8 de julho de 2015

Rádio Vaticano difunde teses escandalosas sobre a moral sexual


Mathias von Gersdorff 

A seção alemã da “Rádio Vaticano” vem difundindo, através de um artigo do Pe. Martin Lintner OSM (Ordem dos Servitas) de 2 de julho de 2015, sob o estranho título “Teólogo moralista: A moral sexual da Igreja está em movimento”, teses sobre a moral sexual de arrepiar os cabelos. 


O Pe. Lintner
é o provincial de
sua Ordem no Tirol
A respeito de suas ideias sobre sexualidade humana, a “Rádio Vaticano” escreve: “O presidente da Sociedade Europeia de Teologia Católica fundamentou sua avaliação com um afastamento de um ato moral determinado pelo direito natural, no qual cada ação sexual era julgada na medida em que correspondesse ‘à natureza da sexualidade’, para uma visão, já defendida no Concílio Vaticano II, segundo a qual ‘o comportamento sexual’ deveria ser tido como ‘uma comunicação corporal’”. 

Isso é um grosseiro disparate, além de um descaramento: interpretar, ou seja, distorcer dessa forma as palavras do Vaticano é promover uma consciente desorientação dos fiéis, aos quais se dá a entender que o Concílio permite tudo e que tudo pode ser interpretado ao bel-prazer das pessoas.

O Pe. Lintner também abusa do Sínodo da Família convocado pelo Papa Francisco, exigindo uma adaptação da moral sexual católica às ideias desordenadas dos adeptos da “Revolução Sexual de 1968”. Como se não bastassem as discussões havidas durante o Sínodo Extraordinário dos Bispos no outono de 2013 e o instrumento de trabalho publicado recentemente para o Sínodo da Família de outubro de 2015, que mostram, segundo Lintner, uma “mudança de pensamento” no trato com pessoas homossexuais”, assim como transmitiu a Rádio Vaticano para a Alemanha.  

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A “Radio Vaticano” ilustrou o texto com uma foto indecorosa, que jamais poderia aparecer num serviço de notícias católico. Por isso não colocamos aqui um link para o artigo. 
Uma onda de protestos indignados levou a "Rádio Vaticano" a suprimir imediatamente o artigo em questão. Porém, no dia seguinte, ela publicou novamente a matéria imoral. 



Secção alemã da Radio Vaticano: Agenda homossexual é mais importante do que a modéstia católica 


A seção alemã da Rádio Vaticano publica novamente artigo discutível com foto. 

Um artigo da versão alemã da Rádio Vaticano (Teólogo moralista: “A moral sexual da Igreja está em movimento”) de 2 de julho de 2015, com teses sobre a moral sexual de arrepiar os cabelos e ilustrado com uma foto imoral, havia sido retirado por causa de inúmeros protestos. 

Contudo três dias depois, em 6 de julho, o artigo foi novamente publicado. (Não damos aqui o link do mesmo devido à foto indecente). 

O responsável pela secção alemã da Radio Vaticano, Pe. Bernd Hagenkord S.J., chegou a confessar que a foto é problemática: “Talvez não tenha sido bem escolhida”. 

Porém, simultaneamente, coloca-se no papel de vítima e escreve: “Existem algumas pessoas aí fora realmente muito mal fixadas e que não suportam que muita gente seja diferente [...]. Sim. Também ainda hoje. Um espancamento verbal selvagem, como se as palavras não tivessem uma realidade e um efeito. Tudo em nome da doutrina, da verdade e da Igreja.”

A tomada de posição do Pe. Hagenkord é grave e preocupante, pois deixa claro que para a seção alemã da Rádio Vaticano, as exigências da Revolução sexual (feitas pelo artigo) e a agenda homossexual (pela foto de duas mulheres jovens tomando certas atitudes) são mais importantes do que a opinião dos católicos a respeito do pudor, da decência e da modéstia. 

As pessoas que protestaram contra a foto estão agindo, segundo o Pe. Hagenkord, contra o amor ao próximo. A isto chegamos!

Esse caso é simplesmente inacreditável: não se pode mais confiar que a seção alemã da Rádio Vaticano difunda a moral católica. Não se pode mais sequer esperar que a Rádio Vaticano não difunda fotos indecentes.

Semelhante decadência da mídia eclesiástica seria inimaginável alguns anos atrás. 
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Tradução de Renato Murta de Vasconcelos

5 de julho de 2015

"Pátria (des)Educadora": Ideologia de Gênero ensinada para crianças de 5 anos?!

Meninos gostam de brincar com soldadinhos de chumbo e meninas com bonecas, mas os "ideólogos de gênero" desejam inverter as tendências naturais das crianças. Por quê esse empenho em inverter a ordem natural estabelecida por Deus?

Instituto Plinio Corrêa de Oliveira

Em evento convocado pelo Ver. Toninho Vespoli (PSOL), no dia 19 de junho de 2015, com tema “Porque discutir Gênero nas escolas?”, líderes de algumas associações ditas “católicas” como a “Católicas pelo Direito de Decidir” explicaram os meios que querem usar para implantar a nefasta Ideologia de Gênero para nossas crianças, queiramos ou não! [assista o vídeo abaixo]

Em clara apologia de crimes, como o aborto, e ameaças a figuras politicas, esses grupos buscam se tornar uma hegemonia para a tomada de decisões em nosso país! Eles querem ditar as regras! 

Fique atento! 

Saiba como fazer sua parte! 

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e nos ajude nesta luta em defesa da família! Quanto mais pessoas souberem do fato, mais dificilmente eles conseguirão aplicar este tipo de leis! A força deles está em agir na surdina!

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Em dois cliques, envie seu protesto contra a Ideologia de Gênero aos vereadores de São Paulo

21 de junho de 2015

ITÁLIA — Pais e mães indignados contra o ensinamento da “Teoria de Gênero” a seus filhos

 

Monumental manifestação em prol da família tradicional, belo exemplo para o Brasil de recusa ao ensinamento da Ideologia de Gênero nas escolas 


Paulo Roberto Campos 

Segundo a agência de notícias “France-Presse”, na data em que na Itália se comemora o “Dia da Família” (20 de junho), cerca de 500 mil pessoas participaram em Roma de uma gigantesca manifestação contra o “casamento” homossexual e a introdução da absurda "Ideologia de Gênero" nas escolas — projetos em discussão no Parlamento italiano. 

Já de acordo com os matutinos “Il Giornale” (20-6-15) de Roma e “Le Monde” (21-6-15) de Paris, o total de participantes teria chegado a 1 milhão. Apesar da chuva, a praça San Giovanni in Laterano, nas proximidades do centro histórico de Roma, bem como as ruas adjacentes, ficaram repletas de pais e mães com seus filhos, mas também de jovens e idosos. Defendiam eles os valores da instituição familiar, bradavam e portavam faixas com dizeres “Não à Teoria de Gênero”, “Sim à Família tradicional”, “A família salvará o mundo”, “Vamos defender nossas crianças”, “Tirem as mãos de nossos filhos” etc. 

Os pais italianos estão indignados, pois, contra o desejo deles, em muitas escolas do país o movimento pró-homossexual está infiltrando sua “agenda” para (de)formar as mentes dos pequenos a seu favor. 


Organizados pela associação Defendendo Nossos Filhos, diversos movimentos participaram desse evento pró-família que, apesar de gigantesco, passou praticamente ignorado da mídia brasileira. Inexplicável! 

Sem dúvida, essa espetacular manifestação das famílias italianas serve de claro e potente recado aos bispos que participarão do “Sínodo da Família” em outubro próximo em Roma. Tal recado foi: Senhores bispos, não queremos que se alterem a doutrina nem a pastoral tradicionais da Igreja a respeito da instituição familiar, estabelecida por Deus como a união entre um homem e uma mulher num matrimônio monogâmico e indissolúvel; não se pode legalizar o “casamento” homossexual; não se pode autorizar a adoção de crianças por parte de duplas homossexuais; não desejamos que se permita a comunhão eucarística a divorciados; não permitiremos que se ensine a nossos filhos a antinatural Ideologia de Gênero! 

Essa monumental reação é um belo exemplo para o Brasil, pois também em muitas de nossas escolas — de modo sorrateiro, sem aprovação e sequer o conhecimento dos pais — as crianças já estão sendo “doutrinadas” por tais absurdas teorias, contrárias à Lei natural e à Lei divina e sem qualquer fundamento científico. 

Pais e mães devem estar alertas e procurar tomar conhecimento do que os “ideólogos de gênero” andam introduzindo nas escolas de seus filhos. Essa nefasta ideologia ensina, por exemplo, que é subjetivo e apenas cultural o conceito de homem ou mulher, pai e mãe, masculino e feminino, e que cada criança deve escolher o seu próprio “gênero”, entre eles os “gêneros” homossexual, bissexual, transexual... Ou seja, trata-se de um ensinamento absurdo que, além de confundir as mentes dos escolares, poderá perverter nossas crianças na mais tenra infância. 

Nesse sentido, é elucidativo o editorial da “Gazeta do Povo” (21-6-15), o mais importante jornal do Paraná, que sob o título Educação e teoria de gênero, escreve: “Observa-se uma tentativa de impor aos estudantes teorias controversas e carentes de fundamentação científica”. O mesmo editorial denuncia: “Em 2014, quando o Congresso Nacional votou o Plano Nacional de Educação, a presença da teoria de gênero foi refutada pelos congressistas, também após intensos debates e pressão popular [...]. Mas o que tem havido é uma pressão do Ministério da Educação para que os responsáveis pelos planos estaduais e municipais contemplem o que foi rejeitado no Congresso — isso, sim, constitui um desrespeito ao Legislativo federal e uma forma inaceitável de ‘virada de mesa’”.

Mas, graças a Deus, as sadias reações vêm crescendo cada vez mais de norte a sul do Brasil. Sobretudo por parte de pais e mães que não aceitam a imposição do ensinamento a seus filhos dessas teorias contrárias à natureza humana.

Até o momento em que encerro este artigo, a Ideologia de Gênero já foi excluída em oito estados da Federação. É o que noticia a “Folha de S. Paulo” (25-6-15): “Deputados de ao menos oito Estados retiraram dos Planos Estaduais de Educação referências a identidade de gênero e orientação sexual”. Para a obtenção desses bons resultados, os pais estão pressionando os deputados e os vereadores, pois a inclusão da Ideologia de Gênero destruiria o modelo tradicional de família (o único de acordo com a ordem natural), em cujo seio as crianças devem receber a devida e prudente orientação sexual e moral. Para os pais, tal orientação cabe a eles e não a estabelecimentos públicos. Numa sala de aula a criança seria pressionada a aceitar o absurdo e não teria capacidade crítica para analisar o tema.

Não ao "gênero" na escola

19 de junho de 2015

Por que a Ideologia de Gênero deve ser rejeitada


Instituto Plinio Corrêa de Oliveira

A criação de um “homem novo” foi almejada pelas ideologias marxista e nazista, no século passado. Uma nova tentativa da Revolução Cultural renasce agora sob a nefasta Ideologia de Gênero, que visa modificar nossa concepção sobre homem e mulher, não pela violência das armas, mas através de uma guerra cultural, cujos tanques visam esmagar a instituição familiar. 

Nas últimas décadas, a sociedade tornou-se vítima de uma revolução sexual promovida por uma aliança de poderosas organizações, forças políticas e meios de comunicação, a qual atenta contra a própria existência da família como célula básica da sociedade. Para tal, os militantes da Ideologia de Gênero tentam implantar no ensino básico suas teorias para deformar desde a mais tenra infância a cabeça de nossos filhos e netos. 


Ideologia de Gênero, feminismo, movimento homossexual e Transsexualidade 

Segundo essa teoria, o sexo de uma pessoa não seria determinado pelo seu componente biológico e genético, mas sim pelo modo como ela se considera a si mesma. Nós nasceríamos sem sexualidade psicológica definida. A diferenciação sexual do corpo seria apenas um acidente anatômico que “convencionalmente” é tido como masculino ou feminino. Ou seja, nossa “suposta” identidade sexual é, para tal teoria, uma mera imposição do ambiente em que fomos educados.

O conceito ‘papel sexual’ foi introduzido pelo psiquiatra americano, John Money, em 1955, para distinguir a identidade sexual biológica do papel social que o indivíduo escolheu representar. Duas correntes desenvolveram essa terminologia: a corrente feminista e a corrente homossexual. Através dessa teoria pretende-se desconstruir a identidade masculina e feminina. 

A feminista Simone Beauvoir afirmava que ninguém nasce mulher, mas se torna mulher; e que o objetivo final do movimento feminista não consiste na eliminação dos privilégios da “classe” opressora — a “classe” masculina —, mas da própria diferenciação entre os sexos. Tal ideologia ajudou enormemente o progresso do movimento homossexual, que tende a “normalizar” a pretensa mudança de sexos. Pois se o “gênero sexual” é fruto de uma “escolha”, de “orientação” assumida por uma pessoa, então por que não adaptar o próprio corpo para assemelhá-lo à do sexo escolhido? 


Ideologia contraria a natureza humana 

“É impossível fisiologicamente mudar o sexo de uma pessoa, uma vez que o sexo de cada um está codificado em seus genes—XX para a mulher, XY para o homem”, explicam os cientistas Richard P. Fitzgibbons, M.D., Philip M. Sutton, Ph.D., e Dale O’Leary em documentado estudo. “A cirurgia pode somente criar uma aparência do outro sexo”, pois a identidade sexual “está escrita em cada célula do corpo e pode ser determinada por meio do teste do DNA, não podendo ser mudada”. [The Psychopathology of “Sex Reassignment” Surgery Assessing Its Medical, Psychological, and Ethical Appropriateness, The National Catholic Bioethics Center].


Ideologia contraria a Lei divina 

A impossibilidade de mudar o sexo com que se nasceu não contraria somente a realidade biológica; ela vai, sobretudo, contra a vontade de Deus. Ninguém nasce homem ou mulher por mero acaso, mas em virtude dos inescrutáveis desígnios da Divina Providência, conforme o texto do profeta Jeremias: “Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia” (Jer. 1:5).

Ir contra os desígnios divinos é um ato de revolta contra o Criador: “Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. Deus os abençoou: Frutificai, disse Ele, e multiplicai-vos, enchei a Terra e submetei-a” (Gen. 1:27-28). 

Assim, em relação a pessoas afligidas por problemas de confusão em relação ao próprio sexo, a caridade cristã impõe que se as ajude, com respeito e compaixão, não para aumentar-lhes a confusão em que se encontram, ou dar-lhes uma falsa solução cirúrgica, mas para auxiliá-las a sair da mesma. A caridade “se rejubila com a verdade” diz São Paulo (1 Cor. 13:6) e, portanto, a misericórdia nunca pode se contrapor à verdade, pois somente a verdade é que liberta (Jo 8:32).


“Transsexualidade” e suicídio 

O diário francês “Le Figaro” reconheceu, em sua edição de 31/1/2014, o fracasso da primeira tentativa de comprovação da Ideologia de Gênero, que culminou com o suicídio do jovem [foto] Bruce- Brenda-Davi (seus três nomes, como homem, mulher e homem!). 

As ideias do prof. John Money, que definiu o “gênero masculino ou feminino” como uma conduta sexual que escolhemos adotar, a despeito de nosso sexo de nascença, foi testada, em primeiro lugar, em Bruce, um menino canadense. Ele foi submetido a uma cirurgia de mudança de sexo e desde os oito meses (sic!) passou a se chamar Brenda. Doravante, uma menina, a “Brenda”, usava saias e brincava com bonecas. Na adolescência passou a ter uma conduta masculina, o que obrigou os pais a lhe contar a verdade. Cirurgicamente, ele voltou a ser homem, passou a chamar-se Davi — terceiro nome em sua existência — e se casou aos 24 anos. Entretanto, o trauma das mudanças de sexo causou um descompasso em sua vida, e ele suicidou-se.

Segundo o diário irlandês "Irish Times" (2/12/2013), 78% de “transgêneros” pensaram em se suicidar e 44% tentaram-no pelo menos uma vez, revelou um estudo sobre saúde mental encomendado à “Transgender Equality Network” pela comunidade “trans” da Irlanda. Entre as causas das tendências suicidas apontadas pelo trabalho irlandês figura o “estresse extremo” ligado ao fato de o indivíduo ostentar um sexo que não é o natural. 


A nova religião ateia e a perseguição religiosa 

Sob pretexto de que vivemos em um Estado laico, a Ideologia de Gênero pode vir a se tornar o pior gênero de perseguição religiosa, pois trata-se de uma perversão compulsória das mentes, desde a mais tenra infância! E ai de quem se opuser! Será vítima da fúria dessa nova religião, como já acontece hoje, por exemplo, na Alemanha, onde pais são presos por impedir seus filhos de assistir às aulas sobre o gênero! 

Sim, os que hoje defendem a agenda do movimento homossexual estão a serviço – conscientemente ou não – de uma nova religião de fato: 
Sua doutrina: a Ideologia de Gênero;
Seu culto: a idolatria do igualitarismo mais radical e completo e da libertinagem mais desenfreada;
Seus sacerdotes: líderes do movimento homossexual
Seus acólitos: a grande mídia em geral e setores do governo e – dói-nos dizê-lo – ativistas infiltrados até na Igreja Católica!
Sua “inquisição”: as várias leis de “anti-homofobia”, que ameaçam os mais pacíficos e ordeiros pais de família e religiosos.
Sua “excomunhão”: o epíteto vago e terrível de “homofóbicos” lançado contra os que se opõem à Ideologia de Gênero.
A essa “religião” falta um “catecismo”: para supri-lo, tenta-se impor o ensino da Ideologia de Gênero nas escolas fundamentais de todo o país. 
Rejeitamos, de maneira ordeira e legal, mas firme, essa funesta iniciativa da agenda homossexual. Pois a vitória da Ideologia de Gênero significaria o incentivo de toda perversão sexual (incluindo o incesto e a pedofilia), a incriminação de qualquer oposição contra ela, a perda do controle dos pais sobre a educação dos filhos e a extinção da própria instituição familiar, célula básica da sociedade.

12 de junho de 2015

IDEOLOGIA DE GÊNERO MARXISTA E ESTÚPIDA


Mulheres redescobrem a maternidade 
(contrariando a ideologia de gênero) 

Pe. Carlos Lodi da Cruz

“Contra a natureza todos os esforços são vãos”[1]. Assim dizia Leão XIII em 1891 referindo-se ao socialismo e sua pretensão de nivelar todos os homens, desprezando suas diferenças naturais. 

O mesmo se pode dizer hoje da ideologia de gênero, que pretende nivelar homens e mulheres, negando que sejam naturalmente diferentes.

Percebem-se, aqui e ali, algumas mulheres que, depois de doutrinadas a rejeitar os filhos e o ambiente doméstico, a competir com os homens e a disputar com eles o mercado de trabalho, finalmente descobrem que a maternidade é sua vocação e que o lar é o seu lugar privilegiado.


Um exemplo disso encontramos em Maria Mariana Plonczynski de Oliveira [foto], autora de “Confissões de mãe” (Ed. Agir, 2009). Deixando a fama que lhe dava a televisão e o teatro, decidiu “ter filhos e cuidar deles”. Acerca do dogma feminista da igualdade entre os sexos, ela afirma: 

“Não acredito na igualdade entre homens e mulheres. Todos merecem respeito, espaço. Mas o homem tem uma função no mundo e a mulher tem outra. São habilidades diferentes. Penso nesta imagem: homem e mulher estão no mesmo barco, no mesmo mar. Há ondas, tempestades, maremotos. Alguém precisa estar com o leme na mão. Os dois, não dá. Deus preparou o homem para estar com o leme na mão. Porque ele é mais forte, tem raciocínio mais frio. A mulher tem mais capacidade de olhar em volta, ver o todo e desenvolver a sensibilidade para aconselhar. A mulher pode dirigir tudo, mas o lugar dela não é com o leme”[2]. 

Para as jovens, ela tem o seguinte recado:

"Quero dizer às jovens do mundo de hoje que existe uma pressão para que elas sejam autossuficientes profissionalmente, sejam mulher e homem ao mesmo tempo, como se fosse a única forma de realização. Para isso, elas têm de desenvolver agressividade, frieza — sentimentos que não têm a ver com o que é ser mãe. O valor básico da maternidade é cuidar do outro, doar, servir. Nada a ver com o mundo competitivo. Maternidade é tirar seu ego do centro”[3].


Outro exemplo é a jornalista e escritora italiana Costanza Miriano [foto], católica, mãe de quatro filhos e autora de “Sposati e sii sottomessa” (Casa-te e sê submissa). Publicado em 2011, o livro dedicado às suas amigas tornou-se um best-seller e já foi traduzido em língua espanhola. No ano seguinte, publicou “Sposala e muori per lei” (Casa-te e morre por ela), dedicado desta vez aos homens. O pano de fundo de ambos os livros é o seguinte trecho da carta de São Paulo aos efésios: 

"Submetei-vos uns aos outros no temor de Cristo. As mulheres estejam submissas aos seus maridos, como ao Senhor, porque o homem é a cabeça da mulher, como Cristo é cabeça da Igreja e o salvador do Corpo. Como a Igreja está sujeita a Cristo, estejam as mulheres em tudo sujeitas aos seus maridos. 

E vós, maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, a fim de purificá-la com o banho da água e santificá-la pela Palavra, para apresentar a si mesmo a Igreja, gloriosa, sem mancha nem ruga, ou coisa semelhante, mas santa e irrepreensível" (Ef 5,21-27). 

Em seu blog, Costanza explica o sentido da “submissão”: 

“Quando falamos — em voz baixa para evitar o linchamento — de submissão, devemos sair da linguagem do mundo, que lê tudo na ótica do domínio, do poder. O nosso Rei está na cruz, mas assim venceu o único inimigo invencível, a morte. Também nós, portanto, devemos sair da lógica do poder, invertê-la completamente. Antes de tudo porque a submissão não vem da depreciação, não se escolhe [a submissão] porque se pensa não ter valor. Depois, porque o fruto da escolha da mulher é o fato de que o homem estará pronto a morrer por ela.

Quando São Paulo diz às mulheres que aceitem estar embaixo, não pensa de modo algum de sejam inferiores. Antes, é ao cristianismo que devemos a primeira verdadeira grande revalorização das mulheres... A submissão de que fala Paulo é um presente, livre como qualquer presente, senão seria uma taxa. É um presente espontâneo de si, feito por amor”[4]. 

Um terceiro exemplo encontramos em Mary Pride, estadunidense, mãe
de nove filhos, ex-feminista radical e autora do livro “De volta ao lar” [foto]: 

“Com tudo o que andam falando sobre liberação hoje em dia, as mulheres não estão conseguindo perceber que a esposa que trabalha no lar é a única mulher que realmente tem liberdade! Ela é sua própria chefe durante as mesmas nove ou dez horas do dia em que outras mulheres estão fazendo o que seus superiores ordenam. Ela pode organizar seus próprios horários, tomar conta de seu próprio orçamento e se vestir como quer, sem ter de cumprir normas de empresas. A esposa que trabalha no lar tem, até certo ponto, liberdade para fazer o que deseja, ao passo que a esposa que trabalha fora mal consegue ler um livro durante as horas de trabalho. Em vez do ambiente frio e formal do escritório, a trabalhadora do lar serve seus ‘clientes’ diretamente, e diariamente ela recebe tangíveis recompensas por seu trabalho (‘Humm! Este bolo está delicioso, mamãe!’). 

Todos os esforços para promover a liberação da mulher estão estabelecendo uma nova forma de escravidão — a esposa reprimida”[5].

As grandes mestras do feminismo estavam conscientes de que as mulheres, deixadas a si mesmas, prefeririam ficar no lar e cuidar dos filhos. Pensando nisso, assim escreveu Simone de Beauvoir (mulher de Jean Paul Sartre, filósofo francês ateu) a sua amiga Betty Friedan:

“Pensamos que nenhuma mulher deveria ter esta opção. Não se deveria autorizar a nenhuma mulher ficar em casa para cuidar de seus filhos. A sociedade deve ser totalmente diferente. As mulheres não devem ter essa opção, porque se essa opção existe, demasiadas mulheres decidirão por ela“[6]. 

Algumas profissões extradomésticas são tradicionalmente ocupadas por mulheres. Ao falarmos, por exemplo, na professora primária ou na enfermeira, instintivamente usamos o feminino. Tais profissões (magistério infantil, enfermagem) constituem uma extensão da função materna de acolher. De fato, a mãe é a primeira educadora dos filhos e a primeira a cuidar de suas doenças. No entanto, o lugar privilegiado — e insubstituível — da mulher é o lar.

Se as mulheres resolverem sair em massa dos lares para o mercado de trabalho, ocorrerão duas coisas: 1º) Elas desejarão não ter filhos ou ter poucos filhos, o que causará uma queda da taxa de fecundidade da população; 2º) Elas disputarão com os homens (que precisam sustentar suas famílias) as vagas de emprego, o que causará um aumento da taxa de desemprego[7].

Para concluir... e refletir 


O cineasta Aaron Russo (†2007) [foto], entrevistado por Alex Jones, contou uma conversa que teve com seu antigo amigo Nicholas Rockefeller (ou Nick). Este lhe perguntou: “O que você pensa que é a liberação das mulheres?”. Aaron respondeu: “As mulheres têm o direito de trabalhar e ganhar tanto quanto os homens, exatamente como ganharam o direito de votar”.

Nick começou a rir e disse: “Você é idiota”. Aaron perguntou: 

“Por que eu sou idiota”? Nick respondeu:

"Nós, os Rockefeller, é que começamos esse movimento. Nós fundamos a liberação da mulher. Nós temos todos os jornais e TVs, a Fundação Rockefeller... Quer saber por quê? Há duas razões básicas. Uma delas é que não poderíamos taxar metade da população antes da liberação da mulher. A segunda razão é que agora temos as crianças nas escolas em idade mais jovem. Podemos doutrinar as crianças como pensar. Assim, isso quebra a família. As crianças começam a olhar o Estado como a família. A escola, os funcionários como sua família... não os pais ensinando a eles”[8]. 


Anápolis, 10 de junho de 2015. 
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz 
Presidente do Pró-Vida de Anápolis 
_______________ 
Notas:
[1] LEÃO XIII, Rerum novarum, n. 26. 
[2] MENDONÇA, Marta. Maria Mariana – “Deus quer o homem no leme”. Época, 9 maio 2009, em http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI71872-15228,00-MARIA+MARIANA+DEUS+QUER+O+HOMEM+NO+LEME.html 
[3] Ibidem. 
[4] http://costanzamiriano.com/la-sottomissione/ 
[5] PRIDE, Mary. De volta ao lar: do feminismo à realidade. Ourinhos: Edições Cristãs, 2006, p. 236. [6] Citado por SOMMERS, Christina Hoff. Who Stole Feminism?, Simon & Shuster, New York, 1994, p.257. [7] Cf. Jorge SCALA. IPPF: a multinacional da morte. Anápolis, Múltipla, 2004, p. 77. 
[8] Reflections and Warnings: An Interview with Aaron Russo, 2009 in: https://www.youtube.com/watch?v=8WNO3FMUuwA. Uma transcrição completa (em inglês) encontra-se em: https://sites.google.com/site/themattprather/Reading/aaron-russo/reflections-and-warnings-full-transcript

24 de maio de 2015

Roldana que leva até o Céu


A Santa Igreja estabeleceu o dia 24 de maio para comemorar a invocação de Nossa Senhora enquanto Auxiliadora dos Cristãos. Festa instituída pelo Papa Pio VII no ano de 1814, em ação de graças por seu retorno a Roma, depois de ter sido mantido preso, por cinco anos, pelo déspota Napoleão. 

Desde menino, quando estudava no Colégio São Luís, Plinio Corrêa de Oliveira nutria particular devoção a Nossa Senhora Auxiliadora. Foi diante de uma imagem dEla – que ainda hoje se conserva na igreja do Coração de Jesus, na capital paulista [fotos] – que ele recebeu uma graça muito especial. Desde então até seu falecimento, sua gratidão e devoção a Ela não fizeram senão aumentar, nunca deixando ele passar qualquer dia 24 de maio sem manifestar especial dileção à Auxiliadora dos Cristãos. 

Foi nesse dia, em maio de 1995, que em conferência no auditório da TFP, em São Paulo, o Prof. Plinio pronunciou as expressivas palavras que abaixo transcrevemos, com leves adaptações para a linguagem escrita.

Auxiliadora dos Cristãos 

Plinio Corrêa de Oliveira 
“A ideia de auxílio evoca a ideia de necessidade, pois só pede auxílio aquele que está em situação de necessidade; o homem que não está em necessidade não precisa de auxílio.  
“Só é auxiliadora Aquela que tem como função normal, como missão própria, como traço característico de sua personalidade, o fato de ser auxiliadora. E Nossa Senhora é, por excelência, auxiliadora, é Aquela que auxilia a todos, de todos os modos, em todas as circunstâncias e em todos os lugares. [Para isso] Ela tem que ser dotada de riqueza simplesmente fabulosa, e de uma bondade ainda mais extraordinária do que sua própria riqueza”.
Auxiliadora até de filhos ingratos 
“De maneira que jamais Ela se cansa de dar, jamais se cansa de perdoar; e o perdão é um dos seus dons tão imensamente preciosos, que, depois de ter perdoado muito, ainda tem para aquele que A ofendeu um sorriso de piedade, quando ele A invoca e pede misericórdia.  
“Mais. Ainda que ele não A invoque, Ela o auxilia. Ela vê a condição miserável desta ou daquela alma e pede a Nosso Senhor Jesus Cristo por ela. É a Mãe que vem em auxílio do filho que não pede; que dá auxílio ao filho que não vê; que dá auxílio ao filho que não quer; e o socorre, a bem dizer, pelas costas, concedendo-lhe uma graça qualquer, pela qual ele seja tocado de amor, de reverência, de gratidão.  
“Desse modo o filho começa a venerar Nossa Senhora enquanto Auxiliadora e fica vinculado a Ela pela vida inteira, porque tal Mãe sempre o auxilia mais e lhe dá forças para pedir ainda mais auxílio. É uma espécie de roldana que leva até o Céu, mediante a qual como que por uma corda misteriosa, Nossa Senhora vai puxando a pessoa para o Paraíso celeste. É preciso, simplesmente, que ela queira agarrar-se à corda que foi lançada por Nossa Senhora, a Auxiliadora dos Cristãos!”

17 de maio de 2015

A “BEATIFICAÇÃO” DE DOM HELDER = IMPULSO AO NEOCOMUNISMO PAPAL

Afresco de Antonio Campi (séc. XVI) na Igreja de San Sigismondo em Cremona (Itália)

Ronaldo Ausone Lupinacci (*) 

Narram os Evangelhos que, seis dias antes de sua morte na cruz, Nosso Senhor Jesus Cristo compareceu a uma ceia na casa de Simão, o leproso, quando chegou ao local Santa Maria Madalena, trazendo um vaso com perfume de grande preço (Mateus, XXVI, 6-13; Marcos XIV, 3-9; João XII, 1-11). 

Aproximando-se do Salvador, Madalena perfumou-lhe os pés e enxugou-os com seus cabelos, e, depois, quebrando o vaso, derramou o resto do perfume sobre a cabeça de Jesus. Judas Iscariotes censurou aquele gesto de devoção, objetando que se deveria vender o perfume para dar o dinheiro aos pobres. 

Procurou, assim, instigar os presentes contra o Divino Mestre. Judas aludiu aos pobres como pretexto, porque era ladrão, e queria por a mão nas economias de Madalena, pois era ele quem guardava a bolsa do grupo de discípulos do Salvador. 

Ao longo da História, sobretudo da recente, surgiram numerosos “defensores de pobres”, hipócritas como Judas, que manipulam em seus discursos as carências dos menos afortunados para iludir incautos e idiotas.

A coexistência das características de pretensos defensores dos pobres e de ladrões é, aliás, um fato frequente nos meios políticos, e, muito particularmente, num certo partido hoje em destaque no noticiário policial.

Mas, este episódio traz, paralelamente, outro ensinamento importante: Cristo bem sabia o que se passava no coração de Judas, e, se não o afastou de seu círculo de discípulos foi para deixar a lição de que, no futuro, haveria traidores na Igreja, os famosos lobos com pele de ovelha.

Ocorre, efetivamente, que dentre os falsos defensores dos pobres, afora os ladrões, pululam também os demagogos, que dramatizam as amarguras da pobreza com segundas intenções político-ideológicas. 


O preâmbulo acima se relaciona com a anunciada beatificação de Dom Helder Câmara (1909-1999), ex-arcebispo de Olinda e Recife, que ficou conhecido como “Arcebispo Vermelho” em razão de sua trajetória pró-comunista (1).

Com efeito, em 9 de abril último o atual titular daquela arquidiocese pernambucana, Dom Fernando Saburido, com aprovação do Vaticano, assinou o edital de abertura do processo canônico da anunciada beatificação. 

Cumpre assinalar, de passagem, que com a modificação do Código de Direito Canônico em 1983, o ritual da canonização se tornou extremamente simplificado, ou seja, perdeu os rigores investigativos que antes existiam, de modo que a elevação aos altares passou a significar mera escolha pessoal do Papa, excluindo-se, assim, a incidência da hipótese teológica de infalibilidade (2). 

Não é possível aqui descrever toda a longa trajetória de Dom Helder, desde as iniciais simpatias pelo nazi-facismo, até duradoura aproximação com o comunismo. Para os leitores que queiram mais detalhes sugiro consulta ao trabalho bem escrito por Julio Loredo para a publicação “Corrispondenza Romana” (“Quem foi realmente Dom Helder Câmara”) (3).

E, para os leitores que queiram se inteirar da atuação de Dom Helder na conspiração urdida para promover a autodemolição da Igreja indico o livro de Roberto De Mattei intitulado “O Concílio Vaticano II – Uma História Nunca Escrita”(4).

Dom Helder Câmara foi um dos articuladores da criação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), também ela de notório histórico esquerdista (5). Dom Helder, ademais, entre tantas outras iniciativas de favorecimento ao comunismo quis desestimular os norte-americanos na manutenção de seu potencial bélico, advogou a entrada da China comunista na ONU em substituição à China Nacionalista (Taiwan), defendeu o regime de Fidel Castro. 

No âmbito nacional, o fato mais grave consistiu no acobertamento do incólume Padre Joseph Comblin, responsável pela elaboração de minucioso e drástico plano para implantação do comunismo no Brasil. 


No ano de 1977, por ocasião da comemoração do dia 13 de maio, data da primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima, o líder católico Plínio Corrêa de Oliveira [foto] proferiu conferência na qual procurou discernir o conteúdo da terceira parte da mensagem transmitida em 1917(6). 

Esta terceira parte se mantinha (e se mantém) oculta pelo Vaticano sem esclarecimentos satisfatórios para o silêncio, embora se saiba que deveria ter sido divulgada no ano de 1960. 

Na ocasião Plínio Corrêa de Oliveira formulou a hipótese de que o segredo consistiria em aviso sobre o apoio e reinstalação do comunismo – já então enfraquecido e desorientado – pelo Papado e pela Hierarquia Eclesiástica.

Pesquisas posteriores vieram confirmar o acerto daquela hipótese. Em primeiro lugar, algum tempo depois se iniciou a derrocada da Cortina de Ferro, e ao estiolamento da força de impacto da propaganda comunista. Em segundo lugar, foram surgindo indícios seguros acerca do conteúdo do segredo inserido na terceira parte da Mensagem de Fátima.

Assim, quando no ano 2000 o Vaticano quis despistar a opinião pública com a divulgação de versão incompleta daquela terceira parte inúmeros estudiosos (principalmente o Padre Paul Kramer e o jornalista Antonio Socci) (7) se levantaram para demonstrar o provável conteúdo até então oculto, a partir de inúmeros depoimentos de pessoas dignas do maior crédito que ou haviam lido o manuscrito da vidente Lúcia (8), ou haviam obtido informações indiretas de quem o lera. 

Portanto, embora não se conheça o texto exato (o documento que circulou em 2010 foi falsificado), se sabe, com segurança, que o segredo fala da apostasia (traição) na Igreja com menção expressa ao Papado, a qual sem ele, aliás, nem seria possível. Fica claro, portanto, o motivo pelo qual Roma sonegou o chamado “Terceiro Segredo” ao conhecimento público: a orientação pós-conciliar de aproximação com o mundo neopagão, e, com o comunismo ficaria desmascarada. 

Vários fatos, mais exatamente sintomas, levam a pensar que o comunismo, embora ferido de morte – e, talvez exatamente por isso – esteja preparando uma nova ofensiva, com a participação de todas as suas forças auxiliares, inclusive aquelas infiltradas na Igreja. 

Um sinal surgiu com a renúncia do Papa Bento XVI que vinha seguindo uma linha progressista moderada e ambígua. Para acelerar o processo revolucionário era necessário substituí-lo, e, tanto a eleição como a orientação do atual Papa Francisco vieram confirmar a suposição. 

Mas, no que consistirá tal ofensiva? Não sei exatamente, mas me parece que entre tantas frentes possíveis por certo começará por um recrudescimento da agitação, visando convulsionar pelo caos as nações do Ocidente, já envoltas em tantas crises. 

E, neste contexto se situa a beatificação de Dom Helder Câmara, a ser apresentado para as massas desinformadas como um “santo” a ser imitado e seguido, em sua demagógica instigação da luta de classes e do combate ao capitalismo, e ao direito de propriedade. 

Graças à atuação de Dom Helder e demais membros da corrente pró-comunista do Clero se desenvolveram as comunidades eclesiais de base, embrião de movimentos de desagregação como o MST, “exército” comandado por João Pedro Stédile e estimulado pelo ex-presidente Lula.

Neste sentido chamam a atenção as iniciativas das mais altas autoridades eclesiásticas, inclusive do Papa Francisco, no sentido de prestigiar movimentos socialistas, tais como MST, Via Campesina, Cartoneros (Argentina) (9), ou assegurar sobrevida à ditadura cubana (10). 

Alguns leitores poderão se espantar que um católico, como eu, possa fazer acusações tão graves contra seus superiores na hierarquia da Igreja. 

Adianto que as fiz com tranquilidade de consciência, e, com a convicção resultante de décadas de estudos, colheita, análise e seleção de provas, e consequentes reflexões, inclusive sobre o dever do leigo de se opor de público (e não apenas pelo “silêncio obsequioso”) a atitudes dos clérigos quando estas concorrem para a destruição da Igreja ou da civilização cristã.

Hoje está claro porque foi a própria Mãe de Deus quem veio falar aos homens nas aparições de Fátima (e outras), porque a corrupção doutrinária e comportamental das autoridades religiosas chegaria a tal ponto que, não fossem as ameaças e promessas de punição e saneamento contidas nas referidas aparições, muitos poderiam perder a Fé.

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Notas: 
(1)http://www.pliniocorreadeoliveira.info/1969_218_CAT_O_Arcebispo_vermelho.htm 
(2)http://www.traditioninaction.org/bev/166bev04_28_2014.htm
(3)http://fratresinunum.com/2015/04/10/quem-foi-realmente-dom-helder-camara/ 
(4)http://caminhosromanos.com/index.php?route=product/product&product_id=50 (5)http://www.midiasemmascara.org/artigos/governo-do-pt/15673-2015-02-20-00-10-34.html;http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/2015/04/30/video-sensacional-estudante-desmascara-palestrantes-petistas-na-puc-de-goias-e-e-agredido-claro/ 
(6)http://www.traditioninaction.org/SOD/j127sdFatimaMysteryt_5-13.htm 
(7)http://www.devilsfinalbattle.com/port/ ; http://www.fatima.org/port/news/051607socci.pdf 
(8)https://www.facebook.com/lancelee.osbourn/posts/501532876542445 
(9)http://www.paznocampo.org.br/destaques/Reverente_e_Filial_Mensagem.pdf (10)http://www.cubdest.org/1506/c1501franciscoav.htm 
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* O autor é advogado e pecuarista. 
(http://jornalnovafronteira.com.br/sem-categoria/a-beatificacao-de-dom-helder-impulso-ao-neocomunismo-papal/ )

15 de maio de 2015

FÁTIMA

Fátima: dois novos livros sobre a maior manifestação sobrenatural dos últimos 100 anos


Formato: 14x21 cm, 136 páginas - ilustrado
R$26,50
Mais de um leitor julgará exagerado o título acima. Mas basta considerar que em Fátima, Portugal, se realizou um dos prodígios atmosféricos mais espetaculares e mais bem comprovados depois da vinda de Jesus Cristo a Terra. Com efeito, ao transmitir a três humildes pastorinhos — Lúcia, Francisco e Jacinta — uma mensagem de caráter apocalíptico para a humanidade, a Virgem Maria quis chancelar essa terrível advertência com um prodígio que deixou aterradas as cerca de 50 mil pessoas presentes no local das aparições, no dia 13 de outubro de 1917. O livro de John Haffert sobre o “milagre do Sol” descreve o fenômeno em todos os pormenores e transmite o depoimento maravilhado de dezenas de testemunhas oculares. 





Formato: 14x21 cm, 104 páginas - ilustrado
R$21,50
Muitos leitores considerarão talvez mais convincente da veracidade dessas aparições o milagre espiritual que transformou uma menina de sete anos — Jacinta — numa santa de altar. A seriedade com que ela tomou a advertência da Mãe de Deus se reflete na sua fisionomia reproduzida na capa do livro Jacinta de Fátima, de Benoît Bemelmans. Sua profunda compenetração contrasta com a superficialidade da maior parte das crianças e jovens de nossos dias — e de grande número de adultos! Seu rosto impressionante constitui, por si só, uma das provas mais palpáveis da gravidade da mensagem que Nossa Senhora transmitiu aos homens em 1917.

Comprove por si mesmo a objetividade destes comentários adquirindo e difundindo ambos os livros.

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Adquirindo os dois livros você receberá um presente: uma agenda telefônica, com Salmos. 







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8 de maio de 2015

PT — partido que declaradamente promove a desagregação da Família


Mensalão, petrolão, generão

(esquemas de corrupção do PT) 


Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Por algum tempo, pensava-se que o mensalão fosse o maior esquema de corrupção já promovido pelo governo do PT. Quando veio à luz o petrolão, com desvio de dezenas de bilhões de reais da Petrobrás, o mensalão pareceu tão insignificante que poderia ser julgado em um “juizado de pequenas causas”, segundo palavras do ministro Gilmar Mendes.(1)

No entanto, ambos os esquemas parecem quase inofensivos diante de um outro, que não apenas furta o dinheiro público, mas concentra-se diretamente em destruir a família natural. Na falta de um nome melhor, chamarei de “generão” ao esquema de imposição sistemática da ideologia de gênero pelo governo petista. 

Ressalvo que tal ideologia não é uma invenção do PT nem está confinada ao nosso País. O mundo inteiro, através dos organismos internacionais, está sob o ataque cerrado dessa doutrina, que tem suas raízes no marxismo. No Brasil, mesmo antes da era petista (que começou em 2003 e se prolonga até os nossos dias), o governo já havia iniciado a aplicação de tal ideologia. No entanto, é forçoso reconhecer que nenhum outro partido, em nenhuma época da história, investiu tanto, em dinheiro e energias, no propósito de roubar a inocência das crianças, destruir a pureza dos jovens e aniquilar a sacralidade das famílias.(2) Distribuição de cartilhas literalmente pornográficas nas escolas de ensino fundamental, promoção de gigantescas passeatas de “orgulho (sic) homossexual”, financiamento do crime do aborto na rede hospitalar pública, perseguição sistemática a quem não aceita a “família” composta por dois pederastas ou duas lésbicas, tentativa de incriminar a oposição ao homossexualismo, rotulada de homofobia, tudo isso tem feito o esquema petista de corrupção da sociedade. 

O que vou relatar agora é apenas mais um dos inúmeros modos como vem funcionando o “generão” petista. No dia 12 de março de 2015, o “Diário Oficial da União” publicou duas resoluções do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, órgão subordinado à Secretaria de Direitos Humanos. A primeira delas (Resolução n. 11, de 18 de dezembro de 2014) “estabelece os parâmetros para a inclusão dos itens ‘orientação sexual’, ‘identidade de gênero’ e ‘nome social’ nos boletins de ocorrência emitidos pelas autoridades policiais no Brasil”.(3) A resolução define esses três termos do seguinte modo:


Orientação sexual: é “uma referência à capacidade de cada pessoa de ter uma profunda atração emocional, afetiva ou sexual por indivíduos de gênero diferente, do mesmo gênero ou de mais de um gênero, assim como ter relações íntimas e sexuais com essas pessoas”. [Note-se aqui que se considera o homossexualismo e o bissexualismo como “orientações” sexuais, quando na verdade são desorientações sexuais]. 

Identidade de gênero: é “a profundamente sentida, experiência interna e individual do gênero de cada pessoa, que pode ou não corresponder ao sexo atribuído no nascimento, incluindo o senso pessoal do corpo (que pode envolver, por livre escolha, modificação da aparência ou função corporal por meios médicos, cirúrgicos ou outros) e outras expressões de gênero, inclusive vestimenta, modo de falar e maneirismos”. [Note-se aqui como se emprega “gênero” com sentido diferente de “sexo”. “Maneirismos” significa trejeitos].  

Nome social: é “aquele pelo qual travestis e transexuais se identificam e são identificadas pela sociedade” [Em outras palavras: homens identificados com nome feminino e mulheres identificadas com nome masculino]. 

De agora em diante, é possível que, ao dirigir-se a uma delegacia de polícia para registrar uma simples ocorrência, o cidadão honesto receba perguntas constrangedoras, tais como: o senhor é homossexual? Está contente com o próprio sexo? Prefere ser chamado por um nome do outro sexo? O objetivo óbvio da resolução é colocar os transtornos sexuais, como o homossexualismo, o travestismo (e provavelmente o incesto e a pedofilia) no mesmo nível da normalidade sexual.

Mais assustadora, porém, é a Resolução n. 12, de 16 de janeiro de 2015, que “estabelece parâmetros para a garantia das condições de acesso e permanência de pessoas travestis e transexuais — e todas aquelas que tenham sua identidade de gênero não reconhecida em diferentes espaços sociais — nos sistemas e instituições de ensino, formulando orientações quanto ao reconhecimento institucional da identidade de gênero e sua operacionalização”.(4) O artigo 1º diz que “deve ser garantido pelas instituições e redes de ensino, em todos os níveis e modalidades [destaquei], o reconhecimento e adoção do nome social àqueles e àquelas cuja identificação civil não reflita adequadamente sua identidade de gênero”. Parece que os seminários e as escolas religiosas estão incluídos entre as instituições obrigadas a reconhecer tal “nome social”. No artigo 2º, obriga-se a tratar exclusivamente pelo nome do outro sexo os alunos que assim o desejarem “em qualquer circunstância, não cabendo qualquer tipo de objeção de consciência [destaquei]”. É espantoso como uma norma infralegal ousa tolher o direito à objeção de consciência assegurado não só pelo Direito Natural, mas também pela nossa Constituição Federal (art. 5, VI e VIII; art. 143 §1º). 

O artigo 6º estabelece que “deve ser garantido o uso de banheiros, vestiários e demais espaços segregados por gênero, quando houver, de acordo com a identidade de gênero de cada sujeito”. Os meninos, portanto, poderão frequentar o banheiro das meninas, e estas o dos meninos, bastando alegar que sua “identidade de gênero” corresponde à do outro sexo. O mesmo vale para os vestiários, onde se trocam as roupas. Abrem-se assim as portas para a promiscuidade sexual nas escolas. E os pais, poderão intervir para livrar seus filhos de toda essa depravação? Segundo o artigo 8º, “a garantia do reconhecimento da identidade de gênero deve ser estendida também a estudantes adolescentes, sem que seja obrigatória autorização do responsável [destaquei]”. Tal resolução, portanto, nega aos pais o direito de educar seus filhos, direito este assegurado pelo Código Civil (art. 1630) e pela Constituição Federal (art. 229). Lembremos que a supressão da autoridade dos pais sobre os filhos é uma das bandeiras do marxismo, expressamente declarada no Manifesto Comunista (1848) de Marx e Engels: “Censurai-nos por querer abolir a exploração das crianças por seus próprios pais? Confessamos esse crime”.(5) 

A essas resoluções os pais e educadores devem responder com a desobediência. Se houver tentativa de coação da parte de alguma autoridade, cabe impetrar contra ela um mandado de segurança alegando ameaça de violação do direito à integridade moral da criança ou adolescente (cf. art. 17, ECA). Os pais podem ainda ajuizar uma ação de reparação de danos morais se seus filhos sofrerem algum constrangimento quanto ao uso dos banheiros e vestiários. O que não se pode, neste momento, é permanecer inerte. 


Anápolis, 6 de maio de 2015 
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz 
Presidente do Pró-Vida de Anápolis 
www.providaanapolis.org.br 
______________ 
Notas: 
1. Gilmar Mendes: Diante do petrolão, mensalão seria julgado em ‘pequenas causas’, 20 nov. 2014, em http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/gilmar-mendes-diante-de-petrolao-mensalao-seria-julgado-em-pequenas-causas/ 
2. Faço eco aqui às palavras do saudoso Bispo de Anápolis, Dom Manoel Pestana, que sempre orava “pela inocência das crianças, pela pureza dos jovens e pela santidade das famílias”. 
3. DOU, Seção I, n. 48, 12 mar. 2015, p. 2-3. 
4. DOU, Seção I, n. 48, 12 mar. 2015, p. 3. 
5. Karl MARX; Friedrich ENGELS. Manifesto do Partido Comunista, São Paulo: Martin Claret, 2002, Parte II, p. 63.