29 de outubro de 2022

Para tentar vencer, o PT precisa esconder sua cara comunista atrás de uma máscara


✅  Paulo Roberto Campos 

Para quem for imparcial, com um mínimo de discernimento e um pingo de bom-senso, os 13 anos de governo petista foram anos perdidos. Pior. Foram 13 anos de fracasso, em que o Brasil retrocedeu a uma pré-história, a um sistema miserabilista com o objetivo de levar o País a assemelhar-se à Cuba fidelcastrista. 

Esse partido tem agora a pretensão de — conforme o célebre dito de Geraldo Alckmin — “voltar à cena do crime”. Utiliza-se para isso de disfarces sorridentes, a fim de esconder a sinistra carantonha e enganar o povo. Um desses disfarces — entre dezenas de outros — é o próprio Alckmin, que não se enrubesce ao atrelar-se a Lula, o chefe da quadrilha, na condição de vice. Tal partido tem defendido o que sempre atacou e atacado o que sempre defendeu... Quem acreditará que essa máscara é a cara dele?

Em um artigo para a “Folha de S. Paulo” em 15-4-1982, Plinio Corrêa de Oliveira explicita esse processo de “cirurgia plástica” na carranca comunista. O comunismo precisa de camuflagem para avançar, ocultar seu real objetivo e conseguir vencer. Eis um trecho do artigo.

*   *   * 

“De há tempos, o proselitismo doutrinário comunista às escâncaras não rende mais. O Ocidente o rejeita. Ele é como um tumor circunscrito, que não consegue aumentar sua área no organismo. 

Assim, só restava ao socialismo avançar camuflado. Ora, de 1945 para cá, ele tem ensaiado sucessivamente muitas camuflagens. Cada uma dessas ilude, durante algum tempo de uso, um número ponderável de inocentes-úteis. Mas depois se vai desmascarando, e perde seu poder de atração. E assim o comunismo é obrigado a trocá-la por outra, se quiser continuar a avançar às ocultas. 

Remonto até os idos pouco saudosos do segundo pós-guerra: “mão estendida”, “coexistência pacífica”, “queda das barreiras ideológicas”, “détente”, “eurocomunismo”, “comunismo de face humana”, “expansionismo missionário” dos direitos humanos, tudo isso tem uma continuidade evidente. 

Um fio condutor interno percorre todos esses slogans, como — para usar uma imagem culinária — um espeto que perfura os vários pedaços de carne, tomate, toucinho e cebola. Se o prosaísmo da imagem choca o leitor, eu lhe ofereço outra mais poética, mas por isto mesmo menos cabível, em se tratando de socialismo e comunismo: como o fio passa pelas várias pérolas de um colar. 

Essa continuidade consiste na benevolência e no espírito de colaboração com o comunismo, e na execração — oh, quão inexorável e meticulosa — de tudo quanto seja anticomunismo. Pois tal é a característica comum a todas essas camuflagens. Ora, quando se tem benevolência ilimitada para com alguém, e se é adversário irredutível de todos que fazem oposição a esse alguém, o que se é? O aliado discreto e eficaz desse mesmo alguém...

25 de outubro de 2022

PRECE PARA O ATUAL MOMENTO APOCALÍPTICO


“Afastai do Brasil o flagelo do comunismo ateu”
 

✅  Paulo Roberto Campos 

No próximo domingo, dia 30 de outubro, o rumo que tomará o Brasil estará decidido. Saberemos se nossa Pátria permanecerá livre, ou se rumará para um regime parecido ou pior do que o cubano ou o venezuelano. 

Nesse momento decisivo, cada brasileiro tem a sua responsabilidade. Embora o atual governo não seja perfeito, o mais comezinho senso de justiça manda reconhecer que ele tem procurado com sucesso tirar o Brasil do abismo socialista no qual o PT o precipitou. 

Além da nossa importante atuação nos acontecimentos, devemos também voltar os nossos olhos para o Céu e suplicar a Deus, pela intercessão de Sua Mãe Santíssima, que não permita que o País descambe para um sistema comunista de governo. 

Se tal desgraça acontecer, Cuba, Venezuela, Nicarágua e outras ditaduras socialistas se rejubilarão. Alguns ditadores já devem estar com suas champanhes prontas para comemorarem, pois serão sustentados pelas abundantes riquezas que Deus concedeu a esta Terra de Santa Cruz.

O maior líder anticomunista do século XX, Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, fundador da TFP brasileira, compôs algumas décadas atrás uma belíssima oração que parece ter sido feita para o preciso momento crítico que atravessamos. 

Aqui segue a transcrição da oportuníssima oração, que recomendo divulgar entre parentes, conhecidos e amigos, e rezar diariamente até o dia decisivo da eleição. 

Oração a Nossa Senhora de Fátima 

Ó Rainha de Fátima, nesta hora de tantos perigos para as nações cristãs, afastai delas o flagelo do comunismo ateu.

Não permitais que consiga instaurar-se, em tantos países nascidos e formados sob o influxo sagrado da Civilização Cristã, o regime comunista, que nega todos os Mandamentos da Lei de Deus.

Para isto, ó Senhora, conservai vivo e aumentai o repúdio que o comunismo encontrou em todas as camadas sociais dos povos do Ocidente cristão. Ajudai-nos a ter sempre presente que:

1°) O Decálogo nos manda “amar a Deus sobre todas as coisas”, “não tomar seu Santo Nome em vão” e “guardar os domingos e festas de preceito”. Mas o comunismo ateu tudo faz para extinguir a Fé, levar os homens à blasfêmia e criar obstáculos à normal e pacífica celebração do culto.

2°) O Decálogo manda “honrar pai e mãe”, “não pecar contra a castidade” e “não desejar a mulher do próximo”. Mas o comunismo deseja romper os vínculos entre pais e filhos; quer entregar ao Estado a educação dos filhos; nega o valor da castidade; e ensina que o casamento pode ser dissolvido por qualquer motivo, pela mera vontade de um dos cônjuges.

3°) O Decálogo manda “não furtar” e “não cobiçar as coisas alheias”. Mas o comunismo nega a propriedade privada e a sua importante função social.

4°) O Decálogo manda “não matar”. Mas o comunismo emprega a guerra de conquista como meio de expansão ideológica, promove revoluções e crimes em todo o mundo.

5°) O Decálogo manda “não levantar falso testemunho”. Mas o comunismo usa sistematicamente a mentira como arma de propaganda.

Fazei que, tolhendo resolutamente os passos à infiltração comunista, todos os povos do Ocidente cristão possam contribuir para que se aproxime o dia da gloriosa vitória que predissestes em Fátima, com estas palavras tão cheias de esperança e doçura: “Por fim, o meu imaculado coração triunfará”.

19 de outubro de 2022

MAGNÍFICA FLORESCÊNCIA DA ARTE


 ✅ Plinio Corrêa de Oliveira

Considero que a antiga Câmara de Ouro Preto é o prédio civil mais bonito do Brasil. Uma lindíssima construção do século XVIII, que serviu como Casa da Câmara e Cadeia da antiga Vila Rica, capital da Província de Minas Gerais. Hoje é um museu. 

Se fizermos a confrontação entre as edificações de São Paulo e as de Minas do século XIX, as de São Paulo vão crescendo cada vez mais em riqueza e tendem a ficar mais pomposas, enquanto as de Minas vão se acentuando cada vez mais na simplicidade, com uma preocupação de economia e pobreza. 

Mas no século XVIII, que motivos levaram os prédios daquele tempo em Minas Gerais a serem superiores àqueles construídos em São Paulo? 

Em São Paulo a produção de café começou a render mais no século XIX, e a cidade então passou a se enriquecer. Com a Independência, o Brasil passou a tomar mais contato com a Europa e, assim, comprava muita coisa europeia, o que arejou o ambiente colonial no País. 


Mas em Minas houve uma magnífica florescência da arte, o que não ocorreu tanto em São Paulo. Minas teve artistas tão bons que fizeram obras esplêndidas num tempo em que São Paulo estava nos primeiros vagidos da cultura. 

Esse é um dos assuntos interessantes da História do Brasil. Como explicar que de um modo autóctone tenha florescido uma cultura tão própria e tão superior à de um Estado que tinha um litoral amplo como o de São Paulo ou do Rio de Janeiro, então capital do Império? 

Como explicar que — muito antes do renascimento medieval observado na Europa no século XIX, depois de um período em que o Velho Continente abominou estupidamente o estilo medieval — o Aleijadinho tenha produzido imagens que os atuais críticos da arte julgam de inspiração medieval? É uma curiosidade de nossa História para se considerar. 

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Excertos de uma conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. Esta transcrição não passou pela revisão do autor.

14 de outubro de 2022

Oh! majestade. Oh! seriedade. Oh! amenidade


✅  Plinio Corrêa de Oliveira 

Considerem a Rainha Elizabeth II nesta foto. Seu traje solene se compõe de duas peças: o manto com um pingente e franjas prateadas, e o vestido branco com algo de prateado também. Tudo em harmonia com ela. Ostenta uma bela condecoração da Ordem da Jarreteira. 

O conjunto está em harmonia com a impressão solene que a rainha causa, que dá uma ideia de nobreza e de pureza muito próprio a uma mãe de família. 

O tecido do vestido é leve como convém à fragilidade e à idade dela. E a capa de veludo de seda é séria e majestosa, com variedade de tons. Dir-se-ia que ela está vestida de luz. O contraste entre o verde e o branco é harmonioso e belo. 

Ela olha os circunstantes com superioridade, mas com cordialidade, afabilidade e graça feminina. Porte ereto, sobranceiro, elegante e digno, de quem teve uma acurada educação. O pescoço é projetado do tronco como uma árvore majestosa. Para isso, ela não faz força, pois é o natural dela. 

Convém a uma rainha ser graciosa e leve. Mas também convém que a mais alta dignitária do Estado represente a força e o poder da Inglaterra, a majestade, a seriedade e a elevação. 

A primeira impressão que me causou foi de agrado e de harmonia. Minha alma, exausta e poluída pela vulgaridade moderna, olha esta foto da Rainha e sente uma espécie de prazer, de boa surpresa, de bom encontro. Tenho vontade de dizer: “Oh! nobreza, oh! pureza, oh! afabilidade, oh! distinção, oh! virtude, oh! harmonia presente em todas essas coisas e mais bela do que cada uma em particular”. A vontade é exclamar: “Oh! majestade. Oh! seriedade. Oh! amenidade.” 

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Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 11 de novembro de 1975. Esta transcrição não passou pela revisão do autor.

13 de outubro de 2022

ARTILHARIA DO ROSÁRIO


✅  Paulo Roberto Campos

Em Fátima, no dia 13 de outubro de 1917, há exatos 105 anos, Lúcia perguntou a Nossa Senhora o que desejava. Ela respondeu: 

“Quero dizer-te que façam aqui uma capela em minha honra; que sou a Senhora do Rosário; que continuem sempre a rezar o Terço todos os dias”. 

Naquele dia, data da última Aparição e durante a qual ocorreu o Milagre do Sol, desenrolaram-se aos olhos dos videntes, Lúcia, Francisco e Jacinta, três quadros simbolizando primeiro os mistérios gozosos do Rosário, depois os dolorosos e por fim os gloriosos. Apareceram, ao lado do sol, São José com o Menino Jesus, e Nossa Senhora do Rosário. 

A fim de incentivar nossos leitores a fazerem a uma "Cruzada" de orações pedindo à Santíssima Virgem não permitir que o Brasil seja tomado por um regime comunista e a rezarem ainda mais fervorosamente todos os dias o Rosário — uma verdadeira artilharia contra a Revolução gnóstica e igualitária e contra o demônio e seus sequazes — seguem alguns pensamentos de grandes devotos do Santíssimo Rosário.
 

“Armai-vos, pois, com estas armas de Deus, armai-vos do Santo Rosário e esmagareis a cabeça do demônio, e vivereis tranquilos contra todas suas tentações. Daí vem que o Rosário, mesmo o objeto material, seja tão terrível ao diabo, que os Santos se tenham servido dele para encadear o demônio e expulsá-lo do corpo dos possessos, segundo testemunham várias histórias”. 
(São Luis Maria Grignion de Montfort) 

“Um cristão sem Rosário é um soldado sem armas.” 
(São Miguel Febres) 

“Com esta arma, afastei muitas almas do diabo.” 
(São João Maria Vianney) 

“O Rosário é uma arma, não política, certamente, mas uma das armas mais poderosas do combate espiritual que existem”. 
(Eduard Habsburgo) 

“Um generoso doador nos surpreendeu com um presente. Ele enviou à Guarda Suíça a arma mais poderosa que existe no mercado: o ‘Rosário de Combate’, literalmente, o Rosário da luta. Agora, foi distribuído a todos os guardas”. 
(Coronel Christoph Graf, da Guarda Suíça) 

“Ganhamos [em 1964] graças à Rainha do Rosário. A situação era muito grave [..]. A guerra foi vencida sem uma gota de sangue derramado [..]. As mulheres andavam pelas ruas rezando o Terço em voz alta.”
(Padre Valerio Alberton) 

“Recomendo a oração do Rosário como sendo a arma do contra-revolucionário para perseverar, para se santificar e para derrotar as heresias”. 
(Plinio Corrêa de Oliveira)

12 de outubro de 2022

Tufão igualitário X Tradição


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Plinio Corrêa de Oliveira 

Enquanto o tufão igualitário sopra com uma força sem precedentes, em pleno desenvolvimento deste imenso processus mundial, uma Rainha é coroada segundo ritos inspirados por uma mentalidade absolutamente anti-igualitária. 

Este fato não irrita, não provoca protestos, e pelo contrário é recebido com uma imensa onda de simpatia popular. O mundo inteiro festejou a coroação da jovem soberana inglesa, quase como se as tradições que ela representa fossem um valor comum a todos os povos. 

De toda parte afluíram para Londres pessoas desejosas de se embevecer com espetáculo tão antimoderno. Diante de todos os aparelhos de televisão, se aglomeraram ávidos, sedentos de ver a cerimônia, homens, mulheres, crianças de todas as nações, falando todas as línguas, exercendo as mais variadas profissões, e, o que é mais extraordinário, professando as mais diversas opiniões. 

Neste imenso movimento de alma da humanidade contemporânea, há algo de surpreendente, de contraditório, de desconcertante talvez. 

Uma explicação: há na natureza humana uma tendência profunda, permanente, vigorosa, para o que é gala, honraria, distinção, e o igualitarismo hodierno comprime essa tendência, gerando uma nostalgia profunda que explode sempre que para isto encontra uma ocasião.
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Excertos de artigo de Plinio Corrêa de Oliveira, Catolicismo, Julho/1953

11 de outubro de 2022

ELEIÇÕES — com os olhos postos em Na. Sra. Aparecida


À
s vésperas do segundo turno das eleições, mais do que nunca precisamos recorrer à nossa Rainha e Padroeira. 

Supliquemos-lhe ardentemente que nos proteja não permitindo que o Brasil seja tomado por mãos de gente que tudo fará para aqui implantar um regime neo-comunista, aliado de Cuba, Venezuela, Nicarágua e outras ditaduras marxistas. 

Para esta terrível encruzilhada na qual nos encontramos, vem a propósito algumas palavras de Plinio Corrêa de Oliveira pronunciadas em 1991: 

“É com os olhos postos em Nossa Senhora Aparecida que transpomos os umbrais desse ano sem nos deixarmos flectir pelas ameaças que o futuro parece trazer consigo, e ao mesmo tempo sem nos deixarmos seduzir pelas perspectivas não raramente ilusórias, que ainda se apresentam por vezes ao homem contemporâneo. 

O Brasil terá um esplêndido porvir, se ele seguir o caminho de Nossa Senhora. E é esse provir, carregado de bênçãos, de virtude e de grandeza cristã, que imploro a Nossa Senhora Aparecida para nossa Pátria”.

6 de outubro de 2022

God Save The Queen!


A revista Catolicismo prepara para sua próxima edição reportagem especial a propósito das extraordinárias e tocantes cerimônias que cercaram as exéquias da Soberana da Grã-Bretanha, cujo interesse mundial e afluxo de pessoas de todas as idades e condições levam a pensar que ela deixou milhões de órfãos da Beleza e da Ordem neste mundo pardacento e caótico. Mas antecipa algumas considerações na edição deste mês. 

✅  Paulo Roberto Campos 
Fonte: Catolicismo, Nº 862, Outubro/2022

Com o passamento da Rainha Elizabeth II no dia 8 de setembro, uma estrela de primeira grandeza se apagou, deixando este mundo menos luminoso, menos poético, menos majestoso! 

A Rainha visita o Japão em 1975
Enquanto incontáveis pessoas, instituições, regiões e nações abandonam suas tradições em adesão à Revolução igualitária que contagiou todos os povos, a Rainha simbolizava séculos de maravilhosas tradições nascidas na Idade Média — perpetuadas na Inglaterra, apesar de serem vilipendiadas pelos espíritos vulgares e igualitários. Ela simbolizava essas tradições e delas dava exemplo por sua elegância, requinte, bom gosto, nobreza de alma e senso do dever — valores destilados pela Cristandade. Ela simbolizava os últimos restos de civilização cristã no mundo atual. 

Pode-se dizer que, apesar de a Inglaterra ter abandonado Roma, a Igreja Católica não a abandonou, pois todo o luto e a magnificência das cerimônias que assistimos nos funerais da Rainha provêm da Igreja verdadeira. E se o tufão igualitário do Concílio Vaticano II levou de roldão todo o esplendor da Santa Igreja e dilapidou o quanto lhe foi possível sua doutrina, suas instituições e seus fabulosos cerimoniais, Deus, em sua infinita misericórdia, não permitiu que a orfandade fosse total. Ele fez com que o calor do Sol que incidiu sobre uma monarquia outrora católica, permanecesse séculos depois de ela se tornar protestante. E que esse calor aquecesse nos corações despedaçados do nosso século o amor por uma beleza que extasia e nos leva a desejar ainda mais os esplendores do Paraíso Celeste. 

Rainha de todos 

O encanto da Rainha conquistava os corações
Com o falecimento da Soberana não foi somente o povo britânico que ficou de luto. Ficaram também os 56 países membros da Commonwealth, as antigas colônias do Império Britânico e grande parte do mundo. 

Nesse sentido se pode dizer que Elizabeth Alexandra Mary Windsor não foi Rainha apenas do Reino Unido, mas de todos os países. Pois em todos eles, apesar das lacunas da Monarca, há homens e mulheres que se consideravam seus súditos e, com o final de seu Reinado, ficaram com o coração partido, com uma sensação de orfandade. Eles a veneravam, e inclusive os mais republicanos nutriam alguma admiração por ela, ou pelo menos a respeitavam. 

No Brasil a Rainha sempre foi muito querida. Basta ver o carinho e os aplausos com que foi cercada pelas multidões que acorreram à sua passagem quando nos visitou por dez dias em 1968. Um de seus últimos atos oficiais, senão o último, foi uma mensagem de felicitação aos brasileiros pelo Bicentenário da Independência. Aliás, quando decretou o luto oficial de três dias no País, o Presidente Bolsonaro afirmou: “Ela não era apenas a Rainha dos britânicos, mas uma Rainha para todos nós”. 
A abundância de flores foi tal, que desapareceram dos mercados londrinos, sendo necessário importá-las urgentemente.

Luto universal 

Uma das manifestações de luto universal foi o mar de flores em frente ao Palácio de Buckingham, residência oficial da Rainha. Incontáveis buquês com bilhetes louvando a Monarca e agradecendo sua ação de presença. A imensa maioria das mensagens era naturalmente em inglês, mas podia-se observá-las em todas as línguas faladas no mundo. A abundância de flores foi tal, que elas desapareceram dos mercados londrinos, sendo necessário importá-las urgentemente de outros países. Foi preciso as autoridades pedirem ao povo para não deixar mais flores frente ao Palácio a fim não atravancar o trânsito. 

Esse luto universal também ficou evidenciado nas quilométricas filas de pessoas de todas as idades e nacionalidades que, enfrentando o cansaço e o frio, passavam horas inteiras para prestar sua última homenagem a Elizabeth II fazendo uma vênia frente ao féretro no qual jazia seu corpo. Num determinado momento, a fila chegou a nove quilômetros! Calculou-se que quase um milhão de pessoas enfrentou essas filas. Muitos chegaram a esperar 25 horas para conseguir dar seu último adeus à tão querida Rainha. 

Repórteres aproveitaram esse momento para gravar depoimentos. Muitas pessoas, chorando a morte da Soberana, diziam coisas análogas: devido a sua avançada idade de 96 anos, esperavam a sua morte, mas esperavam também que tal dia nunca chegasse; outras diziam que ela representava o que ainda havia de maravilhoso no mundo; que era uma rainha legendária; que era graciosa como num conto de fadas; que conseguiu manter a legenda da monarquia; nunca se viu, em nenhuma parte do mundo, tanta gente junta e emocionada para homenagear alguém; vai ser difícil e vai demorar muito tempo para nos acostumarmos com a sua ausência. A Rainha morreu, mas ela não morrerá nunca em nossa lembrança...
Filas tendo como fundo a Ponte de Londres


Isso que é popularidade! 

Com o falecimento da Rainha, a demanda por bandeiras britânicas aumentou exponencialmente. Mais de 500 mil foram confeccionadas em poucos dias. Aproximadamente um milhão de pessoas se postou ao longo do percurso feito no traslado do féretro real. Muitos, para conseguir uma boa visão do último cortejo público, acamparam por alguns dias no local. 

Estima-se que mais de quatro bilhões de pessoas nos cinco continentes assistiram pelas TVs ao majestoso funeral. Foi a maior transmissão televisiva já alcançada em toda a história da Grã-Bretanha. A segunda maior foi por ocasião das fantásticas cerimônias do casamento do Príncipe Charles com a Princesa Diana, que contou com mais ou menos dois bilhões e meio de telespectadores. 

Pode haver prestígio maior? Que presidente de República alcançaria tal popularidade? Imagine se um deles pudesse ficar 70 anos no poder e terminasse seu mandato com quase 90% de popularidade... 

Extremamente popular e admirada, a Rainha foi um monumento de simpatia, de dignidade, de realeza, de esplendor; solene e pontual como o Big-Ben, foi a mulher mais célebre de nosso século. Uma razão a mais para que os movimentos feministas a venerassem, e não, pelo contrário, a odiassem — justamente devido à Revolução igualitária acima mencionada.

Em fevereiro último, a Monarca comemorou seu jubileu de platina — 70 anos de reinado —, tornando-se a única Soberana a atingir esse feito histórico na Grã-Bretanha; foi a segunda na história mundial, pois Luís XIV, o Rei Sol, reinou na França por 72 anos. Ao longo das sete décadas de reinado, ela viu passar sete papas, 16 primeiros-ministros britânicos, 14 presidentes americanos, 18 presidentes brasileiros... 
Simbólico arco-íris duplo acima do Palácio de Buckingham


Aliança de Deus com a Inglaterra? 

Arco-íris nas proximidades do Palácio de Windsor
Logo que veio a público a dolorosa notícia da morte da Rainha, muitas pessoas se aglomeraram nas proximidades do Palácio de Windsor, onde puderam contemplar um belíssimo arco-íris — símbolo da aliança de Deus com os homens. O mesmo ocorreu no Palácio de Buckingham, o qual foi ‘visitado’ por um arco-íris duplo. Dir-se-ia que até a natureza quis dar assim seu adeus à Rainha... 

Teria sido um sinal enviado por Deus significando sua aliança com a Inglaterra? Um sinal de que a nação britânica retornará à Igreja Católica? 

Devido ao seu glorioso passado católico, a Inglaterra mereceu ser chamada de “Ilha dos Santos”, entre os quais podemos citar, a título de exemplo, aquele que ganhou o epíteto de “o mais inglês dos santos”, São Thomas Morus (1478–1535), Lord High Chancellor of England na época do desregrado rei Henrique VIII. 
Início do cortejo levando o corpo da Rainha para o Palácio de Windsor onde foi sepultada


Supliquemos-lhe que, com todos os santos britânicos — através da mediação de Nossa Senhora Rainha do Universo —, obtenham de Deus a pronta vinda do radioso dia em que a Inglaterra voltará a ser inteiramente católica, apostólica, romana. 

Deus Salve a Rainha!

29 de setembro de 2022

Santa Teresinha do Menino Jesus


O Espírito Santo encheu de glória o nome de sua eleita. E o Brasil foi um dos primeiros países conquistados à devoção da ilustre carmelita. 

✅  Plinio Corrêa de Oliveira

Entre todas as cidades da França, Lisieux toca de modo todo particular o coração dos brasileiros. Lá viveu, lá conquistou as mais belas flores da santidade, lá embalsamou o claustro do Carmelo este prodígio de virtudes que é Santa Teresinha do Menino Jesus. 

Escondida em vida, no fundo obscuro de um convento; a tal ponto oculta aos olhos dos homens, que as próprias irmãs de hábito lhe ignoravam a riqueza da vida interior; quis o Espírito Santo encher de glória, após a morte, o nome de sua eleita. A fama de seus méritos extraordinários espalhou-se logo por toda a parte, e toda a Terra foi avassalada pela notícia dos esplendores da nova Santa. 

O Brasil foi um dos primeiros lugares conquistados à devoção da ilustre carmelita. Todos sabemos quão terna e confiante é a veneração que o nosso povo lhe consagra; e como os brasileiros se têm salientado, por mil modos, na pública ostentação de seu culto. Para tudo, para as maiores coisas como para as menores, a intercessão de Santa Teresinha é invocada. 
A belíssima “Urna do Brasil” foi oferecida pelo povo brasileiro à França,
para levar nas procissões os restos mortais de Santa Teresinha.

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Fonte: “Legionário”, Nº 629, 27-8-1944, p. 2. 


28 de setembro de 2022

SÃO MIGUEL ARCANJO


Gloriosíssimo Príncipe dos Exércitos Celestes — Modelo dos que combatem sob o estandarte da Cruz 

Em memorável artigo publicado na revista Catolicismo (setembro/1951, Plinio Corrêa de Oliveira descreveu o Arcanjo São Miguel como modelo de várias virtudes. Por exemplo, a humildade e o espírito hierárquico. Apresenta o destemido Arcanjo como modelo de combatividade, virtude sobremaneira esquecida em nossa época relativista, encharcada de pacifismo entreguista. Segue um trecho significativo do artigo. 


 
“No dia 29 do corrente, a Santa Igreja celebrará a festa de São Miguel Arcanjo. Outrora, esta data era muito vivamente assinalada na piedade dos fiéis. Hoje em dia, infelizmente, poucos são os que a tomam como ocasião especial para tributar culto ao Príncipe da Milícia Celeste. Entretanto, como veremos, o culto de São Miguel, atual para todos os povos em todos os tempos, tem títulos muito especiais para ser praticado com particular fervor em nossos dias” [...]. 

São Miguel é o modelo do guerreiro cristão, pela fortaleza de que deu prova atirando ao inferno as legiões de espíritos malditos. É ele o guerreiro de Deus, que não tolera que em sua presença a Majestade divina seja contestada ou ofendida, e que está pronto a empunhar a qualquer momento o gládio, a fim de esmagar os inimigos do Altíssimo. 

Ensina-nos ele que não basta ao católico proceder bem: é seu dever combater também o mal. E não apenas um mal abstrato, mas o mal enquanto existente nos ímpios e pecadores. Pois São Miguel não atirou ao inferno o mal enquanto um princípio, uma mera concepção da inteligência, e nem princípios e concepções são suscetíveis de serem queimadas pelo fogo eterno. Foi a Lúcifer e a seus sequazes que ele atirou no inferno, pois odiou o mal enquanto existente neles e amado por eles. 

Vivemos em um tempo de profundo liberalismo religioso. Poucos são os cristãos que têm ideia de que pertencem a uma Igreja militante, tão militante na Terra quanto militantes foram no Céu São Miguel e os Anjos fiéis. Também nós devemos saber esmagar a insolência da impiedade. 

Também nós devemos opor uma resistência tenaz ao adversário, atacá-lo e reduzi-lo à impotência. 

São Miguel, nesta luta, não deve ser apenas nosso modelo, mas nosso auxílio. A luta entre São Miguel e Lúcifer não cessou, mas se estende ao longo dos séculos. Ele auxilia todos os cristãos nos combates que empreendem contra o poder das trevas.”

27 de setembro de 2022

Uma bruxa, a reforma agrária, passeia com seu filho, o comunismo...


✅  Paulo Roberto Campos

O site do MST (mst.org.br), no post do dia 23 último, registra: 
“Na última quarta-feira (21), em entrevista no ‘Canal Rural’, o ex-presidente Lula (PT) voltou a defender o MST, como fez em entrevista ao ‘Jornal Nacional’ da Rede Globo e reconheceu que os ‘Sem Terra’ estão produzindo uma diversidade de alimentos saudáveis pelo país, nas áreas de reforma agrária”. 
Lula da Silva declarou: 
“Hoje os Sem Terra estão preocupados em produzir, preocupados em organizar cooperativas, preocupados em, inclusive de chegar no mercado externo”. 
Mentindo — aliás, um hábito inveterado do ex-presidente ex-presidiário — ele não confessou a evidência do fracasso de cooperativas do MST em produzir qualquer commodity em grande escala. No máximo, são cooperativas de hortas, ou pequenas granjas, que produzem apenas para as próprias famílias. Produção de subsistência na melhor das hipóteses, pois muitas terras distribuídas pelo sistema de reforma agrária durante os 13 nefastos anos do governo petista não foram utilizadas para agricultura, mas para barganha. Muitos lotes de reforma agrária foram vendidos pelos usuários. Logo em seguida, eles migram para outra região a fim de invadir outras terras na pretensão de obtê-las com o mesmo objetivo: barganhá-las. 

No “Catecismo Anticomunista” de Dom Geraldo de Proença Sigaud (publicado em 1962), o bispo denuncia os projetos de reforma agrária como um meio para dominar um país:
“O comunismo apregoa a necessidade de várias reformas. A primeira é a reforma agrária, depois vem a reforma urbana, a comercial e a industrial, todas elas de caráter mais ou menos acentuadamente expropriatório e socialista [...]. Os comunistas, tomando por pretexto a situação não raras vezes lamentável do trabalhador rural, e a conveniência de favorecer-lhe o acesso à condição de proprietário, promovem o confisco das propriedades rurais grandes e médias. Desde que haja só propriedades pequenas, caem todas sob o controle absoluto do Estado”. 
Nesse mesmo sentido escreveu Plinio Corrêa de Oliveira: 
“Vai se falando muito sobre reforma agrária. E quanta inconfessada desinformação noto nos que sobre ela discorrem... Nos partidários [petistas, mstistas, cnbbistas] de uma reforma agrária socialista e confiscatória, em nosso País, campeia a desinformação, solta como um cavalo de proporções apocalípticas. Montada nesse cavalo passeia uma bruxa: a reforma agrária socialista e confiscatória. Esta percorre assim todos os espaços trazendo ao peito um filhinho que amamenta infatigavelmente: o comunismo.”

Não acredito em bruxas boas, nem em reformas agrárias boas! Mas, leitores, prestem muita atenção: os bruxos estão soltos... 

 

26 de setembro de 2022

Filhos e herdeiros do Brasil de sempre

O objetivo de degradar a família, para assim remover obstáculos ao comunismo, já está escancarado. Tudo para destruir as estruturas básicas da sociedade, a propriedade privada, a ordem social e o estado de direito civilizado.

✅ Padre David Francisquini* 

São Francisco de Assis afirmava: “Quando eu digo Ave Maria os céus sorriem, os anjos se rejubilam, o mundo se alegra, treme o inferno e fogem os demônios”. Como chave de ouro, a oração abre um cofre de tesouros da sabedoria e bondade de Deus. 

Além de nossa salvação eterna, estas dádivas incluem meios e instrumentos poderosos para a vida diária neste vale de lágrimas que é nossa peregrinação terrena; elas incluem avaliações e posicionamentos que nos levam a ter confiança e discernir o panorama religioso e político do momento. 

As palavras sábias e cheias de unção do grande santo, coluna da Igreja, traduzem com propriedade o ensino de Nosso Senhor aos apóstolos: “O Reino de Deus está entre vós”. De fato, no coração de cada homem fiel aos ensinamentos da Igreja, na medida em que os ame e propague, está este Reino. 

A decadência moral e religiosa dos últimos séculos não se deu de maneira casual, mas por articulado processo revolucionário, conduzido meticulosamente por forças contrárias à lei de Deus e do Corpo Místico que é a Santa Igreja, mirando os frutos que sua benévola influência trouxe às atividades humanas. 

Que forças são essas? Aquelas capitaneadas por Satanás, o eterno revoltado que, perdendo o seu posto no Céu, lançado no inferno com seus sequazes, quer se vingar do que Deus fez pelos homens na Terra: além de nos ter reaberto as portas celestiais, por sua Paixão e Morte, propiciou-nos, como frutos da Redenção, tesouros espirituais que deram origem à civilização cristã. 

O que vêm tais forças fazendo? Opõem-se odiosamente a esses frutos, para implantar o caos na sociedade, solapando nos homens as faculdades espirituais, constitutivas de sua alma, a inteligência, a vontade e a sensibilidade. Querem transformá-los de filhos de Deus em seres mais semelhantes a animais irracionais, ou robôs completamente despersonalizados. 

Ora, o homem vive em sociedade, e o fundamento desta é a família, tal qual a herdamos da tradição judaico-cristã; trabalham, pois, diuturnamente para aniquilá-la, mediante a introdução dos elementos destrutivos como temos testemunhado: divórcio, legalização de uniões entre pessoas do mesmo sexo, prostituição, amor livre, ideologia de gênero, o aborto e todos os maus costumes. 

A família tradicional é dos principais alvos da ação revolucionária comunista; isso vem sendo proclamado abertamente por seus principais dirigentes na cena política brasileira. A ponto de hoje, ao contrário do passado ainda recente, não mais ser feito de forma dissimulada e sub-reptícia, mas abertamente, constando até em seus estatutos partidários! 

O objetivo de degradar a família, para assim remover obstáculos ao comunismo, já está escancarado. Tudo para destruir as estruturas básicas da sociedade, a propriedade privada, a ordem social e o estado de direito civilizado. A sociedade supostamente sem classes conduziria à anarquia, à degradação dos costumes... até a uma sociedade totalmente sem moral, incestuosa. 

Eis como uma nova ordem ideológica, econômica, política e social pretende modificar radicalmente o caráter católico que ainda persiste na sociedade. 

Cabe-nos, como herdeiros da civilização e cultura cristãs, lutar para que os princípios tradicionais, dos quais somos legatários, prevaleçam sobre toda essa impiedade. Se tal avalanche avança sobre nós desapiedadamente, não temos alternativa senão reagir, opondo uma ação contra outra ação. 

Pensamos no Brasil neste momento histórico, pois nas próximas eleições estarão em jogo duas concepções: a católica e a não católica. Isso está muito além e acima dos representantes das principais forças da disputa, a do atual presidente e a do ex-presidiário. 

Diante de tal quadro, a questão encerra um embate que também vai além da esfera meramente terrena, pois é todo ele constituído pela metafísica do bem e do mal, consistindo na negação ou aceitação das normas de direito divino, que os eleitores forçosamente terão de discernir com clareza para acertar na escolha. 

A eleição deste ano, sem dúvida, será um divisor de águas e suas consequências perdurarão por largo horizonte. A esquerda a todo custo quer ocultar o lado religioso, e procura colocar foco apenas em aspectos econômicos. Caso vença, irá arrastar o Brasil para aquele bloco de nações cujos rumos, como sabemos de sobejo, são hostis a filosofia do Evangelho. 

O flagelo que isto representa fica claro num simples olhar à nossa volta, para os infelizes vizinhos que já se deixaram dominar. 

Com o peso do Brasil, as idéias propostas pela revolução cultural prevaleceriam no Continente, com o delírio de imaginar um futuro melhor sem Deus nem religião, sem verdadeira noção de família e no mais completo esquecimento da noção de Cristandade. O resultado traria a intoxicação dos espíritos, e uma antecâmara do inferno na Terra. 

Com efeito, com a nossa costumeira bonomia, descurando de nossas obrigações mais graves diante de Deus e dos homens, vimos sendo defraudados paulatinamente no entendimento das verdades sobrenaturais. 

Muitos recebem com indiferença e até simpatia a má doutrina, cínica e declarada. Ou, às vezes, da forma subliminar, difundida pelos meios de comunicação, livros e novelas, postos a serviço do mal. 

A estratégia da Revolução Cultural é repetir exaustivamente suas mentiras, manipular palavras, usar ambiguidades, desmoralizar boas decisões tomadas pelos dirigentes. Buscam a todo custo rebaixar e reduzir as pessoas que pensam diferente de suas idéias revolucionárias, comunistas, atéias e vulgares. 

Isto pode ser facilmente constatado todos os dias no noticiário tendencioso da grande mídia, de orientação claramente esquerdista; substituindo fatos por narrativas, não se pejam de ressoar boatos transformados em notícias e, alguns dias depois, declararem o contrário, se lhes convier. 

A doutrina marxista não reconhece a verdade, apenas trata de interesses a serem defendidos na estratégia revolucionária. O que nos deixa vivamente perplexos e aturdidos é a possibilidade de a esquerda tomar o poder em nossa Pátria. 

Partidos com siglas variadas e distintas aparecem unidos num mesmo projeto de governo, que visa à instauração de um regime diametralmente oposto ao que nossos antepassados nos legaram. 

Mantendo fidelidade à formação de nosso povo, o Brasil real percebeu, felizmente, que enfrenta questão genuinamente religiosa, sobre uma concepção católica do universo. A cruz de Cristo, desde a origem do Brasil, foi regada com as bênçãos do altar. Aos seus pés a Terra de Santa Cruz nasceu, e ali se realiza misticamente o sacrifício do Calvário. 

Foi no altar que ressurgiu revigorado o heroísmo dos cruzados e mártires, para implantar no Novo Mundo um continente católico. Nestas considerações lançamos luzes sobre o panorama. 

Pois não queremos um regime ateu e materialista, que substitua a Cruz pela Foice e Martelo. E confiamos nas bênçãos e graças da Virgem de Aparecida, nossa Padroeira, que nos garantirá uma retumbante vitória contra as presentes ameaças. 
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*Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira (RJ).

22 de setembro de 2022

ADEUS MINHA RAINHA !!


✅ Paulo Roberto Campos

Vendo nesse vídeo (abaixo) o esplendor das cerimônias com o majestoso e último cortejo feito por Elizabeth Alexandra Mary Windsor, assim como o vídeo das exéquias no interior da Abadia Westminster — tudo reflexo do glorioso passado católico da Inglaterra —, fico sem palavras! Só silêncio e lágrimas, tendo como fundo o toque da marcha fúnebre, os passos cadenciados e as solenes badaladas do Big-Ben, para homenagear a Rainha! 

Rainha não apenas do britânicos, mas de todos nós! 
A última Rainha de nossos tempos? 

God Save The Queen!
 



9 de setembro de 2022

RAINHA ELIZABETH II (1926 – 2022)

8-9-22 — O povo britânico se aglomera frente ao Palácio de Buckingham em vigília por sua muito querida Rainha numa demonstração impressionante de veneração a ela  
✅  Paulo Roberto Campos 

O
povo britânico e todo Reino Unido está em prantos, e boa parte do mundo também, devido ao passamento da Soberana inglesa nesse triste dia 8 de setembro, pois uma estrela de primeira grandeza se apagou, deixando o mundo menos luminoso. 

Em homenagem à Rainha Elizabeth II, segue reprodução de excertos de um artigo de Plinio Corrêa de Oliveira para a revista Catolicismo (edição de junho de 1952). 

O autor ressalta o fato de que — apesar do espírito igualitário que contagiou todos os povos ao longo de um processo revolucionário de cinco séculos — tudo que gira em torno de Reis e Rainhas, Príncipes e Princesas, coroas e tronos, palácios e castelos toca o fundo da alma de quase todas as pessoas e as eleva e entusiasma. 

Selos em homenagem ao reinado de Rainha Elizabeth II


“Em todos os domínios da vida hodierna se manifesta a influência avassaladora do espírito de igualdade. Outrora a virtude, o berço, o sexo, a educação, a cultura, a idade, o gênero de profissão, as posses, outras circunstâncias ainda, modelavam e matizavam a sociedade humana com a variedade e a riqueza de mil relevos e coloridos.[...] 

Mas em nossos dias não há por assim dizer uma só transformação que não tenha por efeito um nivelamento, que não favoreça direta ou indiretamente o caminhar da sociedade humana para um estado de coisas absolutamente igualitário. 


Ora, enquanto um tufão igualitário sopra com uma força sem precedentes, em pleno desenvolvimento deste imenso processus mundial, uma Rainha é coroada segundo ritos inspirados por uma mentalidade absolutamente anti-igualitária. 

Este fato não irrita, não provoca protestos, e, pelo contrário, é recebido com uma imensa onda de simpatia popular. O mundo inteiro festejou a coroação da soberana inglesa, quase como se as tradições que ela representa fossem um valor comum a todos os povos. De toda parte afluíram para Londres pessoas desejosas de se embevecer com espetáculo tão antimoderno. Diante de todos os aparelhos de televisão se aglomeraram — ávidos, sedentos de ver a cerimônia — homens, mulheres, crianças de todas as nações, falando todas as línguas. [...] 


Como explicar o frêmito de alegria, o renovar de esperanças de um porvir melhor, as manifestações apoteóticas, as aclamações sem fim dos dias da coroação? [...] 

Há na natureza humana uma tendência profunda, permanente, vigorosa, para o que é gala, honraria, distinção; e o igualitarismo hodierno comprime esta tendência, gerando uma nostalgia profunda, que explode sempre que para isto encontra uma ocasião. [...] 

Mas, dirá alguém, não seria conveniente modernizar todos estes símbolos, atualizar todas estas cerimônias? Por que conservar ritos, fórmulas, trajes do mais remoto passado? 

A pergunta é de um simplismo primário. Os ritos, as fórmulas, os trajes, para exprimirem situações, estados de espírito, circunstâncias realmente existentes, não podem ser criados ou reformados bruscamente e por decreto, mas sim gradualmente, lentamente, em geral imperceptivelmente, pela ação do costume.[...] 

Entretanto é preciso acrescentar que o simples fato de um rito ou símbolo ser muito antigo não é motivo para o abolir, mas antes para o conservar. O verdadeiro espírito tradicional não destrói por destruir. Pelo contrário, ele conserva tudo, e só destrói aquilo que há motivos reais e sérios para destruir. Pois a verdadeira tradição, se não é uma esclerose, uma fixação hirta no passado, ainda muito menos é uma negação constante deste. [...] 

Ora, foi precisamente com esta tradição que o mundo contemporâneo rompeu, para adotar um progresso nascido, não do desenvolvimento harmônico do passado, mas dos tumultos e dos abismos da Revolução Francesa. O que resultou num mundo nivelado, paupérrimo em símbolos, regras, maneiras, compostura, em tudo que signifique ordem e distinção no convívio humano. [...] 

O homem contemporâneo, ferido e maltratado em sua natureza por todo um teor de vida construído sobre abstrações, quimeras, teorias vácuas, nos dias da coroação se voltou embevecido, instantaneamente rejuvenescido e repousado, para a miragem deste passado tão diferente do terrível dia de hoje. Não tanto por nostalgia do passado quanto de certos princípios da ordem natural, que o passado respeitava e que o presente viola a todo momento. Eis, a nosso ver, a explicação mais profunda e mais real do entusiasmo que empolgou o mundo durante as festas da coroação”.