acordo com essa imensa maioria. Quantos e quantos projetos foram aprovados — na calada da noite — à revelia da maioria da população!

“Patrulhamento ideológico” da esquerda
Esperamos que os parlamentares — já que se dizem “democráticos" — entendam bem o que representou esse gigantesco NÃO ao aborto, bradado na Praça da Sé naquele memorável dia 29 de março. Que eles não sejam cegos a essa realidade, como cegos revelaram ser os órgãos da mídia ao se negarem "ver" essa grande manifestação de milhares de brasileiros. Sabotagem simplesmente escandalosa!

Parece que a grande mídia só tem olhos para ver pífias e diminutas passeatas de abortistas. Estes, sim, têm voz e vez e muito espaço nela. Por quê? Certamente porque tais órgãos midiatícos são insensíveis ao “grito silencioso” dos nascituros que são trucidados todos os dias pelas práticas abortistas — crimes verdadeiramente hediondos!
Pretende a mídia esquerdista abafar, no mesmo silêncio dos bebês abortados, a voz daqueles que bradaram na Praça da Sé em defesa da vida humana desde sua concepção?

Nova e tirânica inquisição
Uma tremenda contradição: o Estado brasileiro, que é contrário à pena de morte (até de assassinos que cometeram os crimes mais hediondos), pretende, com o referido Projeto de Lei, aplicar a pena de morte aos inocentes que se encontram no ventre materno. Precisamente a matança daqueles seres indefesos, que mais necessitam da proteção do Estado. Haja hipocrisia!
Embrioões humanos
Tanto pelas faixas levantadas, como por pronunciamentos de oradores, houve também, na Praça da Sé, protestos contra as pesquisas com células-tronco embrionárias, uma vez que a vida se inicia na concepção (vide o “post” abaixo, intitulado “Não é lícito eliminar uma vida ainda que seja para salvar outra”). Se aprovadas tais pesquisas, abrir-se-ao de par em par as portas para a ampliação da lei do aborto — lei assassina (aliás, conforme o slogan de uma outra faixa).

Seguem algumas das fotos que tirei dessa grande manifestação, a qual, se Deus quiser — e Ele quer... —, há de repetir-se em outras cidades.
No palanque, junto à escadaria da Catedral da Sé, os organizadores e/ou oradores do memorável evento



Dra. Maria Odete Duque Bertasi, Presidente do IASP –
Instituto dos Advogados do Estado de São Paulo
Dr. Cícero Harada,presidente da Comissão da Defesa da República e Democracia,da Ordem dos Advogados do Brasil-SP
Dra. Alice Teixeira, professora associada de Biofísica da UniFESP/EPM na área de Biologia celular

3 de março de 2008

Não é lícito eliminar uma vida ainda que seja para salvar outra


Não é lícito eliminar uma vida ainda que seja para salvar outra

A mídia espalha — sem qualquer base científica — a falsa expectativa de curas a partir de células-tronco. Com isso dissemina confusão e faz propaganda enganosa.

De fato, segundo abalizados estudos da comunidade científica internacional, o que poderá trazer grandes benefícios para a saúde é o tratamento por meio de células-tronco adultas — existentes após o nascimento —, que não requer a destruição de embriões humanos. Como, por exemplo, as células do cordão umbilical e as existentes em diversos tecidos humanos.

Mas movimentos abortistas e esquerdistas reivindicam a utilização de células-tronco embrionárias para pesquisas. Tais experiências são inaceitáveis, pois a extração de células do embrião significa sua destruição — uma prática abortiva, o extermínio de um ser vivo. Qualquer medida para interromper voluntariamente a vida a partir do momento da concepção é crime, uma transgressão do 5º Mandamento da Lei de Deus, “Não matarás”.

Assim não se pode, sob pretexto algum — mesmo o de curar uma grave enfermidade —, matar um embrião. Ainda que seja para salvar uma vida, não se pode eliminar uma outra. Além do mais, ninguém, até a presente data, foi curado devido ao tratamento com células-tronco embrionárias.

O projeto de Lei de Bio-Segurança — que permite pesquisas com células-tronco embrionárias — foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 2-3-2005 e sancionado 22 dias depois pelo presidente Lula. Mas foi questionado pelo ex-procurador-geral da República, Cláudio Fonteles que protocolou no Supremo Tribunal Federal uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra o artigo 5º da nova lei, que autoriza a destruição de embriões. Ele afirma que tal artigo “viola dois princípios da Constituição: o direito à vida e a dignidade da pessoa humana”.

Na próxima quarta feira, 5 de março, o STF começará o julgamento da referida Adin, que poderá prolongar-se ao dia seguinte. Portanto, a decisão poderá ser emitida em breve prazo.

A esquerda, ONGs e movimentos abortistas pressionam os 11 ministros do STF para que aprovem a liberação de embriões humanos em pesquisas de células-tronco. Vamos também nós fazer pressão para que eles proíbam essa utilização — uma nefanda prática.

Ação: uma mobilização de todos anti-abortistas

1 – Convidamos a todos para participar de um abaixo-assinado on-line. Sua finalidade é influenciar os ministros do STF a votarem contra essa lei que poderá ser uma porta para a legalização total do aborto.
Click no link abaixo e inclua seu nome no abaixo-assinado:

2 — Envie uma breve mensagem a pessoas vinculadas ao STF (e-mails abaixo) manifestando-se contra tal lei. Escreva uma mensagem própria, ou diga algo mais ou menos assim:
“Pelo amor de Deus, vote contra a utilização de células-tronco embrionárias — vote contra o infanticídio. Defenda o nascituro, não permita o extermínio de um ser humano, liberando o uso de embriões em pesquisas de células-tronco”.

manoel.castilho@stf.gov.br, angelotabet@stf.gov.br, VilmarN@stf.gov.br, cgama@stf.gov.br, mailto:claudiom@stf.gov.br,fernandaR@stf.gov.br, ledam@stf.gov.br, mariangela@stf.gov.br, conceicaosm@stf.gov.br, mailto:salomao@stf.gov.brsergiog@stf.gov.br, walter@stf.gov.br, kaiser@stf.gov.br, marizete@stf.gov.br, celso@stf.gov.br, mailto:guido@stf.gov.brednaip@stf.gov.br, armandod@stf.gov.br, eduardos@stf.gov.br
marisas@stf.gov.br, suelyc@stf.gov.br, mailto:mgilmar@stf.gov.brerich@stf.gov.br, raquelbc@stf.gov.br, eulerb@stf.gov.br, vivianem@stf.gov.br ,janeth@stf.gov.br, mailto:franciscoam@stf.gov.brmcelso@stf.gov.br ,joaobmc@stf.gov.br ,adrianna@stf.gov.br adrianeh@stf.gov.br ,marcelor@stf.gov.br ,mailto:flavioj@stf.gov.brmarcosp@stf.gov.br, alessandramp@stf.gov.br ,marcoaurelio@stf.gov.br ,paulop@stf.gov.br ,mailto:martac@stf.gov.brmpetcov@stf.gov.br ,andred@stf.gov.br ,rogerg@stf.gov.br, carlak@stf.gov.br ,mluciam@stf.gov.br ,mailto:beatriz@stf.gov.brgcarlosbritto@stf.gov.br, marco@stf.gov.br ,gabminjoaquim@stf.gov.br ,raquelj@stf.gov.br ,viniciusg@stf.gov.br,franciscol@stf.gov.br ,lana@stf.gov.br ,renata@stf.gov.br ,alexandram@stf.gov.br, evas@stf.gov.br ,mailto:gaberosgrau@stf.gov.br,,amandaf@stf.gov.br ,dennys@stf.gov.br, manoelcarlos@stf.gov.br ,davip@stf.gov.br ,mailto:gustavo.bambini@stf.gov.brpatriciaml@stf.gov.br ,elianes@stf.gov.br ,gabinete-lewandowski@stf.gov.br, franke@stf.gov.br ,mailto:anavt@stf.gov.bralexandrew@stf.gov.br ,sergio.pedreira@stf.gov.br, clenio@stf.gov.br ,monicag@stf.gov.br ,andreia@stf.gov.br ,mailto:ana@stf.gov.brangela@stf.gov.br ,camarinha@stf.gov.br ,ceciliab@stf.gov.br ,rosemarya@stf.gov.br, tomimatsu@stf.gov.br, ricardod@stf.gov.br, primeiraturma@stf.gov.br, cantanhede@stf.gov.br ,segundaturma@stf.gov.br ,mailto:silvanasl@stf.gov.bralbarisa@stf.gov.br ,altair@stf.gov.br ,lilianj@stf.gov.br ,bergman@stf.gov.br, nayseh@stf.gov.br ,mailto:kathya@stf.gov.brarquivo@stf.gov.br ,jaine@stf.gov.br, giovanna@stf.gov.br ,mariajr@stf.gov.br ,edmilsonl@stf.gov.br, lucilea@stf.gov.br, denisec@stf.gov.br ,paulo.pinto@stf.gov.br ,alexandrem@stf.gov.br ,flavio@stf.gov.br, gustavo.sanches@stf.gov.br

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PS: Aqueles que desejarem receber por e-mail um arquivo intitulado "A verdade sobre as células tronco embrionárias", basta enviar-me um e-mail para prccampos@terra.com.br escrevendo no assunto: "Células Tronco".
Tal arquivo é uma animação feita em PPS, baseado em entrevista da Profa. Dra. Lilian Piñero Eça, realizada em 6-5-2005, no programa Tribuna Independente da Rede Vida de TV / AC eA.


Apóiem as pesquisas com células-tronco
adultas: curam e não atentam contra a vida!


Digam NÃO às pesquisas com
células-tronco embrionárias: não curam e são criminosas!

28 de fevereiro de 2008

BOMBA CONTRA A FAMÍLIA NO CONGRESSO NACIONAL!


BOMBA CONTRA A FAMÍLIA NO CONGRESSO NACIONAL!
Helio Viana
27/2/2008
Enquanto no Iraque e no Afeganistão prosseguem as explosões de homens e mulheres-bomba, no Congresso Nacional tramita, desde outubro de 2007, um projeto-bomba muito mais terrível, que se aprovado lançará pelos ares os alicerces do que resta da família brasileira!

Por uma ironia, tal projeto-bomba – o Novo Estatuto da Família, consubstanciado no Projeto de Lei 2.285/2007 – foi preparado por uma instituição nascida no berço da “Tradicional Família Mineira”, o Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFAM), com sede nacional em Belo Horizonte. E está prestes a ser detonado pelo deputado Sérgio B. Carneiro (PT-BA), cujo sobrenome e estado de origem são os mesmos do conhecido prócer anti-família do Brasil, o falecido deputado Nelson Carneiro.

No artigo “Família do futuro – Projeto de Estatuto contempla novas formas familiares”, publicado no “Consultor Jurídico” (16-02-08), a jornalista Gláucia Milicio oferece um resumo do projeto, entremeado com declarações de dois membros do IBDFAM, entre outras.

Ao eliminar do Código Civil de 2002 o artigo 1622, que diz: “Ninguém pode ser adotado por duas pessoas, salvo se forem marido e mulher, ou se viverem em união estável”, o referido projeto prevê, sem burocracia e sem maiores complicações, a adoção de crianças por casais homossexuais e até por duplas de amigos.

Prevê mudanças práticas, como o chamado casamento homoafetivo, ao contemplar: “Os casais homossexuais, desde que tenham convivência pública, duradoura e com objetivo de constituir família, passam a ter os mesmos direitos reconhecidos aos casais heterossexuais que vivem em união estável. Passam a ter direito sucessório, previdenciário, de adotar, de ter a guarda e a convivência dos filhos.

”Prevê ainda a criação do estado civil “conivente” (para quem já vive em união estável), e reformulações nas questões referentes à guarda de filhos de pais divorciados.

Para Rodrigo da Cunha Pereira, presidente do IBDFAM, o projeto do deputado Sérgio Carneiro é produto da reflexão de dez anos de existência do instituto: “A intenção é instalar novos paradigmas jurídicos para a organização das famílias”. E acrescentou: “Hoje, não existe uma família. Existem várias: homoafetivas, sócio-afetivas e parentais”.

Segundo ele, o projeto representa o pensamento mais legítimo e contemporâneo do direito de família: “É um projeto considerado ousado, mas certamente traduz o pensamento não só da comunidade jurídica, mas, principalmente, da realidade brasileira atual, já que o Código de 2002 traduz a moral do século passado”.

Para a desembargadora Maria Berenice Dias, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, fundadora e ex-vice-presidente do IBDFAM, o novo estatuto é ideal, por retratar a sociedade atual: “Esse estatuto é do futuro”. Ela também considera retrógrada a legislação vigente, por perpetuar um modelo patriarcal de família, e o Código Civil de 2002 como tendo apenas copiado conceitos estabelecidos no final dos anos 60: “O livro do Direito da Família do novo Código já nasceu velho e temos a necessidade de criar um livro novo”, acrescentou.
* * *
“Aprovados os dispositivos que esta parte contém, da família brasileira não restarão senão restos informes” – Este foi um dos slogans bradados pelos jovens idealistas seguidores de Plinio Corrêa de Oliveira, no ano de 1966, em pleno governo militar, por ocasião de sua vitoriosa campanha contra o divórcio, para se referirem às conseqüências desastrosas para a família do projeto de lei do deputado Nelson Carneiro.

Entretanto, os adversários daquela sacrossanta instituição, não contentes com as devastações nela causadas com a introdução do divórcio pelo governo Geisel em 1977, e pelo “Substitutivo Cabral” à Constituição de 1987, preparam para lhe assestar outro rude golpe através do Novo Estatuto da Família. Fazem-no habilmente em nome de um iniludível imperativo da “evolução”, quando na realidade se trata de um bem orquestrado e meticuloso processo de destruição.

Tal processo transcorre mais ou menos assim:

1) A TV e outros meios de comunicação apresentam novelas e outros programas com enredos, vocabulários, modas e modos de ser cada vez mais ousados e extravagantes.
2) Estes são adotados e repetidos por vedetes e modelos, comentados com simpatia em colunas sociais, por professores nas aulas, e ostentados por ocasião dos carnavais.
3) Vão sendo depois imitados pouco a pouco pelo público em geral, até se converterem em moda. A partir deste momento, o “espírito público” dá um passo na “evolução”.

Como essa “evolução” nunca conduz à moralidade, mas só à degradação, sobrevêm necessariamente as conseqüências para a sociedade: mais divórcios, abortos, expansão da homossexualidade etc.

Setores da sociedade eivados de uma mentalidade materialista ou hedonista neopagã começam então a exigir mudanças na legislação, para adequá-la à nova realidade, sempre encontrando legisladores receptivos.

Assim, em nome ora da modernidade, ora da evolução, o processo acima descrito vai se repetindo, até a abolição inteira e completa da família.

É no contexto hedonista-evolutivo desse maquiavélico processo que se insere o “futurista” projeto-bomba do Novo Estatuto da Família.

13 de fevereiro de 2008

Chute salvador

Michelle Stepney disse que deve "a vida às filhas", as gêmeas Alice e Harriet

Chute salvador

Helio Viana
13/2/2008

De acordo com despacho da "BBC-Brasil", a Cancer Research UK, entidade que se dedica a pesquisas sobre o câncer, deveria outorgar no dia 12 de fevereiro p.p. o título de “Mulher de Coragem” à britânica Michelle Stepney, de 35 anos. Poucos meses antes, ela tinha se livrado de um câncer graças aos chutes que suas gêmeas, Alice e Harriet, lhe desferiram no útero durante a gravidez.

Assim agindo, as gêmeas não só manifestavam seu natural desejo de iniciar a partida da vida – nasceram na 33ª semana de gestação, através de cesariana –, mas também, a não sabendas da mãe, a salvaram da morte: “Eu não poderia imaginar que os chutes que eu sentia seriam tão importantes. Eu mal pude acreditar quando os médicos me disseram que os movimentos tinham expulsado o tumor”.

Tivesse a Sra. Stepney a infelicidade de ser abortista e esse prodígio não teria ocorrido. Isso porque os médicos, uma vez detectado o câncer, lhe recomendaram fazer quimioterapia e retirar o útero, ao que ela se opôs. Mas para não interromper a gestação aquiesceu, em contrapartida, a se submeter a doses limitadas de quimioterapia com aplicações quinzenais. Quatro semanas após o parto ela foi operada, para retirada do útero e do que restava do tumor, acreditando os médicos que ela esteja curada.

Que o heróico exemplo de amor materno da Sra. Michelle Stepney – truculentamente correspondido pelas pequeninas que ela deu à vida – sirva de exemplo a tantas mães deste mundo neo-pagão que cultua a morte em aras de falsos direitos da mulher!

4 de fevereiro de 2008

Confissão insuspeita: os abortistas estão perdendo a luta


Se o artigo “A guerra temática do aborto”, que transcrevo abaixo e cuja tradução ofereço em primeira mão, fosse escrito por anti-abortistas, alguém poderia objetar que estamos forçando a nota — que estamos puxando a brasa para o lado de nossa sardinha, ou que estamos tirando a brasa do outro lado...

Não. Tal objeção não tem fundamento. O artigo foi escrito por duas mulheres abortistas, e das mais fanáticas. A primeira, Frances Kissling, é fundadora e primeira presidente da ONG “Católicas” pelo Direito de Decidir. (gostaria de colocar pelo menos mil aspas no adjetivo “católicas”, pois elas usam e abusam desse adjetivo para melhor enganar os católicos ingênuos. As tais “Católicas pelo Direito de Decidir" combatem o que ensina a moral católica. São lobas transvestidas de ovelhas...). A segunda, Kate Michelman, foi presidente da NARAL Pro-Choice América, uma das mais importantes organizações pró-aborto dos Estados Unidos, que foi fundada para combater todas as leis que proíbam o aborto, por isso escolheram o nome NARAL (National Association for the Repeat of Abortion Laws).

Como veremos no artigo abaixo, a confissão da derrota — de que os abortistas estão perdendo a batalha para os anti-abortistas — é inteiramente insuspeita.

Fiz uma pormenorizada pesquisa e constatei que tal artigo não foi publicado no Brasil e nem teve repercussão na mídia, pelo menos até hoje, 2 de fevereiro, e até onde pude pesquisar. Infelizmente, nossa grande imprensa, como já tenho repetido, praticamente só publica artigos que favoreçam a abominável prática do aborto. Por isso, faço questão de publicar esta matéria em nosso Blog da Família, pedindo a todos que a repassem aos amigos. Vamos fazer uma larga divulgação dela para contrapor ao “patrulhamento ideológico” de nossa imprensa tupiniquim. Parece que a chamada “imprensa livre”, não é tão livre assim... Se não, por que ela censura certas notícias, deixando-nos sem informações tão importantes, como esta da reação contra o aborto crescendo nos Estados Unidos e em muitas outras nações?

Assim, vamos “furar” tal censura! Lembremo-nos de que, em nosso País, um jornal poderá atingir milhares de pessoas, mas podemos via Internet atingir milhões!
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Terça-feira, 22 de janeiro de 2008

A guerra temática do aborto

Frances Kissling e Kate Michelman

Há trinta e cinco anos a Corte Suprema decidiu — no caso Roe vs. Wade — que as mulheres tinham o direito de abortar sem a interferência governamental. Agora, no aniversário daquele acontecimento, os Estados Unidos possuem uma das políticas mais restritivas a propósito do aborto entre os países desenvolvidos.
Desde o caso Roe, a opinião pública norte-americana permaneceu relativamente estável e favorável ao aborto legal. As primeiras investidas para reverter o caso Roe sofreram amargas derrotas. Face a isso, o movimento contrário ao aborto mudou de tática. Não queriam proibir o aborto mas sim restringi-lo. Desviaram a atenção pública de amplo apoio ao aborto para uma forte restrição ao mesmo. Vinte anos atrás ser pró-vida era mal-visto. Atualmente é uma posição respeitável.
Como isso sucedeu? Nos anos 70 os argumentos eram simples e polarizados: O aborto era visto como um assassinato ou como o direito de uma mulher controlar seu corpo. O feto, no entanto, permanecia quase que invisível.
O movimento pela livre-escolha permanecia na ofensiva, que taticamente mudou em 1989 do corpo da mulher para o tema de “quem decide” proposto pela NARAL Pró-livre escolha da América. Isso foi rapidamente suplantado pela questão apresentada pelos anti-abortistas para que se olhasse sobre o que se decidia e não sobre quem estava decidindo.
A ciência facilitou a mudança do pêndulo. Imagens tridimensionais obtidas por ultras-som dos bebês no útero passaram a decorar os refrigeradores das famílias. Fetos passaram a ser operados. Bebês prematuros sobreviveram e tornaram-se mais saudáveis. Nossa atenção voltou-se para eles e nosso dever para com eles não podia ser descartado.
Essas tendências deram vantagens aos anti-abortistas, os quais souberam aproveitar ao máximo disso. Agora raramente se ouve falar, da parte deles, em assassinar bebês. Ao invés disso eles apresentam um desafio filosófico e político. As sociedades se preocupam, dizem eles, em expandir a inclusão na “comunidade humana”. Os que eram excluídos, tais como mulheres e minorias, atualmente são iguais. Por que não acolher o feto (que, afinal, somos nós) na nossa comunidade?
Os partidários do aborto tem atualmente muita dificuldade em tratar da questão, com a crescente visibilidade do feto. A estratégia preferida ainda é ignorá-lo e tentar reconduzir a temática para as mulheres. Algumas vezes isso nos faz parecer insensíveis, um tanto pragmáticas num mundo em que o desejo de viver mais comunitariamente e “de afirmação pró-vida” é palpável. Para algumas pessoas, os valores dos pró-livre escolha parecem insensíveis, ao desejar salvar baleias e as árvores, respeitar os direitos dos animais e combater a violência em todos os níveis. O Papa João Paulo II percebeu isso, e cunhou o termo “cultura da vida”. O Presidente Bush adotou-o e o slogan, por mais que isso nos custe admiti-lo, influenciou alguns corações e cabeças. Apoiar o aborto tornou-se difícil dentro desse contexto.
Ao mesmo tempo, as mulheres, para levar avante suas decisões, tiveram que enfrentar microscópios cada vez mais poderosos. A visão de mulheres forçadas a tomar decisões em fundos de quintal, como resultado de seus “erros”, foi substituída por questões difíceis, tais como por que as mulheres engravidam, posto que não querem ter bebês.
Nos últimos anos, o movimento anti-abortista obteve sucesso em divulgar diante do público os detalhes desagradáveis dos procedimentos abortistas, aumentando a crença de que o aborto é um assunto sério e que a sociedade deve se empenhar devidamente na questão. Os que são pró-livre escolha não conseguiram convencer nosso país de que apoiamos uma discussão pública a propósito das dimensões morais do aborto. Do mesmo modo, não convencemos as pessoas que somos nós que, na realidade, propiciamos às mulheres condições de evitar os abortos.
Encaremos a realidade: a negação da sexualidade feminina é uma constante histórica. Nossa proclamação de que se pode confiar nas mulheres cai em ouvidos moucos. E quando o movimento pró-escolha parece defender alguma decisão individual de aborto, ao invés do direito de tomar a decisão, isto também soa suspeito.
Se os valores pró-livre escolha podem reconquistar o campo moral, uma discussão genuína sobre tais desafios precisa ser enfrentada dentro do movimento. É inadequado evitar de tratar desse problema. Nossa defesa vigorosa do direito de escolha precisa ser acompanhada por uma maior abertura face ao verdadeiro conflito entre vida e escolha, entre direitos e responsabilidades. É o momento de uma reavaliação séria do que pensar sobre o aborto face a um mundo radicalmente mudado desde 1973.
("Los Angeles Times, 22-01-2008).

30 de janeiro de 2008

Washington: Mais de 200 mil pessoas marcharam contra o aborto

Apresso-me a inserir uma correção à notícia abaixo “A Marcha pela Vida — em sua 35ª edição — contra o aborto: a vergonha de nosso século!”. Afirmei que esta Marcha tinha reunido em Washington “180 mil manifestantes contra o aborto”.

Entretanto, oficialmente a polícia da capital americana informa que foram 200 mil manifestantes. Alguns movimentos que participaram desse monumental evento afirmam que foram 250 mil pessoas e hoje, na famosa coluna da Sonia Racy, no Caderno 2 do “O Estado de S. Paulo”, ela escreve que foram 300 mil [transcrevo abaixo tal notícia].

Somando e subtraindo, o que se pode afirmar com toda segurança é que mais de 200 mil pessoas marcharam contra o aborto naquele dia 22 p.p. — o que é um acontecimento extraordinário, mas que a grande mídia tupiniquim não deu o devido destaque.

Antes tarde que nunca: Hoje, 29-1-2008, apesar de sinteticamente, “O Estado de S. Paulo” publica o seguinte: Caderno 2, O Estado de S. Paulo, 29.jan.2008
Direto da fonte
· Sonia Racy
Praça cheia
Nunca antes a TFP havia conseguido reunir 300 mil pessoas numa passeata. Desta vez, parece que chegou lá... em Washington.

Foi essa a multidão que a TFP americana diz ter ido à sua caminhada contra o aborto, semana passada. Da qual acaba de voltar o príncipe dom Bertrand de Orleans e Bragança.

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Aproveito para postar mais algumas fotos — que nossa grande mídia não viu... — dessa March for Life que recebi ontem por e-mail. [para ampliar basta clicar na foto]


24 de janeiro de 2008

A Marcha pela Vida — em sua 35ª edição — contra o aborto: a vergonha de nosso século!

Com a aprovação do aborto nos Estados Unidos, em 22 de janeiro de 1973 — data hoje conhecida como “o dia da vergonha” —, o país ficou dividido. Ocorreu um verdadeiro “racha” entre aqueles que são favoráveis à “pena de morte” (leia-se aborto, ou matança dos inocentes ainda no ventre materno) versus aqueles que defendem a vida e estão indignados com o massacre de mais de 1.000.000 (isto mesmo: mais de 1 milhão!) de bebês assassinados, ANUALMENTE nos Estados Unidos, antes mesmo de verem a luz do dia. O maior holocausto da História! Holocausto ainda mais macabro, pois cometido contra inocentes indefesos.

Estes anti-abortistas reúnem-se todos os anos em Washington, numa monumental manifestação denominada March for Life para protestar contra a aprovação do aborto.

Anteontem, 22 de janeiro, a Marcha pela Vida reuniu na capital americana 180.000 manifestantes contra o aborto. Eram eles provenientes de centenas de movimentos anti-abortistas dos quatro cantos daquele imenso país. Apesar da baixíssima temperatura (2 graus centígrados abaixo de zero...), eles não desanimaram e enfrentaram as ruas desde a Casa Branca até a Suprema Corte, pois nessa instituição americana deu-se a aprovação do aborto com a tristemente célebre decisão Roe X Wade — a decisão vergonhosa!

Do Brasil, contamos com valorosos representantes da causa pela vida contra o infanticídio. Eram eles do movimento “Aliança Vida e Família”, que foram aos Estados Unidos especialmente para participar da Marcha e bradar contra a matança de inocentes, contra esse genocídio indiscriminado de crianças indefesas.

Desde a primeira Marcha pela Vida, em 1974, a Sociedade Americana de Defesa da Tradição, Família e Propriedade tem ocupado lugar de destaque nesse grandioso evento. Membros da TFP americana, com dezenas de estandartes, portando capas vermelhas com um leão dourado e uma esplêndida fanfarra, dão um brilho todo especial à Marcha — como os leitores poderão notar pelas fotos que me foram enviadas por um Amigo brasileiro que lá esteve.
Uma consideração final: Tanto sobre esta monumental Marcha com 180 MIL pessoas, quanto a passeata ocorrida em Paris também contra o aborto (vide abaixo notícia que postei anteriormente a esta de Washington), a grande mídia tupiniquim silenciou o máximo que pode. Se fosse uma “marchinha” composta de uma dúzia de gatos pingados manifestando a favor do aborto, a nossa mídia daria o máximo de destaque, exageraria o número com manchetes em primeira página mais ou menos como esta: “Uma multidão toma as ruas exigindo o aborto total e irrestrito”.

Ou a nossa grande imprensa padece de uma estranha doença nos olhos (“vista curta”?); ou algum distúrbio visual (“miopia ideológica”?); ou usa uns óculos que só lhe permite ver coisinhas pequenas (“estreiteza de visão”?). Ou, pior ainda: a grande imprensa é fanaticamente favorável à matança de inocentes!

Dileto Amigo, não lhe parece muito estranho tal conduta intolerante de nossa mídia? Se V. pensa assim, escreva ao seu jornal e registre também seu protesto.

21 de janeiro de 2008

França: Manifestação contra o aborto reúne 8.000 pessoas em Paris

"Se queres a paz, defende a vida" diz o cartaz. França: Manifestação contra o aborto reúne 8.000 pessoas em Paris
Edson Carlos de Oliveira
21/8/2007

O movimento pró-vida francês «30 ans: ça suffit» ("30 anos, já basta!") levou, no dia 20 de janeiro, oito mil pessoas para protestar nas ruas de Paris contra a prática do aborto, que se tornou legal na França em 1975.
A manifestação, que começou na Praça da República, atraiu à capital francesa grupos pró-vida de diversos países e terminou no centro de Paris, junto à Ópera.
Os manifestantes levavam cartazes onde se lia: "Aborto nunca mais", "A Família é a Base da Nação" e "Mamãe, salva-me, deixa-me viver".
A grande participação de jovens à passeata demonstra que a onda conservadora não é restrita somente aos EUA e nem se trata de uma simples nostalgia, mas da volta do bom-senso.

Texto: http://www.fundadores.org.br/AbortoNao/principal.asp?IdTexto=956&pag=1&categ=1
Fotos: Atílio Faoro







10 de janeiro de 2008

Para uma vida normal, uma criança não pode viver numa família anormal

Amigos
Acabo de receber um e-mail de um colega — da equipe do site Lepanto — sugerindo-me participar de uma enquête. Participei e espero o mesmo dos prezados visitantes deste Blog da Família.

Trata-se do seguinte:

Trata-se do seguinte: O site globo.com está promovendo uma enquête em virtude da atitude do Promotor de Justiça que pediu a separação de bebê de transexual.

Se tal separação não ocorrer, em minha opinião, poderá causar um trauma na criança. Isto é evidente, pois ela, naturalmente, deve crescer amparada por um pai e uma mãe. E o rompimento do que é natural causa perturbação por toda a vida. Em conseqüência, a criança nunca será uma pessoa normal se criada por um transexual.

Afirmou muito bem o Promotor:

“Se essa criança tem hoje a oportunidade de ter uma família convencional, uma família normal, como as outras, por que arriscar e deixá-la numa situação que pode submetê-la a vários constrangimentos?”

Vamos dar nosso apoio a ele votando na enquête.

Detalhe: para participar da enquête, o site exige um cadastramento gratuito.

Lembre-se que a força dos maus está na fraqueza dos bons.

A enquête encontra-se na lateral direita, com o título: “PARTICIPE”, próximo aos comentários da notícia.

Segue o link:
http://oglobo.globo.com/sp/mat/2008/01/09/promotor_que_pediu_separacao_de_bebe_de_transexual_diz_que_casal_gay_anormal_-327934459.asp

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Reparem o quanto tal enquête é tendenciosa.
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Resultado atual da enquête:
69,20% – Sim. A opção sexual não importa. O importante é amar e cuidar bem da criança.
30,80% – Não. É preferível ficar em um abrigo a crescer sem uma família convencional.
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Vamos mudar esse resultado!
Uma decisão neste caso concreto poderá servir para outros no futuro: para a defesa e fortalecimento da Família ou para servir ainda mais para sua desagregação.

24 de dezembro de 2007

A tradição familiar da Árvore de Natal


A foto no alto é da pintura de Franz Streussenberger (1806 – 1879). Representa a primeira Árvore de Natal na cidade austríaca de Ried, concebida e ornada, em 1840, no lar da família Rapolter.

Depois do Presépio, a Árvore de Natal é o símbolo mais expressivo da época natalina — sobretudo em tempos passados, nos quais o aspecto comercial do Natal não era tão protuberante e agressivo.

No século XIX, a Árvore de Natal — também conhecida em alguns países europeus como a “Árvore de Cristo” (leia abaixo uma comovente narrativa a respeito) — espalhou-se pelo mundo inteiro como símbolo da alegria própria ao Natal para se festejar o nascimento do Divino Infante. Mas muitos séculos antes, consta que no período medieval, corria uma história muito bonita narrando que, na noite bendita do nascimento do Menino Jesus, muitas árvores floriam em pleno inverno em paisagens cobertas pela neve...

Desde meados do século XVII, temos notícias que na Alsácia (França) famílias enfeitavam pinheirinhos por ocasião do Natal, geralmente cobertos de neve. Nos séculos seguintes espalhou-se o encantador costume de montar a Árvore de Natal com anjinhos e estrelas nos galhos; depois com chocolates e balas. Mais tarde, as famílias foram acrescentando outros ornatos como frutas douradas, bolinhas pintadas com as mais belas cores; por vezes com guirlandas, fitas coloridas e velinhas, e, no alto do pinheiro, uma agulha com todas as cores do arco-íris — assemelhava-se a um lustre do Céu ou de um mundo maravilhoso próximo do Paraíso.
Deus se comprouve com a humildade do pinheiro

Uma antiga lenda está na origem do pinheirinho de Natal:

“Conta-se que, quando os pastores foram adorar o Divino Infante, decidiram levar-Lhe frutos e flores produzidos pelas árvores de modo prodigioso. Depois dessa colheita, houve uma conversa entre as plantas, num bosque. Regozijavam-se elas de ter podido oferecer algo a seu Criador recém-nascido: uma, suas tâmaras; outra, cerejeira e a laranjeira, que haviam ofertado tanto flores quanto frutos. Do pinheiro, porém, ninguém colheu nada. Pontudas folhas, ásperas pinhas, não eram dons apresentáveis...

O pinheiro reconheceu sua nulidade. E não se sentindo à altura da conversa, rezou em silêncio: “Meu Deus recém-nascido, o que Vos oferecerei? Minha pobre e nula existência. Esta, alegremente Vo-la dedico, com grande agradecimento por me terdes criado na vossa sabedoria e bondade”.

Deus se comprouve com a humildade do pinheiro. E, em recompensa, fez descer do céu e se afixarem nele uma multidão de estrelinhas. Eram de todos os matizes que existem no firmamento: douradas, prateadas, vermelhas, azuis...



Quando outro grupo de pastores passou, levou não apenas os frutos das demais árvores, mas também o pinheiro inteirinho, a árvore de tal forma maravilhosa, da qual nunca se ouvira falar!

E lá foi o pinheiro ornar a gruta de Belém, sendo colocado bem junto do Menino Jesus, de Nossa Senhora e de São José”.
Diletos Amigos, humildemente peçamos à Santíssima Mãe do Menino Jesus que, assim como na fábula do pinheirinho, nos coloque também bem próximos de seu Divino Filho e nunca nos distanciemos dele. E que, ao longo dos 366 dias de 2008, o Menino Jesus esteja sempre próximo de nós. Que Ele esteja sempre presente em todos os lares católicos e particularmente naqueles dos Amigos que “visitam” este Blog da Família e que incentivaram-me a esta iniciativa. Uma iniciativa com o objetivo de fornecer aos pais e mães de família subsídios para se manter a fidelidade à moral católica e, assim, podermos juntos resistir às forças revolucionárias que procuram desagregar e extinguir a instituição familiar.


A todos um Santo e Feliz Natal e um Novo Ano repleto de graças e dons muito especiais!
Uma bela história contada por Rosegger, autor do livro “A vida popular na Estíria”, narra como surgiu, no seio de uma família católica da Áustria do século XIX, o costume de montar a Árvore de Cristo por ocasião do Natal.

“Era um anseio que decidira pôr em prática naquela noite, antes que minha mãe chegasse à cozinha para preparar a refeição matutina. Eu ouvira falar muito a respeito da celebração do Natal nas cidades: devia-se colocar sobre a mesa um pinheirinho, verdadeira arvorezinha do bosque; afixar velazinhas em seus ramos e acendê-las; e depositar embaixo dele presentes para as crianças, esclarecendo que havia sido o Menino Jesus que os tinha trazido.



Então pensei em montar uma árvore de Cristo para meu pequeno irmão, Nickerl. Mas tudo em segredo...

Depois de já ter clareado o dia, saí em meio ao nevoeiro gelado. Este protegeu-me do olhar das pessoas que trabalhavam em torno da casa, no momento em que voltei do bosque com um pequeno cimo de pinheiro e corri para o galpão das carroças.

Logo se fez noite. A criadagem estava ainda ocupada nos estábulos ou nos quartos da casa, onde, segundo o costume da Noite Santa, lavavam a cabeça e se vestiam com os trajes de festa. Na cozinha, minha mãe fazia os sonhos doces para o dia de Natal. E meu pai, com o pequeno Nickerl, percorria a propriedade para abençoá-la, levando para isso num recipiente carvões incandescentes; sobre eles espalhava incenso, percorrendo todas as dependências da herdade, a fim de incensá-las, enquanto rezava em silêncio. Era preciso expulsar os maus espíritos e atrair as bênçãos angélicas para a casa.

Enquanto o pessoal se ocupava em suas tarefas lá fora, eu preparava na sala grande a Árvore de Cristo. Tirei a arvorezinha do meio da lenha e coloquei-a sobre a mesa. Depois cortei de um maço de cera dez ou doze velazinhas e coloquei-as sobre os pequenos galhos. Embaixo, aos pés da arvorezinha, depositei um pão doce.

Ouvi então passos lentos e suaves na parte de cima da casa. Eram meu pai e meu irmãozinho que já estavam lá e abençoavam o sótão. Logo chegariam ao salão. Acendi as velazinhas e me escondi atrás do forno. A porta se abriu e eles entraram com seu recipiente de incenso. E ficaram parados.

— O que é isto? Perguntou meu pai com voz baixa mas prolongada.

O pequeno Nickerl fitava emudecido. Nos seus olhos grandes, redondos, espelhavam-se corno estrelinhas as luzes da Árvore de Cristo.



Meu pai avançou devagar para a porta da cozinha e chamou baixinho:

— Mulher, mulher! Venha ver um pouco.

E quando ela apareceu:

— Mulher, foste tu que fizeste

— Maria e José! exclamou minha mãe. O que deixastes sobre a mesa?

Logo chegaram também os criados e criadas, vivamente impressionados com a inédita
visão. Então um rapaz que viera do vale fez a suposição:

— Poderia ser uma Árvore de Cristo!

Seria realmente verdade que os anjos trazem do Céu tal arvorezinha? Eles a contemplavam e se admiravam. E a fumaça do incenso enchia a sala inteira, de modo que era corno um delicado véu que pousava sobre a arvorezinha iluminada.

Minha mãe procurou-me na sala com o olhar:

— Onde está o Pedro?

Julguei então ser o momento de sair do canto do forno. Tomei pelas frias mãozinhas o pequeno Nickerl, que continuava emudecido e imóvel, e levei-o para junto da mesa. Ele quase resistiu. Mas eu lhe disse, em tom profundamente solene:

— Não temas, irmãozinho! Olha: o querido Menino Jesus te trouxe uma árvore de Cristo.

Ela é tua!
O menino estava contentíssimo. E juntou as mãos como fazia na igreja para rezar”.