
A Adoração dos Pastores (detalhe) — Anton Raphael Mengs (1728-1779). Museu do Prado, Madri.
23 de dezembro de 2024
Divino Infante, um Rei, mas imensamente acessível
22 de dezembro de 2024
CRISTO É O ÚNICO SALVADOR
Em certos países, a política fecha os olhos à propaganda comunista, manifestando cegueira que confina a um tempo com a covardia de Pilatos e a ganância de Judas. Alguns lavam as mãos... Outros, com o beijo do Judas, traem a Igreja Católica, abandonando-a nas mãos de seus inimigos, tintas de sangue.
19 de dezembro de 2024
Triunfal peregrinação das relíquias de Santa Teresinha
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| Igreja Santa Teresinha, no tradicional bairro de Higienópolis da capital paulista, lotada de devotos na veneração às relíquias da santa carmelita. |
✅ Luis Dufaur
Em 20 de outubro 2024 uma bela urna com relíquias de Santa Teresinha do Menino Jesus (fêmur e ossos do pé) completou sua 4ª peregrinação pelo Brasil. Iniciada em 13 de janeiro deste ano, ela percorreu 70 cidades e numerosas igrejas, especialmente aquelas vinculadas ao Carmelo.
A abençoada urna passou os últimos dias da peregrinação na igreja dedicada a Santa Teresinha, situada à Rua Maranhão, no tradicional bairro de Higienópolis da capital paulista.
Essa romaria fez parte da comemoração dos 150 anos do nascimento da santa, ocorrido em 2 de janeiro de 1873; do centenário de sua beatificação, em 29 de abril de 1923, e de sua canonização em 17 de maio de 1925.
Essa urna é também conhecida como “Relicário do Centenário”, “Grão Relicário” ou “Relicário do Brasil”, porque foi confeccionada com doações de fiéis brasileiros ao Carmelo de Lisieux (França). É utilizada para as peregrinações internacionais.
Um segundo relicário permanece no Carmelo de Lisieux e é conhecido como “Urna do Brasil” e “Relicário Gótico”. Ele peregrina apenas na França, levando a relíquia de uma vértebra da santa.
Numa nave lateral da igreja do Carmelo de Lisieux encontra-se a estátua “reclinada” de Santa Teresinha no leito de morte, feita em 1920. Sob ela, colocadas numa primorosa caixa, estão mais algumas relíquias dos ossos. Conhecida como “Primeiro Relicário”, a confecção dessa caixa — realizada em Paris com pau-rosa, madeira amazônica nativa no Brasil — deveu-se também a uma coleta pública brasileira.
A imensa afluência de devotos implorando a sua intercessão para as necessidades crescentes e até angustiantes geradas pela crise moral e social que agita o Brasil, lotou diversas igrejas desde a chegada das relíquias ao Brasil até o momento da sua partida da igreja de Santa Teresinha na capital paulista, no final da tarde do dia 20 de outubro [foto no topo].
Como entender uma tão popular e enraizada devoção a uma santa francesa falecida no silêncio e no isolamento de um longínquo Carmelo na Normandia? Na realidade, entende-se bem à luz daquilo que a própria Santa confiou à sua irmã e mãe adotiva, a Madre Inês de Jesus: “Depois de minha morte, eu farei cair uma chuva de rosas”. E daquela frase famosa manifestando o desejo mais profundo que a animava no auge da agonia: “Eu quero passar meu Céu fazendo bem sobre a Terra”.
São desses bens espirituais que um número cada vez maior de pessoas mais tem necessidade e mais imploram.
Santa Teresinha, talvez a santa mais venerada pelos brasileiros, cumpre sua promessa também nos mostrando uma via superior para o Céu que todos podemos trilhar. É uma estrada real que pode levar aos altares não apenas uma ou outra alma, mas legiões inteiras delas que hoje gemem no abandono e talvez no estado de pecado.
* * *
Ó Santa Teresinha do Menino Jesus, após essa abençoada peregrinação de vossas relíquias pelo Brasil, lançai um olhar de compaixão sobre nós e fazei vossas as nossas intenções. Dizei por nós uma palavra junto à Virgem Imaculada que vos sorriu no amanhecer da vida e suplicai-Lhe que com seu tão grande poder sobre o Coração de Jesus, nos conceda a graça que tanto desejamos nesta hora. Que sua bênção nos fortifique durante toda a vida, nos defenda na hora da morte e nos conduza à bem-aventurança eterna!
13 de dezembro de 2024
MEDIANTE AS COISAS SIMBÓLICAS CHEGAMOS A DEUS
A consideração simbólica é uma verdadeira antevisão do Céu, onde somos chamados a contemplar Deus face a face. Nesta Terra somos chamados a vê-Lo nas coisas criadas, através dos símbolos chegamos a Ele.
Por esta razão, toda a vida da Idade Média era feita de cerimoniais e símbolos, pois o homem não é composto só de alma, mas também de corpo. Ele seria uma espécie de esqueleto sem carne se tivesse só a doutrina sem os símbolos.
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| Miniatura da investidura de
um cavaleiro, dos estatutos da “Ordem do Nó”, fundada em 1352 por Luís de Nápoles |
11 de dezembro de 2024
Nossa Senhora de Guadalupe e a defesa da família
Para este dia 12 de dezembro, festividade litúrgica de Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira principal da América Latina, segue um apelo do Cardeal americano Raymond Leo Burke, patrono da Ordem Soberana e Militar de Malta, Prefeito Emérito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica.
“Desejo convidar todos a invocar de modo particular a intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe. Ela foi-nos dada como Mãe da América. Ela é nossa Mãe. Ela é a Mãe de Jesus Nosso Senhor, mas nossa Mãe de modo muito particular. Apareceu em nosso continente em 1531 e mostrou-se protetora de toda vida humana. Rezemos muito especialmente sob sua intercessão, unindo nossos corações ao seu Coração Imaculado, para pedir o fim do aborto e de todos os ataques à família, especialmente o fim da promoção de uniões do mesmo sexo".(Cardeal Raymond Leo Burke)
7 de dezembro de 2024
IMACULADA CONCEIÇÃO DE NOSSA SENHORA
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| Pio IX proclama o dogma da Imaculada Conceição – Franceso Podesti (1800–1895), Museus Vaticanos. |
Há 170 anos era proclamado o dogma pelo Papa Pio IX.
Ó Maria concebida sem pecado! Rogai por nós que recorremos a vós!
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EXCERTOS DA BULA INEFFABILIS DEUS*
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| Papa Pio IX com a bula Ineffabilis Deus no altar neogótico de Maria na Catedral de Friburgo (Marmon, Sigmaringen, 1875). |
3 de dezembro de 2024
Sacralidade, pompa e majestade das celebrações de Natal na Roma de outrora
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O precioso escrínio de cristal que abriga as tábuas da manjedoura
na qual nasceu Jesus. Essa sagrada relíquia pode ser venerada na “Cripta da
Natividade”, também conhecida como “Cripta de Belém”, sob o altar-mor da
Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.
Grandiosas celebrações na Cidade Eterna em meados do século XIX, bem diversas das realizadas após os destrutivos vendavais soprados pelo progressismo dito católico
26 de novembro de 2024
Medalha Milagrosa para a Ucrânia em guerra
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| Miguel Angel Gutiérrez (na foto à direita). |
✅ Oscar Vidal
A fim de ajudar espiritualmente os ucranianos que combatem contra o invasor russo, Miguel Angel Gutiérrez, espanhol de Granada e membro da TFP italiana, da associação Luci sull’Est e da Federação Pro Europa Christiana, entrou no início de abril na Ucrânia levando consigo 50 mil unidades da Medalha Milagrosa de Nossa Senhora das Graças.
Na distribuição que fez delas, boa quantidade ele destinou a freiras que as costuraram nos coletes antibalísticos dos militares e civis que se alistaram para lutar pelo país, deixando-os especialmente protegidos [foto abaixo]. Essa Medalha Milagrosa é uma arma muito poderosa que a Santa Mãe de Deus nos concedeu para vencermos as dificuldades.
Assim, numa aparição a Santa Catarina Labouré em 27 de novembro de 1830, Ela assegurou: “Fazei cunhar uma medalha conforme este modelo. Todas as pessoas que a usarem ao pescoço receberão grandes graças. As graças serão abundantes para as pessoas que a levarem com confiança”.
Entidades religiosas ucranianas estão pedindo mais Medalhas para distribuição entre os devotos, e logo serão atendidas pelas três associações mencionadas.
Em entrevista no dia 5 de abril a Javier Navascués, do site espanhol Infocatólica, Miguel Angel declarou: “Como é difícil chegar às aldeias e às pequenas cidades da Ucrânia, enviamos 20 mil Medalhas para o Bispo Auxiliar de Lviv, Mons. Kava, que sendo um franciscano conventual, segue a espiritualidade de São Maximiliano Kolbe de difundir a Medalha Milagrosa. E 30 mil Medalhas distribuímos aos fiéis das igrejas de Lviv, especialmente onde se encontrava a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima.”
Ao ser perguntando se teve medo de entrar num país em guerra, bombardeado a todo instante, com os evidentes riscos, além do perigo de não conseguir retornar à Itália, onde reside, Miguel Angel afirmou:
“Quando recebi a mensagem de um amigo sacerdote, o Padre Paulo Vyskosky, missionário dos Oblatos de Maria Imaculada, de que ele e sua comunidade se dirigiam a Kiev para dar assistência espiritual e caritativa às pessoas afetadas, pensei que se tinham essa coragem e zelo pelas almas numa zona muito próxima da frente de batalha, mais uma razão para eu me armar com esta coragem.”
O que mais o impressionou nessa perigosa aventura “foi o quanto as pessoas ficavam agradecidas ao receber as Medalhas. Os católicos na Ucrânia sofreram perseguição e martírio durante décadas, a sua fé é muito profunda porque foi forjada no sangue. E saber que em outros países estão rezando por eles e que esta Medalha é o símbolo desta união na oração, deixou seus corações repletos de emoção. Deve-se dizer que as medalhas são muito bem cunhadas e feitas de bom metal, o que as torna ainda mais apreciáveis. Para Deus o melhor, como dizia São Francisco de Assis.”
Miguel Angel sentiu uma graça de, em meio à guerra, ser muito protegido pela Santíssima Virgem. “Encontrar um povo que está sofrendo os horrores da guerra e vê-los rezar com aquela profunda fé e confiança em Deus, por intermédio da Virgem Maria, de quem são muito devotos, fez-me refletir sobre como vivemos tão tibiamente nos nossos países ocidentais.” E deu um admirável exemplo: “A Virgem peregrina de Fátima encontrava-se na maior paróquia greco-católica do país. Todas as noites fazem uma procissão em torno da igreja, recitando o terço. Quando as sirenes antiaéreas soam, a procissão não é suspensa... continua nos subterrâneos da igreja.”
Com uma nota de muita esperança, o corajoso granadino disse que “os bispos ucranianos viram muito claramente que com a conversão do coração dos homens os problemas se resolvem. Se não houver conversão, o pecado continuará a produzir males maiores. Foi por isso que, em Fátima, Nossa Senhora pediu a consagração da Rússia, e também penitência e conversão. Esta foi a forma que nos indicou para que pudéssemos ver o quanto antes o triunfo do Seu Coração Imaculado.”
18 de novembro de 2024
Magnata húngaro — Reluzimento da Ásia com a categoria do Ocidente
8 de novembro de 2024
SÃO JOÃO DE LATRÃO — Basílica Mater da Cristandade 17 séculos de História
No calendário litúrgico da Igreja Católica, a festa da “Dedicação da Basílica de São João de Latrão” é celebrada no dia 9 de novembro de cada ano. Nesse dia, em 324, a Basílica foi dedicada pelo Papa São Silvestre I ao Santíssimo Salvador.
✅ Paulo Roberto Campos
Fonte: Revista Catolicismo, Nº 887, novembro/2024
Ela é a mais antiga igreja do Ocidente, a mais importante entre as seis basílicas papais do mundo e as quatro basílicas maiores da Cidade Eterna (a de São Pedro, Santa Maria Maior, São Paulo Fora dos Muros e São João de Latrão). Denomina-se Arquibasílica por estar acima de todas as demais, inclusive da Basílica de São Pedro.
Situada perto do Monte Célio (Collis Caelius), uma das Sete Colinas de Roma, a Arquibasílica tem o título de Mater et Caput — Mãe e Cabeça de Todas as Igrejas. É a Sé Episcopal oficial do Bispo de Roma, que é o Papa, também Catedral de todos os Bispos e de toda a Diocese da capital italiana.
Duas lápides, uma de cada lado do seu pórtico principal, registram a
mesma inscrição em latim [foto acima] Sacrosancta
Lateranensis Ecclesia omnium Urbis et Orbis Eecclesiarum Mater et Caput (“Santíssima Igreja de Latrão, Mãe e Cabeça
de todas as Igrejas da Cidade e do Mundo”).
Conversão de Constantino I na origem da Arquibasílica
Flávio Valério Constantino (272-337), conhecido como
Constantino, o Grande, foi o primeiro Imperador convertido ao Cristianismo.
Episódio histórico que se passou após ele ter vencido o usurpador Imperador
Maxêncio em Saxa Rubra na Via Flamínia, na
Batalha de Ponte Mílvia (perto de Roma), em 28 de outubro de 312.
No extremo esquerdo do pórtico,
encontra-se uma estátua do
Imperador Constantino
Na véspera da batalha, Constantino,
então politeísta, viu no céu um milagroso símbolo: um anjo com uma cruz e a
inscrição In hoc signo vinces (com este sinal vencerás). Constantino
prontamente mandou pintar esse sinal nos escudos de seus soldados. De fato, com
o símbolo da cruz, ele saiu vitorioso e convertido ao Cristianismo.
Com sua conversão, o Imperador proclamou o Edito de
Milão (313), concedendo liberdade de culto aos cristãos de todo o Império
Romano. Logo que ele entrou triunfalmente em Roma, manifestou seu grande desejo
de encontrar algum lugar para ser dedicado ao culto cristão da Igreja nascente.
O que ele encontrou numa propriedade na região “dos Latrão” e a doou ao Papa
Melquíades (311-314). Ali foi construída uma igreja primitiva com muitos traços
semelhantes à atual.

A fachada lateral da Basílica, com a Loggia delle Benedizioni, construída em conjunto com o adjacente Palazzo del Laterano por Domenico Fontana [Foto PRC]
Construída sobre as ruínas do antigo quartel da
Guarda Imperial de Cavalaria, seu nome deriva do Palácio Laterani, pertencente à família dos Lateranos, funcionários
categorizados de vários imperadores. Um deles foi o cônsul Pláuxio Laterano,
famoso por ter conspirado contra o imperador Nero (54-68). Condenado à morte,
seus bens foram confiscados e passados para o Tesouro Imperial no ano de 65.
Posteriormente, dois
séculos e meio depois, passou a ser propriedade de Flávia Máxima Fausta (289-326),
filha do ex-imperador Maximiano, segunda esposa do Imperador Constantino. Foi
por recomendação de sua mãe, a Imperatriz Santa Helena (246–330), que
Constantino doou a propriedade à Igreja.
Entre diversos atos históricos, coroações de Papas e Imperadores
Em homenagem ao Santíssimo Salvador, a Basílica
“constantiniana” foi consagrada e inaugurada pelo Papa São Silvestre I (314-335),
na presença do Imperador, em 9 de novembro de 324. Desde então passou a ser
residência dos Romanos Pontífices até 1304, quando houve a mudança para Avignon
(um feudo papal na França). No retorno a Roma, em 1377, a Basílica
encontrava-se muito abandonada e deteriorada, mas, após uma grande reforma e
ampliação, voltou a ser residência dos Papas. Assim continuou até o século XIX,
quando houve a mudança para o Palácio do Vaticano.
Na Basílica de Latrão,
a imagem de São João Batista [Foto PRC]
Neste mês, essa histórica Basílica de São João de Latrão — que remonta aos tempos finais da era das grandes perseguições aos cristãos, a “Era dos Mártires”— completa exatamente 1700 anos. Basílica tão provecta que quando o Brasil foi descoberto ela já tinha bem mais de 1000 anos...
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| Nave central da Basílica de São João Latrão [Foto PRC] |
Dentro dos muros dessa Basílica “realizaram-se duzentos e cinquenta Concílios, cinco dos quais ecumênicos [1123, 1139, 1179, 1215, 1512], incluindo o IV de Latrão, em 1215, considerado pelos historiadores como o mais importante de toda a Idade Média, por ter como único objetivo garantir uma sociedade cristã universal”.1
Também entre aqueles sacrossantos muros
transcorreram coroações de Papas e Imperadores; ali foi batizado o Imperador
Carlos Magno, em 774; audiências com reis e rainhas; assinaturas de históricos
documentos, como os Pactos de Latrão, em 11 de fevereiro de 1929, entre o Reino
da Itália e a Santa Sé.

Claustro medieval anexado à Basílica de Latrão [Foto PRC]
Homenagem
aos Santos João Batista e João Evangelista
Foi somente no século IX, no Pontificado de Sérgio
III, que a Basílica foi dedicada a São João Batista (nome do antigo
batistério), e, finalmente, no século XII, o Papa Lúcio II incluiu também o
nome de São João Evangelista. Donde ser mais conhecida como São João de Latrão
— em italiano, San Giovanni in Laterano.
Gravada no alto de sua imponente fachada, lemos a inscrição em latim: “CLEMENS XII PONT MAX ANNO V CHRISTO SALVATORI IN HON SS IOAN BAPT ET EVANG” [foto acima]. O texto, muito abreviado, pode ser traduzido como “Papa Clemente XII, no quinto ano de seu pontificado [1735], dedicou este edifício a Cristo, o Salvador, em homenagem aos Santos João Batista e João Evangelista”.2
Na mesma fachada, na laje entre o primeiro e o segundo pavimento, também está gravada outra inscrição latina:
“DOGMATE PAPALI DATVR AC SIMVL IMPERIALI QVOD SIM CVNCTARVM MATER
CAPVT ECCLESIARUM HINC SALVATORIS CQELESTIA REGNA DATORIS NOMINE SANCXERVNT CVM
CVNCTA PERACTA FVERVNT SIC NOS EX TOTO CONVERSI SVPPLICE VOTO NOSTRA QVOD HEC
AEDES TIBI XPiCte SIT INCLITA SEDES” (“Por
decreto papal e também por decreto imperial é concedido que eu seja a mãe e
cabeça de todas as igrejas. Doravante, depois que tudo foi concluído, eles
consagraram este reino celestial com o nome do Salvador e Criador. Assim, nós
fomos persuadidos totalmente pela humilde oração de que este nosso célebre
templo seja seu lar, Cristo.”
Parte superior
da fachada

Relicário com fragmento da Mesa da Última Ceia de Jesus com os Apóstolos [Foto PRC]
Imenso e precioso relicário de sacrossantas relíquias
A Basílica é também um preciosíssimo escrínio para
várias relíquias sagradas, como um pedaço da Mesa da Última Ceia de Jesus com
os Apóstolos [foto acima]; os relicários de prata com as cabeças de São Pedro e São Paulo [foto ao lado];
um fragmento do manto de Jesus que fora disputado pelos soldados de Pôncio
Pilatos; uma lasca de um altar de madeira no qual São Pedro celebrou, e o copo
utilizado por São João Evangelista com o veneno que ele bebeu, mas
milagrosamente não lhe causou mal algum. Ela é também o lugar onde 22 Papas
foram sepultados.
[Foto PRC]

O altar-mor e o
cibório gótico do século XIV.
A relíquia do altar-mor de madeira original
Ao longo dos séculos, a Basílica foi algumas vezes
saqueada, muitas de suas obras de arte e outros bens preciosos roubados, como
fizeram os visigodos de Alarico no saque de Roma (410), e os vândalos de Genserico (455), quando despojaram a Basílica
de todos os seus tesouros.
Parcialmente destruída por terremotos, sofreu danos
também devido a alguns incêndios. Mas para suas diversas reformas, restaurações
e ampliações, recebera tantas doações que foi chamada de “Basílica Dourada”.
Foi durante o pontificado do Papa Clemente XII (1730-1740) que se conclui sua
última restauração. O que corresponde à esplendorosa Basílica que hoje
contemplamos em Roma. Vale uma viagem só para visitá-la...
* * *
Com essas semi-destruições e grandes restaurações na Basílica, passando por períodos de abandono e outros de glória, por perseguições e esplendores, ora atravessando os vales da miséria, ora no mais alto das montanhas da glória, essa Basílica constantiniana, sagrada e fabulosa joia da Cristandade, é bem o símbolo do triunfo final da Santa Igreja Católica Apostólica Romana.
Bento XIII preside o Sínodo Romano de 1725 na Basílica de São João de Latrão – Pier Leone Ghezzi (1674 - 1755). Museu de Arte de Carolina do Norte, EUA.Ela nasceu do sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo,
sofreu em seus primórdios terríveis perseguições, mas venceu o mundo pagão.
Quando tudo parecia perdido, a Providência converte um Imperador Romano e tudo
começa a florescer. A Cristandade atingiu seu apogeu nos esplendores sacrais da
Idade Média, com seus grandes santos e magníficos monumentos góticos, mas hoje
parece ter voltado aos “vales da miséria”. Entretanto sabemos que, assim como
Nosso Senhor foi morto, mas ressuscitou, a Santa Igreja triunfará com o Reinado
do Imaculado Coração de Maria!
A basílica numa gravura publicada em 1864
____________
Notas:
2.https://it.wikipedia.org/wiki/Basilica_di_San_Giovanni_in_Laterano
Referências:
·
Guide
de Tourisme Michelin, Rome, Le Guide Verd
Rome, Michelin et Cie, Propriétaires-Éditeurs, 1984, pp. 133-140.
·
http://www.vatican.va/various/basiliche/san_giovanni/it/basilica/storia.htm
·
https://it.wikipedia.org/wiki/Basilica_di_San_Giovanni_in_Laterano

































