5 de outubro de 2021

450 anos da Batalha de Lepanto — Vitória da civilização cristã sobre o mundo islâmico


Numa histórica coalizão do Papa São Pio V com príncipes católicos — perfeita união entre altar e trono — a Cruz de Cristo venceu o Crescente maometano 

✅  Editorial da Revista Catolicismo, Nº 850, Outubro/2021

Em 1571, no confronto da Cristandade com o Império Otomano, na maior e mais sanguinolenta batalha naval até então travada, temos um excelente exemplo da união entre altar e trono; entre o poder espiritual e o poder temporal. Reportamo-nos à Batalha de Lepanto, quando as forças maometanas quiseram atingir o coração da Cristandade. 

Discernindo o iminente perigo, o grande Papa São Pio V conclamou alguns príncipes a se unirem aos esforços da Santa Sé, a fim de barrar a arremetida do Islã. Caso contrário, a Europa cristã seria invadida e “islamizada”. 

Com essa magnífica união, a espada se levantou em defesa da cruz, símbolo do catolicismo, a qual venceu o crescente, símbolo do islamismo; os seguidores de Jesus Cristo venceram os sequazes de Maomé. Tudo graças aos esforços do Papa, de alguns soberanos e, principalmente, do prodigioso socorro de Nossa Senhora, que apareceu no momento mais difícil e crucial da batalha.

No dia 7 de outubro celebraremos o 450º aniversário daquela vitoriosa Cruzada naval no golfo de Lepanto. Catolicismo comemora e rememora a efeméride na matéria principal da revista deste mês [capa acima], sobretudo porque certa mídia apenas se lembraria dessa data se a vitória não tivesse sido da Cristandade, mas dos maometanos. 

Naquele longínquo 1571 o perigo era o Império Otomano. E hoje? Podemos responder com um prognóstico feito por Plinio Corrêa de Oliveira: “O problema muçulmano vai constituir uma das mais graves questões religiosas de nossos dias” (em artigo para o jornal Legionário, em 5-3-1944). 

Prognóstico que, entre muitas outras comprovações, se cumpre nas palavras de um líder maometano, reproduzidas por Mons. Giuseppe Bernardini, bispo de Esmirna (Turquia), que disse ter ouvido dele o seguinte, referindo-se ao mundo ocidental: “Graças às suas leis democráticas, nós vos invadiremos, e graças às nossas leis religiosas, nós vos dominaremos” 

Atualmente, graças à falta de visão e inércia de governantes europeus, pode-se dizer que o Velho Continente já se encontra invadido por milhões de imigrantes muçulmanos, possuidores de milhares de mesquitas construídas em diversas cidades da Europa. Nesse sentido, declarou o líder do grupo islâmico Hezbollah: “Talvez ainda não vejais a república islâmica na França. Mas vossos filhos e vossos netos a conhecerão [...]. Nas cidades francesas, alemãs e belgas, os soldados de Alá esperam que soe a hora da revanche para passarem à ação numa Europa que durante tanto tempo nos humilhou!” (Le Point, Paris, 27-5-91). 

Este seria o momento adequado para increpar tais governantes com um dito espanhol: “Cría cuervos que te sacarán los ojos” — Criem corvos, e eles te arrancarão os olhos... E para nos lembrar disso, aí está o Afeganistão...
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2 de outubro de 2021

SÃO FRANCISCO DE ASSIS


Lógica, calma, firmeza, contemplação, pureza, espírito de cavalaria 

✅  Plinio Corrêa de Oliveira

São Francisco de Assis faleceu no dia 3 de outubro de 1226, portanto séculos depois de São Bento (480-547), de quem era grande admirador e devoto. Certa vez, ele resolveu ir ao mosteiro de Subiaco para venerar São Bento. 


Essa pintura de São Francisco de Assis está numa das grutas de Subiaco. Acho uma maravilha! Representa um homem com aproximadamente 30 anos. A cidade de Assis fica no centro da Itália, mas ele, nesta representação, parece mais com o tipo humano do norte do país; sua fisionomia revela algo de germânico, um pouco alourado, olhos claros, bigode e barba um tanto rosados. Sua mão direita toca ligeiramente o braço esquerdo. Notem a força e a lógica nas linhas dessa mão. 

A atitude dele é muito serena e calma, mas com muita determinação de vontade. Pela impostação da face notamos sua firmeza, traços distendidos, mas sem nenhuma moleza. Olhar de uma pessoa pensativa, em contemplação. Muita força de vontade de alguém que deseja aquilo que contempla. 

Fisionomia de uma pureza impressionante! Um homem casto por excelência, temperante e vigoroso. Compreende-se que ele gostasse de ler para os seus noviços as histórias de Cavalaria. Antes de ser franciscano ele pensou em ser cavaleiro. 


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Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 6 de julho de 1985. Esta transcrição não passou pela revisão do autor.

O mosteiro de Subiaco (Itália), construído a partir do século VI pelo próprio São Bento, é o berço da Ordem Beneditina. Em 1223, São Francisco de Assis o visitou. Esse afresco, de pintor anônimo do séc. XIII, é a representação mais antiga do ‘Poverello de Assis’ e fica na Capela de São Gregório na gruta de Subiaco. Pintado em vida do santo, antes de ele ter recebido os estigmas. Fisionomia bem diferente dos habituais ‘santinhos’ que conhecemos, normalmente distribuídos em igrejas, pintados segundo uma iconografia progressista, em que o santo parece sentimental, adocicado, hesitante e mole. O oposto das grandes virtudes de São Francisco de Assis, considerado uma das maiores glórias da Igreja em todos os tempos. 

17 de setembro de 2021

CONTEMPLAÇÃO E DISSIPAÇÃO


✅ Plinio Corrêa de Oliveira 

A Cartuxa (em francês, Chartreuse) é uma Ordem religiosa fundada em 1084 por São Bruno e os cartuxos são os monges que vivem em perpétuo silêncio e com muita austeridade num lugar isolado. 

O cartuxo preenche grande parte do seu dia com orações e com estudos que dizem respeito à matéria mística e contemplativa. Mas tem seus afazeres da obrigação quotidiana: cuida de plantações, racha sua lenha, tem seu fogão, sua cozinha, sua faxina. Entretanto, em meio a toda austeridade, como os jejuns da vida eremítica, os cartuxos elaboraram um muito famoso licor: o excelente Chartreuse. 

Os estudos dos monges da Ordem dos Cartuxos devem estar voltados para o sobrenatural, toda sua mentalidade e seu espírito devem estar voltados para a vida interior, para a contemplação, para as relações da alma com Deus. Eles só se reúnem para o cântico do Ofício na capela do mosteiro. 

Tudo isso tem relação com a temática Revolução e Contra-Revolução, que é a questão da contemplação e dissipação. Uma das objeções que se pode fazer a respeito das cidades modernas e do teor da vida contemporânea é exatamente a ausência da contemplação. Falta ao homem de hoje certa posição de espírito contemplativo. Claro que não é ter o espírito de contemplação como de um cartuxo que vive isolado. Mas o homem, como rei de todas as coisas criadas por Deus, deve ter uma velocidade proporcionada com a mente humana, que deve operar oscilando entre os mais rápidos pensamentos e os mais lentos.

A mente humana equilibrada — no processo habitual do pensar, de captar impressões e sensações — exige certo repouso para as coisas se decantarem. Depois ela analisa e forma um juízo exato. Tudo isso tem um ritmo próprio que não pode ser violado.

Um exemplo: alguns grandes pintores, para terminarem inteiramente suas obras de arte, levam anos observando as coisas, pensando nelas, decantando as impressões, até chegarem à concepção final que desejam para suas obras. 


É preciso respeitar esse ritmo do espírito humano. Mas o homem moderno não gosta desse ritmo, ele recebe uma quantidade enorme de informações tão trepidantes que não consegue abarcá-las. Faltando-lhe a contemplação, vive dissipado. 

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Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 6 de outubro de 1964. Esta transcrição não passou pela revisão do autor.

13 de setembro de 2021

PELA CRUZ A GLÓRIA

Obelisco Lateranense. É o maior obelisco egípcio ainda em pé no mundo. Pesando 455 toneladas, foi transportado para a Itália no ano de 357, é o mais alto obelisco do país. No cume dele foi colocada a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Está localizado na praça em frente à Arquibasílica de São João de Latrão e ao Hospital San Giovanni Addolorata [Fotos PRC].

“Se não quiserdes sofrer com alegria, como Jesus Cristo, ou com paciência, como o bom ladrão, tereis, mesmo sem o querer, de sofrer como o mau ladrão” 

Neste 14 de setembro a Igreja celebra o dia da “Exaltação da Santa Cruz”. Segundo o Apóstolo São Paulo “Devemos nos orgulhar na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, porque nela está a nossa salvação, vida e ressurreição, e por ela é que recebemos a libertação” (Gl 6, 14). 

Em memória desta grande data, segue trecho extraído do livro de São Luís Maria de Montfort “Carta Circular Aos Amigos da Cruz”: 

"Se sofreis como o deveis, a cruz se tornará em jugo suavíssimo,
que Jesus Cristo carregará convosco; tornar-se-á as duas asas da alma 
alma que a levam para o Céu; tornar-se-á o mastro de navio 
que vos fará chegar ao porto da salvação feliz e facilmente”.




Olhai, meus queridos Amigos da Cruz [...] tantos Apóstolos e Mártires cobertos com a púrpura de seu sangue; tantas Virgens e Confessores empobrecidos, humilhados, expulsos, desprezados, que com São Paulo, exclamam: “Olhai nosso bom Jesus autor e consumador da fé que temos n´Ele e na sua Cruz; foi preciso que Ele sofresse a fim de, pela Cruz, entrar em sua glória. 

Vêde, ao lado de Jesus Cristo, um agudo gládio que penetra, até o fundo, no coração terno e inocente de Maria, que nunca tivera qualquer pecado, original ou atual. Como me pesa não poder estender-me falando sobre a Paixão de um e de outro, para mostrar que o que sofremos nada é em comparação do que sofreram! 

Depois disto, qual de vós poderá eximir-se de levar sua cruz? Qual de vós não voará depressa para os lugares onde sabe que a cruz o espera? Quem não exclamará, com Santo Inácio Mártir:  “Que o fogo, o patíbulo, as feras e todos os tormentos do demônio desabem sobre mim, para que eu possa desfrutar de Jesus Cristo!” 

Mas, enfim, se não quereis sofrer pacientemente e, como os predestinados, carregar com resignação a vossa cruz, levá-la-eis com murmurações e impaciência, como os réprobos. Sereis semelhantes aos que arrastavam, gemendo, a Arca da Aliança. Imitareis Simão de Cirene, que pôs, de má vontade, a mão na Cruz de Jesus Cristo e que murmurava enquanto a levava. Acontecer-vos-á, finalmente, o que aconteceu ao mau ladrão, que, do alto da sua cruz, caiu no fundo do abismo. 

Não, não, esta Terra maldita em que vivemos não torna ninguém bem-aventurado; não se vê bem neste país de trevas; nunca se está em perfeita tranquilidade neste mar tempestuoso; nunca se vive sem combates neste lugar de tentação e neste campo de batalhas; nunca se vive sem pontadas nesta Terra coberta de espinhos. É preciso que os predestinados e os réprobos levem a sua cruz, quer seja de boa ou má vontade. Guardai este quatro versos:

Escolhe uma só cruz das que vês no Calvário. 

Bem saibas escolher! porquanto é necessário 

Que sofras como santo, ou como penitente, 

Ou como condenado, eterno descontente! 


Quer isto dizer que, se não quiserdes sofrer com alegria, como Jesus Cristo, ou com paciência, como o bom ladrão, tereis, mesmo sem o querer, de sofrer como o mau ladrão. Será preciso que bebais, até as fezes, o mais amargo cálice, sem nenhuma consolação da graça, e que carregueis todo o peso da vossa cruz, sem nenhum auxílio poderoso de Jesus Cristo. Será preciso mesmo que leveis o peso fatal que o demônio acrescentará à vossa cruz, pela impaciência em que vos lançará, e que, depois de haverdes sido desgraçado na Terra, como o mau ladrão, vades encontrá-lo nas chamas. 

Se, ao contrário, porém, sofreis como o deveis, a cruz se tornará em jugo suavíssimo, que Jesus Cristo carregará convosco; tornar-se-á as duas asas da alma que a levam para o Céu; tornar-se-á o mastro de navio que vos fará chegar ao porto da salvação feliz e facilmente. 

Levai vossa cruz com paciência e, por esta cruz bem levada, sereis iluminados em vossas trevas espirituais; pois o que não sofre pela tentação nada sabe.

10 de setembro de 2021

20 ANOS DEPOIS...


20 anos depois, a poeira (psicológica) dos escombros das torres gêmeas ainda se faz sentir e atinge não só os americanos, mas o mundo inteiro

✅  Paulo Roberto Campos 

11 DE SETEMBRO DE 2001 — o inesquecível dia dos atentados terroristas perpetrados por maometanos, que arrasaram as duas torres do World Trade Center da cidade de Nova York, e parte do edifício do Pentágono, em Washington. Um terceiro “avião-bomba” acabou caindo na Pensilvânia, antes de atingir o alvo. Esses ataques, classificados como o maior atentado terrorista da História, assombraram não apenas os Estados Unidos, mas todas as nações.

Em represália, o presidente George Bush declarou guerra ao Afeganistão, país de onde partiu a terrível ofensiva contra a mais poderosa nação do Planeta.

Como se sabe, além de apoiar diversos grupos jihadistas, o Talibã havia cedido uma região do Afeganistão para base de treinamento da Al-Qaeda — a rede terrorista de Osama bin Laden que reivindicou aqueles atentados, a qual havia declarado a jihad (“guerra santa”, segundo o Islã) ao Ocidente e com o objetivo de quebrar o mito da invencibilidade dos EUA.

A declaração de guerra do governo Bush atendeu ao desejo da imensa maioria dos norte-americanos, que exigiam uma dura resposta, além de clamar por vingança e reparação pelas mais de três mil pessoas que perderam suas vidas naquele catastrófico e covarde ato terrorista.

 

11 DE SETEMBRO DE 2021 — 20 anos depois daqueles atentados do terrorismo islâmico, eles voltam ao foco dos acontecimentos com um fator novo extraordinário e surpreendente: a retomada do Afeganistão pelo Talibã.

20 anos depois do trágico atentado às torres gêmeas, o presidente Joe Biden retira de modo caótico, vergonhoso e humilhante suas tropas do Afeganistão. Sinal evidente de que deliberou por perder a guerra. Derrota que feriu o brio patriótico dos americanos, que perderam sete mil soldados do exército mais potente, sofisticado e com o maior recurso cibernético do mundo. Ademais, durante as duas décadas de guerra contra os fundamentalistas talibãs perderam quase três trilhões de dólares.

Tudo isso fez despencar a popularidade do presidente Biden. Sobretudo porque os EUA tinham tudo, absolutamente tudo, para vencer a guerra… se não fosse o espírito entreguista, contaminado por um falso pacifismo de quem não quer entender o valor e legitimidade da “guerra justa”. O mesmo espírito pacifista que levou à derrota americana no Vietnã em 1975.

20 anos depois estamos diante do fracasso do atual governo americano. No Afeganistão a sharia — lei islâmica — está sendo imposta a ferro e fogo; o país volta a ser “santuário” de organizações terroristas dos seguidores do Islã. Confirmando isso, um ex-oficial de segurança afegão recentemente declarou que “o Afeganistão agora se tornou a Las Vegas dos terroristas, dos radicais e dos extremistas”.

Esperamos que os americanos íntegros, aqueles que criaram o lema “We’ll never forget!”, de fato nunca esqueçam esse belo lema. Nunca apaguem da memória os atentados terroristas contra os EUA. Jamais esmoreçam diante do terrorismo maometano que venha ameaçar a civilização cristã.

Nunca se detenham diante daqueles que agem diuturnamente para exterminar da face da Terra o nome cristão e implantar o domínio do Emirado Islâmico no mundo inteiro, como sonhado por Maomé.

8 de setembro de 2021

CUBA LIVRE?


Depois de 62 anos gemendo sob o peso da bota dos carcereiros fidelcastristas, a sofrida população cubana brada por liberdade, quer dar um BASTA à miséria moral e material. Por fim, depois de tanta opressão física e psicológica, raiará a primavera para Cuba? Ou a ilha continuará sendo o ópio da esquerda mundial? 

Fonte: Editorial da Revista Catolicismo, Nº 849, Setembro/2021* 

Depois de 62 anos oprimidos como se escravos fossem de um imenso latifúndio da família Castro, o povo cubano se levantou no último mês de julho exigindo liberdade e medidas contra o colapso sanitário e a crônica falta de alimentos. 

Imagens do "Paraíso" castrista
Devido àqueles gigantescos protestos, não deixou de ser no mínimo curioso observar no mundo livre a choradeira geral da esquerda, dos obstinados propagandistas das “maravilhas do paraíso fidelcastrista”. Eles — que se blasonam de “guardiões dos direitos humanos, amantes da liberdade e da tolerância” — não deveriam ter sido os primeiros a exultar de alegria vendo triunfar a “liberdade de expressão”? 

Pelo contrário, ficaram profundamente tristes. Por quê? — Com o desmoronamento do regime comunista em tantos países (sobretudo nos anos 1990 no Leste europeu), a existência de Cuba, teimando em manter um sopro de vida ao marxismo, tornou-se “oxigênio” para os pulmões criptocomunistas. Eles não conseguem mais viver sem a utopia marxista e entrariam em agonia se um dia a Cuba castrista morresse. 

Cubanos fugindo do "Paraíso"...
O fim do comunismo na pobre ilha abriria caminho para que a antiga “Pérola das Antilhas” retornasse à prosperidade anterior à tomada do poder pelos “talibãs” de Sierra Maestra em 1959, sob o comando do ditador marxista-leninista, carcereiro, déspota e opressor conhecido como Fidel Castro. 

Os acontecimentos que se desenrolam em Cuba constituem a temática principal da revista Catolicismo deste mês [foto acima]. Tratamos também da questão do embargo econômico — muito criticado pelos agentes da esquerda civil e religiosa, mas cuja suspensão só colaboraria para prolongar a vida do governo agonizante. Na mesma edição reproduzimos uma memorável carta de uma cubana ao Papa Francisco, implorando-lhe romper o silêncio e condenar o comunismo, assim como um artigo sobre o abaixo-assinado da TFP americana dirigido ao presidente Joe Biden, pedindo-lhe que escute a voz do povo que protestou nas ruas de várias cidades de Cuba. 

O falido Fidel Castro e o ex-presidente falido

Que resultados obtiveram aqueles protestos? Reprimindo violentamente os manifestantes e jogando-os nas abarrotadas e insalubres prisões, conseguiu o governo comunista sufocá-los? Emergirão novas ondas de protestos? Serão elas suficientes para dar um ‘basta’ definitivo ao regime tirânico que tortura física e psicologicamente há seis décadas a sofrida população cubana? Quem viver, verá... 



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7 de setembro de 2021

VERGONHA!

A expansão do poderio muçulmano com a retomada do Afeganistão põe em risco os restos preciosos da civilização cristã 

✅  Plinio Corrêa de Oliveira 


O
mundo inteiro estremeceu de pavor ao se deparar com as recentes (e apocalípticas) cenas da reconquista do Afeganistão pelos maometanos do Talibã. Tudo graças à vergonhosa retirada das tropas ocidentais, sobretudo as dos EUA. 

As tropas americanas treinaram e armaram muito bem um novo exército afegão. Este não resistiu aos guerrilheiros do Talibã e lhes deixou ‘de mão beijada’ os quartéis e todo o moderníssimo armamento de que dispunha — blindados, foguetes ar-terra, aviões de combate, helicópteros, drones, milhões de cartuchos de munição etc. Os talibãs puderam assim avançar sem encontrar obstáculos, e em poucos dias tomaram praticamente todas as regiões do Afeganistão, inclusive Cabul, a capital. 

Há sete décadas, quando ninguém atinava para o perigo maometano, Plinio Corrêa de Oliveira já alertava para ele nos aproximadamente 25 artigos que a respeito escreveu no jornal “Legionário”, do qual era diretor. A título de exemplo, segue trecho de um deles.* 

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“Quando estudamos a triste história da queda do Império Romano do Ocidente, custa-nos compreender a curteza de vistas, a displicência e a tranquilidade dos romanos diante do perigo que se avolumava [...]. Desta ilusão, vivemos ainda hoje. E, como os romanos, não percebemos que fenômenos novos e extremamente graves se passam nas terras do Corão [livro considerado sagrado pelo Islã]. 

Falar na possibilidade da ressurreição do mundo maometano pareceria algo de tão irrealizável e anacrônico como o retorno aos trajes, aos métodos de guerra e ao mapa político da Idade Média [...]. 

Todas as nações maometanas se sentem orgulhosas de seu passado, de suas tradições, de sua cultura, e desejam conservá-las com afinco. Ao mesmo tempo, mostram-se ufanas de suas riquezas naturais, de suas possibilidades políticas e militares e do progresso financeiro que estão alcançando [...]. 

Será preciso ter muito talento, muita perspicácia, informações excepcionalmente boas, para perceber o que significa este perigo?” 
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* Excertos do artigo Maomé renasce, “Legionário”, 15 de junho de 1947.

29 de agosto de 2021

CONFITEOR

✅  Plinio Corrêa de Oliveira 

O “Legionário”, 26 de setembro de 1937, Nº 263. 

Fac-símile do "Legionário" que publicou
o artigo sobre o livro "Confiteor"
O livro de Paulo Setúbal é muito mais do que o histórico de uma alma ou até mesmo de uma geração. Ele é a própria história viva e empolgante do drama espiritual do Brasil contemporâneo. Todos aqueles que têm qualquer parcela de responsabilidade pelos destinos do Brasil, pais de família, professores, sociólogos, estadistas, deveriam ler a extraordinária experiência íntima de Paulo Setúbal. Através de suas páginas de sangue, não é apenas um homem que chora e que sofre. 

“Confiteor” é o grito lancinante de gerações inteiras que foram desviadas de Deus: o grito não apenas da geração de Paulo Setúbal, mas de todas as outras que se lhe tem seguido até aqui, e ainda de algumas outras que virão. 

Não pertenço à geração de Paulo Setúbal. Mas a tal ponto é verdade que seu livro é o drama de todos os brasileiros deste século que, ao ler o “Confiteor”, tive a impressão de ser ele um mosaico em que se engastavam pedacinhos de meu próprio passado, de permeio com episódios e impressões que companheiros do meu tempo me contaram em confidência, ou que neles espreitei furtivamente, nos rápidos instantes em que as almas, distraidamente, se abrem. Entre a geração de Paulo Setúbal, a minha e as que se lhe seguiram, há mais do que simples analogias, há identidades profundas no sentir e no pensar. A bem dizer, a diferença foi só uma, mas esta formidável, essencial, básica: o movimento mariano que proporciona aos moços de hoje o ambiente salvador que a Paulo Setúbal e aos do seu tempo faltou inteiramente. Uma diferença, pois, que é uma atenuante para ele e uma agravante para nós. 

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Plinio Corrêa de Oliveira na época 
em que era diretor do "Legionário"
“Confiteor” é o grito lancinante de gerações inteiras que foram desviadas de Deus. Em substância, o drama de Paulo Setúbal foi o de uma alma que perdeu a pureza e mais tarde perdeu a Fé, que se esquivou sistematicamente aos chamamentos divinos que eram para ele a moléstia e a vocação sacerdotal, e que, no ocaso prematuro de sua vida, se voltou para Deus em um magnífico gesto de contrição, que encheu de nobreza, de esplendor e de santidade os últimos meses de sua existência terrena. 

Mas este drama é de tal maneira vivido, de tal maneira sentido, de tal maneira narrado, que o eleva às culminâncias de uma das mais belas obras do gênero em nossa literatura contemporânea. Maior, por exemplo, do que o comovedor e deslumbrante prefácio de Antero de Figueiredo no “Último Olhar de Jesus”. 

Paulo Setúbal foi um dos corações mais genuinamente brasileiros que jamais tenham pulsado em nossa terra. E por isto, tudo o que ele nos conta de si se aplica, com variantes, a cada um de nós. 

Criança ainda, sua alma era um fino vaso de cristal, que continha as flores dos mais delicados sentimentos. A Fé, a pureza, o amor filial, a simplicidade, tinham em sua alma aquele delicado e alvo esplendor de meiguice, que é a nota distintiva inefável, suavidade do culto piedoso ao Salvador, pela doçura incomparável do amor de sua mãe, o coração de Paulo Setúbal foi na infância aquele “coeur d´un homme vierge” [coração de um homem virgem] que ele mesmo compara a um vaso de insondável profundidade. E o vaso estava cheio até os bordos dos mais puros e preciosos perfumes. 

Mas é só do coração de Paulo Setúbal que se poderia dizer tudo isto? Qual o brasileiro batizado que não guarda, da manhã de sua vida, impressões análogas? 

Veio depois a hora da tentação. O primeiro assalto foi o da impureza. O respeito humano, as solicitações instantes de nosso meio social corrupto, o exemplo escandaloso de toda a sua geração, montaram o assalto ao “coeur d´un homme vierge”, ao coração profundo como um vaso profundo, e cheio até os bordos, de inebriantes perfumes. E o vaso trincou-se. Mais tarde, a brecha se tornaria mais larga, até que o vaso se partisse em cacos. 

Trincou-se por quê? A mãe, uma santa. O professor, outro santo. O colégio, autenticamente católico. Por que, então, trincou-se o vaso? 

Porque a formação religiosa não fora tão profunda, nem tão completa, nem tão perfeita, quanto seria mister. E quando o assalto do mundo, do demônio e da carne investiu sua alma, ele baqueou. Baqueou porque era forte demais para ela o exemplo unânime dos colegas, o escárnio dos irmãos, a atração da concupiscência. 

Para resistir, teria sido necessária instrução religiosa, formação espiritual ou ao menos amigos bons. 

E Paulo Setúbal só encontrou tudo isto pela metade da parte de todos, excetuada talvez sua Mãe. Mire qualquer brasileiro este quadro, e diga, caso ele não tenha a graça de ser virgem, se esta história é só de Paulo Setúbal, ou se não é também a sua. 

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Paulo Setúbal com o fardão
da Academia Brasileira de Letras
 
Alargou a brecha a impiedade. Por falta de instrução religiosa, por injunções do ambiente, pelo sarcasmo dos amigos maus e pela ausência dos amigos bons, Paulo perdeu a Fé. Porém perdeu-a também, e cumpre não esquecê-lo, porque na sua alma não habitava mais a pureza que agrada ao Cordeiro de Deus. 

Mas perdeu Paulo realmente a Fé? Ele o afirma, e eu o creio. Mas ele perdeu a Fé como a perdem os brasileiros em geral: isto é, muito menos pelo fato de inteligência mal informada no ver a verdade, do que pela recusa da vontade em praticar o bem. 

E por isto este rapaz incréu, afogado na sensualidade que dele fizera uma alma gananciosa, sensual e frívola, tinha súbitos movimentos para Deus. Quando entrou para a Ordem Terceira do Carmo, e quando sentiu vocação para o Sacerdócio, que objeções lhe fez sua inteligência de incrédulo? Nenhuma. Porque, no fundo, não tinha nenhuma a fazer. Incrédulo, ele o era. Mas muito mais porque não queria crer, do que porque realmente não cresse. 

Paulo Setúbal quis ser Padre! Quem haveria de o supor, lendo há 6 ou 8 anos atrás as suas obras! Mas abra-se tanto e tanto coração que por aí anda soberbo e endurecido. E diga-se depois se também ele não teve horas em que a graça de Deus o visitou no fundo do abismo, como visitou o filho pródigo quando mais duro ia o seu exílio. Aí, como no mais, o drama de Paulo Setúbal é o arquétipo do drama espiritual contemporâneo. 

*   *   * 

Paulo Setúbal no dia de seu casamento
com Francisca de Sousa Aranha
Finalmente, quando sua vida declinava para o ocaso, Paulo Setúbal se converteu. Sua conversão foi profunda e sua contrição amarga. 

Com que carinho de filho Paulo Setúbal se refere ao Bom Pastor que encontrou na tarde de sua vida! Quanto daria eu para saber que longas horas de conversação teve Paulo com Cristo, para poder amá-Lo com tão extremosa adoração! 

É preciso ler o que Paulo escreveu de Cristo, para se avaliar a doçura do que Cristo disse a Paulo nessas longas horas de intimidade. 

Mas o amor de Paulo não ficou aí. Ele se expandiu no apostolado, e a obra que ele produziu foi esse extraordinário “Confiteor”, ardente apologia da Fé e da Pureza que ele lança, do fundo da sepultura mas também do alto da glória dos justos, à mocidade de sua terra.

Com que humildade autêntica ele o fez! Com que pesar sincero! Com que amor radioso ao Coração de Jesus! 

Todas as pessoas a quem a idade e outras circunstâncias permitem leituras realistas, deveriam ler “Confiteor”. Ele é um presente de Paulo Setúbal, moribundo, a todos os brasileiros, mas especialmente às almas virginais ou contritas, que vivem sob o manto da Virgem das virgens, para que amemos ainda mais o bem que praticamos, ou choremos mais o mal que fizemos. 

*   *   * 

É curioso, mas eu, que nunca vi Paulo Setúbal, fiquei com saudades dele ao terminar a leitura de seu livro. Saudades dele e simpatia para com as figuras privilegiadas em cujo convívio ele introduz o leitor: sua santa mãe, seu professor, sua esposa, sua admirável filhinha [Teresinha, que morreu em odor de santidade — Vide Catolicismo, Nº 844, abril/2021]. 

É a todos eles, à memória dos que foram e à virtude dos que ficaram, que dedico este artigo. É uma homenagem sem o valor literário de outras, mas entusiástica, sincera e comovida como poucas.

28 de agosto de 2021

O brilhante escritor Paulo Setúbal

Da esq. para a dir.: Olavo, Maria Vicentina, Maria Teresa, Paulo Setúbal. 

“No ocaso prematuro de sua vida, se voltou para Deus em um magnífico gesto de contrição, que encheu de nobreza, de esplendor e de santidade os últimos meses de sua existência terrena” (Plinio Corrêa de Oliveira). 

 ✅ Da redação de Catolicismo *


Antes de entrar no tema principal deste artigo, que revela a grande personalidade do literato Paulo Setúbal, pai da admirável e virtuosa adolescente Maria Teresa Setúbal, precisamos fazer uma retificação.

Catolicismo publicou como matéria de capa, em sua edição de abril passado, o artigo Teresinha Setúbal, adolescente paulista morta em odor de santidade. Na identificação que fizemos dela na foto, onde aparece com o pai e os irmãos, cometemos um equivoco. Imaginávamos que ela fosse a mais nova dos três filhos do escritor, entretanto a caçula chamava-se Maria Vicentina. Teresinha era a segunda, a filha do meio [foto acima]. 

E na edição de junho, na legenda da página 44, repetimos o mesmo equivoco. Na foto do escritor com seus filhos, Teresinha é a primeira da direita. 

Só recentemente, ao visitarmos a sepultura da família Paulo Setúbal no Cemitério São Paulo, constatamos nosso equívoco. Observando as datas nas lápides do túmulo [foto abaixo], descobrimos o erro, o que posteriormente confirmamos em outros documentos. Pedindo desculpas pela informação equivocada, entramos no tema deste artigo. 

Paulo de Oliveira Leite Setúbal, advogado, deputado estadual, jornalista, ensaísta, poeta e romancista, membro das Academias Paulista e Brasileira de Letras, de Institutos Históricos e Geográficos de São Paulo e do Brasil, nasceu em Tatuí, no interior de São Paulo, em 1º de janeiro de 1893. Órfão de pai aos quatro anos, coube à sua mãe o ônus de cuidar de nove filhos pequenos. Depois de seus primeiros estudos em sua cidade natal, o adolescente Setúbal mudou-se para São Paulo, onde estudou por seis anos no Ginásio Nossa Senhora do Carmo, dos irmãos maristas. 

Morando no mesmo quarto que seu irmão mais velho, estudante de Direito, sofreu a má influência dos amigos dele, tornando-se cético e quase ateu. Afirma ele em sua obra CONFITEOR: “Deus desaparecera de minha vida. Desaparecera totalmente. Igreja? Não mais pisei a nave de uma só. Missa? Nunca mais. Nem mesmo de sétimo dia. Reza? Oh, que coisa ridícula... Nunca mais disse uma ‘ave-maria’. E padre? De padre nem é bom falar”. 

Matriculou-se também na Faculdade de Direito. Ainda frequentava o 2º ano, quando decidiu tornar-se jornalista. Tal foi o êxito de suas primeiras poesias publicadas no diário A Tarde, que se tornou seu redator. Foi nessa época que começou a sentir os primeiros sinais da tuberculose, que o obrigaria a frequentes interrupções no trabalho, para repouso.

Com o organismo enfraquecido pela tuberculose, Paulo Setúbal foi fácil presa para a terrível pandemia da “gripe espanhola”, em 1918. A fim de se recuperar, partiu para Lages (SC), onde morava seu irmão mais velho. Lá se tornou um advogado bem-sucedido e muito procurado. Entretanto, levava uma vida dissoluta. Dois anos depois, cansado de tudo, voltou para São Paulo e se estabeleceu como advogado, tendo razoável sucesso. 

No começo de 1920 ocorreu ao então jovem advogado, que trouxera de Lages muitas poesias, juntá-las a outras escritas anteriormente. Com o livro de poesias A alma cabocla, teve início a principal fase da produção literária de Paulo Setúbal. 

O escritor sabia como romancear os fatos do passado, tornando-os vivos e agradáveis à leitura. Os livros que escreveu sobre o ciclo das bandeiras, tinham o sentido social, segundo os críticos da época, de levantar o orgulho do povo bandeirante na fase pós-Revolução constitucionalista (1932) em São Paulo, trazendo o passado em socorro do presente. 

Em 1922, Paulo se casou com Francisca de Souza Aranha, de uma das mais aristocráticas famílias de São Paulo, de quem teve três filhos: Olavo, Maria Teresa — ou Teresinha, a que morreu em odor de santidade, sobre a qual já tratamos — e Maria Vicentina. Deve-se dizer que o casamento de Paulo com Francisca teve o apoio integral do pai dela, Olavo Egídio de Souza Aranha, e constituiu a feliz união de duas almas ardorosas. Com sua profunda piedade, ela conseguiu aos poucos levar o marido de volta à prática da Religião. 

Em sua autobiografia, Confiteor, Paulo Setúbal explica sua metamorfose: “Transformação nas ideias, transformação nos gostos, transformação nas leituras, transformação no modo de encarar a vida. Transformação até mesmo — que se havia de dizer? — na escolha dos amigos. Cheguei a ponto de pensar que eu havia mudado radicalmente. Que eu me tornara o ‘homem novo’ do Evangelho”. Sobre a brasinha de fé que ele sempre conservou, apesar do aparente ateísmo, ele afirma: “fui um cristão que se converteu ao cristianismo”. 

Sobre essa autobiografia, recomendamos leitura [no post que publicaremos amanhã] do depoimento do líder católico Plinio Corrêa de Oliveira — então com apenas 29 anos, futuro fundador da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade —, publicado em O Legionário no dia 26 de setembro de 1937. 

Francisca procurava sempre dar alento a Paulo em sua terrível doença, incentivando-o em suas obras literárias, datilografando seus livros. Dedicada ao extremo, nunca deixou de se mostrar carinhosa, de animá-lo, e quando ele estava ausente, de lhe transmitir notícias sobre seus inteligentes filhos Olavo, Teresinha e Vicentina. 

Paulo atuou como deputado por cerca de dois anos, mas por sentir-se doente, com os pulmões tomados pela tuberculose mal curada, renunciou ao cargo em 1930. 

No seu discurso de recepção na Academia Brasileira de Letras, Paulo Setúbal fez um sentido preito de homenagem à sua extremosa mãe: “Deixai, pois, senhores acadêmicos, que o meu coração voe para a casa modesta do bairro sem luxo, entre no quarto do oratório, ajoelhe-se diante da velha branquinha, beije-lhe as mãos e, na brilhante noite engalanada deste triunfo, diga-lhe por entre lágrimas: minha mãe, Deus lhe pague!”. 

Finalmente, em maio de 1937, chega para o ilustre escritor, tornado um praticante católico, a hora de se apresentar diante do trono de Deus. Ele quer morrer com dignidade e humildade. Deseja enterro humilde, e como mortalha o hábito da Ordem do Carmo, à qual entrara como Irmão Terceiro na juventude. 

Eis sua recomendação para os que se reuniram em torno de seu leito de morte: “Diga aos meus amigos que morro feliz, porque tenho fé. Não quero viver ou morrer, seja o que Deus quiser. Deixo o mundo, que nada vale, para ir me encontrar com Cristo. Não fiquem tristes. Que são vinte ou trinta anos de separação diante da eternidade, onde estaremos todos juntos? Morro feliz, vou enfim ver o meu Jesus”. 

Às quatro horas da madrugada do dia 4 de maio de 1937, após receber piedosamente a extrema-unção, ele morreu placidamente, sem nenhuma queixa, aos 44 anos de idade.
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* Fonte: Revista Catolicismo, Nº 848, Agosto/2021

15 de agosto de 2021

O LEÃO E A LEGITIMIDADE


Ele tem o direito de ser rei, ele manda, tem a garra do rei, o colorido próprio das coisas régias, que é o áureo 

✅  Plinio Corrêa de Oliveira 


E
scolhi o leão como símbolo da TFP* porque ele sempre me lembrou de um princípio do qual sou muito cioso e faço muita questão de mantê-lo em todos os assuntos: o princípio da legitimidade. Que o poder, a influência, a sabedoria, a glória, estejam em mãos de quem de direito, esse seria um modo muito resumido de definir o princípio da legitimidade.

É evidente que o leão é entre os animais o que a rosa é entre as flores. A rosa é naturalmente rainha. Coloque-se uma rosa verdadeiramente bonita no meio de qualquer outra espécie de flores, inclusive entre as nossas orquídeas tantas vezes lindas, e a rosa supera.

Coloque-se um leão entre todos os outros animais, estes se eclipsam. O elefante é maior, mas que massa bruta! O camelo anda muito, mas não tem a marcha garbosa. O leão marcha garbosamente e salta, [enquanto] o camelo anda. 

Observem a raposa. Ela é esperta, mas frágil; quando a esperteza não lhe traz resultado, ela está perdida. Tomem todos os outros animais, eles têm alguma qualidade eminente, mas não têm aquele conjunto de qualidades pelo qual o leão é o leão. 

O leão é o rei. Ele tem o direito de ser rei, ele manda, tem a garra do rei, o colorido próprio das coisas régias, que é o áureo. 

 



* O leão heráldico é o símbolo da TFP — Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade — fundada pelo Prof. Plinio fundada em 1960. 











Excertos da conferência proferida por Plinio Corrêa de Oliveira em 7 de fevereiro de 1987. Esta transcrição não passou pela revisão do autor.

13 de agosto de 2021

A maravilhosa Assunção de Nossa Senhora


“A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso de sua vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial” 

Com essas imorredouras palavras, o Santo Padre Pio XII definiu o dogma da Assunção da Santíssima Virgem ao Céu em corpo e alma, solenemente proclamado no dia 1º de novembro de 1950, pela Constituição dogmática “Munificentissimus Deus”. 
A mais importante festividade mariana deste mês é a celebração dessa gloriosa subida ao Céu. Em recordação do grandioso acontecimento, oferecemos a nossos leitores o seguinte excerto de uma palestra do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, em 14-8-65: 
*   *   *
“O dogma da Assunção de Nossa Senhora foi ardentemente desejado pelas almas católicas do mundo inteiro, porque é mais uma das afirmações a respeito da Mãe de Deus que A coloca completamente fora de paralelo com qualquer outra mera criatura e justifica o culto de hiperdulia que a Igreja lhe tributa.

“Nossa Senhora teve uma morte suavíssima, tão suave que é qualificada pelos autores, com uma propriedade de linguagem muito bonita, a “Dormição da Bem-Aventurada Virgem Maria” (Dormitio Beatae Mariae Virgine), indicando que Ela teve uma morte tão suave, tão próxima da ressurreição que, apesar de constituir verdadeira morte, entretanto é mais parecida a um simples sono. Nossa Senhora, depois da morte, ressuscitou como Nosso Senhor Jesus Cristo, foi chamada à vida por Deus e subiu aos Céus na presença de todos os Apóstolos ali reunidos, e de muitos fiéis. 

O gáudio da Igreja triunfante (no Céu), da Igreja militante (na Terra) e da Igreja padecente (no Purgatório) 

“Essa Assunção representa para a Virgem Santíssima uma verdadeira glorificação aos olhos dos homens e de toda a humanidade até o fim do mundo, bem como proêmio da glorificação que Ela deveria receber no Céu. 

“A Igreja triunfante inteira vai recebê-la, com todos os coros de anjos; Nosso Senhor Jesus Cristo a acolhe; São José assiste à cena; depois Ela é coroada pela Santíssima Trindade. É a glorificação de Nossa Senhora aos olhos de toda a Igreja triunfante e aos olhos de toda a Igreja militante. Com certeza, nesse dia, a Igreja padecente também recebeu uma efusão de graças extraordinárias. E não é temerário pensar que quase todas as almas que estavam no Purgatório foram então libertadas por Nossa Senhora nesse dia, de maneira que ali houve igualmente uma alegria enorme. Assim podemos imaginar como foi a glória de nossa Rainha. 

“Algo disso repetir-se-á, creio, quando for instaurado o Reino de Maria, quando virmos o mundo todo transformado e a glória de Nossa Senhora brilhar sobre a Terra”.

7 de agosto de 2021

A homo-heresia se introduzindo na Igreja?

Martinho Lutero, o frade sem vocação, pregou seu libelo de revolta na porta da igreja de Todos os Santos, em Wittenberg, Saxônia

Em uma detonação simbólica, as bênçãos da Igreja alemã a parceiros do mesmo sexo desencadeiam uma rebelião
 

✅  Luiz Sérgio Solimeo 

Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero, o frade sem vocação, pregou seu libelo de revolta na porta da igreja de Todos os Santos, em Wittenberg, Saxônia. Embora tudo já tivesse sido meticulosamente preparado para essa revolta, aquele gesto simbólico desencadeou no seio da Igreja Católica a apostasia de grande parte da Europa. 

A essa altura, as universidades já ensinavam filosofias subjetivistas que, ao negarem a realidade, negavam a verdade. Parte do clero tornou-se mundana e aderiu às novas doutrinas. Por sua vez, uma nobreza cobiçosa e decadente estava de olho nos bens da Igreja. Carlos V, um fraco imperador católico, e Leão X, um Papa da Renascença, mais preocupado com política e prazeres, permitiram que a revolta se espalhasse.[1] 

Novo gesto simbólico: abençoando “casais” homossexuais 

Cinco séculos depois, as chamas dessa revolta voltaram a arder. No dia 22 de fevereiro de 2021, a Congregação para a Doutrina da Fé respondeu negativamente a uma pergunta (dubium) sobre a licitude de abençoar as uniões do mesmo sexo. O Papa Francisco aprovou essa resposta . 

Declarações individuais de bispos, grupos de sacerdotes e teólogos começaram imediatamente a aparecer, preparando o terreno para um ato aberto de desafio à Fé. 

Em 10 de maio de 2021, padres e diáconos católicos — com o apoio ativo ou passivo dos bispos — abençoaram pares do mesmo sexo em cerca de 100 igrejas na Alemanha, localizadas em aproximadamente 80 cidades. Foi um ato de rebelião aberta[3] contra a Santa Sé, que havia condenado a prática. 

Como Lutero ao pregar suas 95 teses na porta da igreja do castelo de Wittenberg em 1517, as recentes bênçãos ilícitas a pares homossexuais, mais do que simplesmente contradizerem a nota da Congregação para a Doutrina da Fé, constituíram um gesto cheio de simbolismo. Tratou-se de uma negação pública da doutrina perene da Igreja de que qualquer ato sexual contrário aos fins do casamento, especialmente o ato contra a natureza, é pecado gravíssimo. Aqueles que vivem em uma união afetiva contrária à Lei de Deus e à lei natural estão em estado objetivo de pecado e revolta contra o Criador. Como afirma o documento da CDF, não é lícito abençoar esse estilo de vida pecaminoso. 

Pronunciamento que parece ter sido o gatilho 

Desde algum tempo, maus padres católicos abençoam parceiros do mesmo sexo em inúmeros lugares. A maioria dos bispos e o Vaticano permaneceram totalmente passivos, aparentemente sem perceber o que se passava. 

A repentina intervenção da Congregação para a Doutrina da Fé faz com que se pergunte se a consulta (dubium) e sua resposta negativa de fevereiro não representaram um movimento astuto para provocar a Santa Sé a fazer um pronunciamento oficial sobre o assunto, o qual desencadearia a revolta preparada há muito tempo. 

Na esteira dessa ostensiva revolta do dia 10 de maio, não há notícias de que o Papa Francisco ou a Congregação para a Doutrina da Fé tenham punido um único rebelde. Ou sequer se manifestado contra essa negação pública da moralidade e da doutrina católica. Ou ainda tomado medidas adequadas para impedi-la. Não consta que algum bispo tenha corrigido um padre rebelde de sua diocese que está dando bênçãos a pares homossexuais. 

O silêncio e a falta de medidas disciplinares falam por si. A questão que se coloca é se a inação do Papa levará à consolidação dessa heresia, como aconteceu com o protestantismo na época do Papa Leão X. Em outras palavras, o pecado homossexual se torna regularizado e aceito na Igreja como um fato consumado. 

Isso é tanto mais temível quanto, por meio de palavras e atitudes, o Papa Francisco tem mostrado aos homossexuais ativos não apenas tolerância, mas apoio, a partir de 2013, com as cinco palavras mais famosas de seu pontificado: “Quem sou eu para julgar?”[4]Depois de outros gestos de endosso,[5] ele novamente defendeu a legalização das “uniões civis” do mesmo sexo em uma entrevista divulgada em 2020, já tendo feito isso anos antes na Argentina, quando era cardeal-arcebispo de Buenos Aires.[6] 

“A homo-heresia é uma recusa do Magistério da Igreja” 

O teólogo polonês Pe. Dariusz Oko, professor de Teologia da Pontifícia Academia de Cracóvia
e da Universidade João Paulo II, define essa nova heresia da seguinte forma: “A homo-heresia
é uma recusa do Magistério da Igreja Católica sobre a homossexualidade. Os proponentes da
homo-heresia não aceitam o fato de que a tendência homossexual seja um transtorno de
personalidade. Eles questionam que os atos homossexuais são contrários à lei natural
e favorecem o sacerdócio para homossexuais. A homo-heresia é uma versão eclesiástica
da homossexualidade”.
 

A defesa doutrinária do pecado homossexual ou “casamento” do mesmo sexo é uma heresia moral que foi chamada de “homo-heresia”. 

O teólogo polonês Pe. Dariusz Oko, professor de Teologia da Pontifícia Academia de Cracóvia e da Universidade João Paulo II, define essa nova heresia da seguinte forma: “A homo-heresia é uma recusa do Magistério da Igreja Católica sobre a homossexualidade. Os proponentes da homo-heresia não aceitam o fato de que a tendência homossexual seja um transtorno de personalidade. Eles questionam que os atos homossexuais são contrários à lei natural e favorecem o sacerdócio para homossexuais. A homo-heresia é uma versão eclesiástica da homossexualidade”.[7] 

O Magistério da Igreja sempre ensinou a verdade da Escritura e da Tradição de que a prática homossexual — como todo pecado consumado de luxúria — é um pecado grave. No entanto, não é apenas qualquer pecado mortal, mas um dos quatro que “clama ao Céu por vingança”[8]. Negar essa verdade constitui heresia, que é uma “negação obstinada ou dúvida obstinada, após o recebimento do batismo, de alguma verdade que é para ser acreditada pela fé divina e católica” (Can. 751). 

Paralelamente às bênçãos massivas de pares do mesmo sexo em igrejas alemãs no dia 10 de maio, um grupo de teólogos publicou um manifesto tentando justificar sua falsa doutrina[9]. O documento foi assinado, entre outros, pela notória irmã Jeannine Gramick, cofundadora do Ministério New Ways, condenado em 1999 pela Congregação para a Doutrina da Fé por negar que os atos homossexuais são intrinsecamente malignos[10]. Assinou-o também o escandaloso Mons. Krzysztof Charamsa, que em 2015 foi demitido de seu posto na Congregação para a Doutrina da Fé após dar uma entrevista com seu parceiro homossexual para o documentário polonês Artigo 18.[11] 

A linha de argumentação dos teólogos da homo-heresia é a mesma do Modernismo: os dogmas da Igreja devem evoluir e acompanhar a cultura do mundo moderno.[12] 

Exortação de São Pedro: Resistir forte na Fé 

Nessas situações mais difíceis, devemos seguir o ensinamento apostólico de São Pedro, que nos exorta a “resistir… fortes na fé”, porque “o Deus de toda graça, que nos chamou para a sua glória eterna em Cristo Jesus, depois de ter sofrido um pouco, Ele mesmo te aperfeiçoará, e confirmará e estabelecerá” (1 Ped. 5: 9, 10). 

Não desanimemos diante das provações apocalípticas da presente crise na Igreja. Nosso Senhor zela por sua Esposa e não permitirá que Ela seja dominada pelas forças infiltradas do mal. As próprias palavras do Evangelho no-lo asseguram. 

Encoraja-nos o fato de a própria Santíssima Virgem ter prometido em Fátima o triunfo de seu Imaculado Coração. Confiemos n’Ela, esmagadora de todas as heresias e, portanto, também da atual, que glorifica o pecado pelo qual Sodoma e Gomorra foram destruídas pelo fogo[13].

Assumindo uma postura impessoal baseada em princípios 

Como católicos praticantes, somos cheios de compaixão e rezamos por aqueles que lutam contra a tentação violenta de pecar, seja o pecado homossexual ou outro pecado. 

Temos consciência da enorme diferença entre essas pessoas que lutam contra suas fraquezas e se esforçam para superá-las, e outras que transformam seu pecado em motivo de orgulho e tentam impor seu estilo de vida à sociedade como um todo, em flagrante oposição à tradição cristã, à moralidade e à lei natural. No entanto, oramos por elas também. 

Segundo a expressão atribuída a Santo Agostinho, “odiamos o pecado, mas amamos o pecador”. E amar o pecador, como explica o mesmo Doutor da Igreja, é almejar-lhe o melhor que podemos desejar para nós mesmos, a saber, “que ame a Deus com um afeto perfeito”. (Santo Agostinho, Of the Morals of the Catholic Church, No. 49, www.newadvent.org/fathers/1401.htm)

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Notas:

[1] “Leão X, na mais grave de todas as crises que ameaçavam a Igreja, não se mostrou o guia adequado para ela. [...] Ele não reconheceu a gravidade da situação nem as causas subjacentes da revolta. Medidas vigorosas de reforma podem ter-se mostrado um antídoto eficaz, mas o Papa estava profundamente enredado nos assuntos políticos e permitiu que a eleição imperial obscurecesse a revolta de Lutero; além disso, ele se entregou irrestritamente aos seus prazeres e não conseguiu cumprir plenamente os deveres de seu alto cargo.” KlemensLöffler, “Papa Leão X”, em The Catholic Encyclopedia, vol. 9, (Nova York: Robert Appleton Company, 1910). Recuperado em 16 de maio de 2021 de New Advent em http://www.newadvent.org/cathen/09162a.htm.

[2]Ver Luiz Sérgio Solimeo, “Papa Francisco aprova nota da Cúria condenando 'casamento' do mesmo sexo ao nomear homossexual notório para a Comissão Pontifícia”, TFP.org, 7 de abril de 2021, https://www.tfp.org/pope-francis-aprova-curia-nota-condenando-casamento-do-mesmo-sexo-enquanto-nomeando-notório-homossexual-para-comissão pontifícia /.

[3]Christoph Strack, "congregações católicas alegram-se com a bênção renegada de casais do mesmo sexo", DW.com, 11 de maio de 2021, https://www.dw.com/en/catholic-congregations-rejoice-at-renegade-blessing-of -mesmo-sexo-casais / a-57495305.

[4]Tracy Connor, “'Quem sou eu para julgar?'”: A frase mais poderosa do Papa em 2013, ”NBC News, https://www.nbcnews.com/news/world/who-am-i-judge-popes- frase-mais-poderosa-2013-flna2D11791260.

[5]- Vídeo do Papa Francisco abraçando um casal do mesmo sexo na Embaixada do Vaticano em Washington, DC, Eamon Javers, "Papa Francisco encontrou-se com o casal gay Yayo Grassi e Iwan Bagus durante seu tempo nos EUA", CNBC, 2 de outubro de 2015, https://www.nbcnews.com/storyline/pope-francis-visits-america/pope-francis-met-gay-couple-yayo-grassi-iwan-bagus-during-n437651; John Henry Westen, “Ativista homossexual Elton John: Pope Francis 'is my hero'”, LifeSiteNews.com, 29 de outubro de 2014, https://www.lifesitenews.com/news/homosexual-activist-elton-john-pope -francis-is-my-hero; John Henry Westen, “Papa Francisco chama a mulher com operação de mudança de sexo de 'homem' e chama os parceiros de 'casados', LifeSiteNews.com, 3 de outubro de 2016, https://www.lifesitenews.com/news/pope-francis-liga-mulher-com-mudança-de-sexo-operação-um-homem-e-liga-parceiros; Claire Giangravé, “Papa Francisco incentiva freira ajudando comunidade trans na Argentina,” Religion News Service, 25 de agosto de 2020, https://religionnews.com/2020/08/25/pope-francis-encourages-nun-helping-trans -comunidade-em-argentina /

[6]- CNA, "Papa Francisco Solicita Lei da União Civil para Casais do Mesmo Sexo, em Mudança da Posição do Vaticano", Agência de Notícias Católica, 21 de outubro de 2020, https://www.catholicnewsagency.com/news/46295/pope- francis-calls-for-civil-union-law-for-mesmo-sexo-casais-em-turno-de-vaticano-postura. Ver também Luiz Sérgio Solimeo, “Papa Francisco Endossa Uniões Civis entre Pessoas do Mesmo Sexo, mas Algo Intrinsecamente Mal Não Pode Ser o Objeto de Direitos Legais”, TFP.org, 4 de dezembro de 2020, https://www.tfp.org/pope-francis-endossa-uniões-civis-do-mesmo-sexo-mas-algo-intrinsecamente-mal-não-pode-ser-o-objeto-de-direitos-legais /.

[7]- Marco Tosatti, "L'Omoeresia nella Chiesa attuale," 13 de novembro de 2014, https://kairosterzomillennio.blogspot.com/2014/11/lomoeresia-nella-chiesa-attuale.html.

[8]Dom Gregory Manise, O.S.B., s.v. “Pecados que Clamam ao Céu por Vingança”, no Dicionário de Teologia Moral, comp. Francesco Cardinal Roberti, ed. Pietro Palazzini, trad. Henry J. Yannone (Westminster, Md .: Newman Press, 1962).

[9]- “Declaração Acadêmica sobre a Ética em Relações entre Pessoas do Mesmo Sexo Livre e Fiel”, acessado em 19 de maio de 2021, https://www.wijngaardsinstitute.com/academic-statement-ethics-same-sex-relationships/#Foreword.

[10]“Congregação para a Doutrina da Fé é obrigada a declarar para o bem dos fiéis católicos que as posições defendidas pela irmã Jeannine Gramick e pelo padre Robert Nugent a respeito do mal intrínseco dos atos homossexuais e da desordem objetiva da inclinação homossexual são doutrinariamente inaceitáveis porque não transmitem fielmente o ensino claro e constante da Igreja Católica nesta área.” Congregação para a Doutrina da Fé, "Notificação sobre a irmã Jeannine Gramick, SSND e o padre Robert Nugent, SDS," 31 de maio de 1999, https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19990531_gramick- nugent-notification_en.html.

[11]Stephanie Kirchgaessner, “Ex-funcionário do Vaticano Krzysztof Charamsa:‘ Sou um homem gay. I'm not a monster '”, The Guardian, 28 de outubro de 2015, https://www.theguardian.com/world/2015/oct/28/ex-vatican-official-krzysztof-charamsa-im-a-gay-man-im-not-a-monster.

[12]“Declaração acadêmica sobre a ética nas relações homossexuais livres e fiéis”, prefácio.

[13]Gênesis 19: 24-25. Para um estudo bem documentado da doutrina católica sobre o assunto, consulte TFP Committee on American Issues, Defending a Higher Law: Por que devemos resistir ao “casamento” do mesmo sexo e ao movimento homossexual (Spring Grove, Penn .: The American Society for a Defesa da Tradição, Família e Propriedade, 2004). Para baixar este livro em formato pdf, vá para https://www.tfp.org/images/books/Defending_A_Higher_Law.pdf.