A Batalha de Rocroi – François Joseph Heim (1834). Galeria de Batalhas, Palácio de Versalhes (França).
✅ Plinio Corrêa de Oliveira
A Batalha de Rocroi – François Joseph Heim (1834). Galeria de Batalhas, Palácio de Versalhes (França).
✅ Plinio Corrêa de Oliveira
Oh Madre mía de Guadalupe, que para Tí no hay imposibles! A Tu Corazón todo magnanimidad y dulzura, he confiado un manojito de imposibles, que bien conoces y que realmente son superiores a mis fuerzas. Problemas insolubles, dificultades insuperables, penas sin humano remedio que me torturan espantosamente, aquí están Madre mia, para que Tu hagas el imposible de que se remedien... Muestra la grandeza de Tu amor y Tu poder superando estos imposibles.Los traigo a Tus plantas, en la confianza, con la plena seguridad de que los remediarás porque por Tu propia dignación y por el compromiso que Tu Corazón quiso contraer en favor nuestro, esos imposibles dejarán de serlo. Sí, dejarán de serlo al influjo irresistible de Tu Bondad. Es imposible que Tu no venzas los imposibles.Amén
Ó minha Mãe de Guadalupe, para quem não existem impossíveis! Ao vosso Coração, pleno de magnanimidade e doçura, confio um buquê (um punhado) de impossíveis, que bem conheceis e que realmente superam as minhas forças. Problemas insolúveis, dificuldades intransponíveis, penas sem remédio humano que me torturam espantosamente: aqui estão, minha Mãe, para que realizeis o impossível de vê-los remediados... Mostrai a grandeza do vosso amor e do vosso poder, superando esses impossíveis.Eu os trago aos vossos pés, na confiança, com plena segurança de que os remediareis, porque, por vossa própria grandeza e pelo compromisso que Vosso Coração quis assumir em nosso favor, esses impossíveis deixarão de sê-lo. Sim, deixarão de sê-lo sob o influxo irresistível de vossa Bondade. É impossível que Vós não vençais os impossíveis.Amém!
“Ao definir o dogma da Imaculada Conceição, o Papa Pio IX despertou em todo o orbe civilizado repercussões ao mesmo tempo díspares e profundas.De um lado, em grande parte dos fiéis, a definição do dogma suscitou um entusiasmo imenso. Ver um Vigário de Jesus Cristo erguer-se na plenitude e na majestade de seu poder, para proclamar um dogma em pleno século XIX, era presenciar um desafio admiravelmente sobranceiro e arrojado ao ceticismo triunfante, que já então corroía até as entranhas a civilização ocidental.Acresce que esse dogma era marial. Ora, o liberalismo, outra praga do século XIX, tende por sua própria natureza ao interconfessionalismo, à afirmação de tudo o que as várias religiões têm em comum (o que em última análise se reduz a um vago deísmo), e a uma subestimação, quando não a uma formal rejeição de tudo quanto as separa.Assim, a proclamação de um novo dogma mariano — precisamente como ocorreu em alguns arraiais com a definição recente da Assunção — se afigurava aos interconfessionalistas ocultos ou declarados de 1854 uma séria e inesperada barreira para a realização de seus desígnios.Mais ainda, o novo dogma, em si mesmo considerado, chocava a fundo o espírito essencialmente igualitário da Revolução que, a partir de 1789, reinava despoticamente no Ocidente. Ver uma simples criatura de tal maneira elevada sobre todas as outras, por um privilégio inestimável, concedido no primeiro instante de seu ser, é coisa que não podia nem pode deixar de doer aos filhos da Revolução que proclamava a igualdade absoluta entre os homens como o princípio de toda ordem, de toda justiça e de todo bem.Aos não-católicos, como aos católicos mais ou menos infectados do espírito de 1789 [ano da Revolução Francesa], doía-lhes aceitar que Deus tivesse instalado com tanto realce, na Criação, um elemento de tão caracterizada desigualdade.Por fim, a própria natureza do privilégio [de Nossa Senhora como “Imaculada Conceição”] é antipática para espíritos liberais. Se alguém admite o pecado original com toda a sequela de desregramentos da alma e misérias do corpo que ele acarretou, há de aceitar que o homem precisa de uma autoridade, a cujo império tem de viver sujeito.Ora, a definição da Imaculada Conceição implicava numa reafirmação implícita do ensinamento da Igreja a este respeito.Todavia, por mais que tudo isto seja, não estava só nisto o que ousaríamos chamar o sal do glorioso acontecimento da definição do dogma. É impossível pensar na Virgem Imaculada sem ao mesmo tempo lembrar a serpente cuja cabeça Ela esmagou triunfal e definitivamente com o calcanhar. O espírito revolucionário é o próprio espírito do demônio, e seria impossível, para uma pessoa de fé, não reconhecer a parte que o demônio tem no aparecimento e na propagação dos erros da Revolução, desde a catástrofe religiosa do século XVI até a catástrofe política do século XVIII e tudo quanto a esta se seguiu.Ora, ver assim afirmado o triunfo de sua máxima, de sua invariável, de sua inflexível inimiga, era, para o poder das trevas, a mais horrível das humilhações.De onde um concerto de vozes humanas e rugidos satânicos por todo o mundo, semelhante a uma imensa e fragorosa tempestade.Ver que contra essa tempestade de paixões inconfessáveis, de ódios ameaçadores, de desesperos furiosos, se erguia só, e intrépida, a figura majestosa do Vigário de Cristo, desarmada de todos os recursos da Terra e fiada apenas no auxílio do Céu, era fonte, para os verdadeiros católicos, de um júbilo igual ao que sentiram os Apóstolos vendo erguer-se, na tempestade desencadeada sobre o Lago de Genesareth, a figura divinamente varonil do Salvador, a comandar soberanamente os ventos e os mares: ‘venti et mare oboediunt ei’ (Quem é este homem a quem até os ventos e o mar obedecem? - Mt. 8, 27)”.
O Criador de todas as coisas, Deus sapientíssimo e de
imensa bondade, que gozava de plena liberdade para determinar o modo e o meio
pelos quais se realizaria, por Ele mesmo, a libertação do gênero humano, desde
toda a eternidade estabeleceu, por um único e mesmo decreto, a Encarnação da
Sabedoria divina e a predestinação da Bem-Aventurada Virgem, da qual o Verbo
feito carne haveria de nascer, na plenitude dos tempos (cf. Gl 4,4).
Ora, como as Sagradas Escrituras, de modo explícito ou
implícito, nos apresentam Maria unida a Jesus por um vínculo estreitíssimo e
indissolúvel — desde o anúncio profético (cf. Gn 3,15; Is 7,14; Mt 1,23) e a
concepção virginal (cf. Mt 1,18-25; Lc 1,26-38) — é plenamente coerente que a
Igreja, assistida pelo Espírito Santo e guiada com segurança para compreender e
perceber com clareza tudo quanto nas fontes sagradas se encontra velado ou
apenas implicitamente contido (cf. Jo 14,26), e preservada do erro (cf. Mt
16,18; 28,18-20; Jo 14,16; 15,20), ao ilustrar os mistérios do divino Redentor,
também traga à luz, de modo mais claro, o mistério da Mãe de Deus.
Esta Mãe amorosa, que “cooperou pela caridade para que
na Igreja nascessem os fiéis”, é não só o membro “supereminente” e
absolutamente singular da Igreja, mas também o seu modelo e, ainda mais, sua
Mãe.
Por isso, o Santo Sínodo, depois de ter tratado do
Corpo Místico de Cristo, permanecendo fiel aos documentos anteriores do
Magistério vivo da Igreja, único intérprete autêntico do depósito revelado,
julga oportuno expor sumariamente o lugar que a Mãe de Deus e dos homens ocupa
na Igreja, os privilégios com que seu Filho a enriqueceu, e os deveres que nos
cabem para com tão sublime criatura — a fim de que o saber e a piedade marianos
floresçam reta e plenamente, e se afastem opiniões preconcebidas sobre este
tema.
Como, pois, o Verbo do eterno Pai quis assumir a
natureza humana de uma mulher, para que, assim como por uma mulher veio a
morte, também por uma mulher nos viesse a vida, e para que a libertação fosse
obra de ambos os sexos, Ele não realizou tal desígnio antes que a aceitação
livre da mãe designada, redimida de modo mais sublime em previsão dos méritos
de Cristo, fosse obtida (cf. Lc 1,38); de modo que o Filho de Deus, pela
Encarnação, se tornasse também Filho dela, novo Adão e Salvador do mundo.
Por este consentimento, Maria, filha de Adão,
tornou-se não só mãe de Jesus, único Mediador e Redentor divino, mas também,
com Ele e sob Ele, associou a sua ação à realização da redenção do gênero
humano. Esse consentimento salvífico da Mãe de Deus — e, portanto, sua
cooperação na obra redentora — perdurou desde a concepção virginal de Jesus
Cristo até a sua morte; e brilhou de modo particular quando, junto à cruz, por
desígnio divino, permaneceu de pé (cf. Jo 19,25), compadecendo-se profundamente
com o seu Unigênito, oferecendo-O, com Ele e por Ele, com ânimo magnânimo, como
preço da nossa redenção, e sendo, enfim, pelo mesmo Cristo Jesus moribundo,
dada como mãe ao gênero humano (cf. Jo 19,26-27).
E, como o mistério da redenção humana não se
completaria antes da vinda do Espírito Santo prometido por Cristo no dia de
Pentecostes, contemplamos Maria perseverando em oração com os Apóstolos no
Cenáculo (cf. At 1,14), implorando com suas preces a efusão do Espírito.
Assim, sendo a Bem-Aventurada Virgem predestinada
desde a eternidade para ser Mãe de Deus e dos homens, e tendo sido disposta
pela divina Providência a ser nesta terra a generosa companheira do Cristo sofredor
na aquisição da graça para os homens, é com razão e justiça saudada como
administradora e dispensadora das graças celestes.
Segue-se, pois, que Maria, que cooperou na formação do
Corpo Místico de Cristo e que, assumida ao Céu e constituída Rainha pelo
Senhor, manifesta para com todos os homens um coração maternal, obtém, por meio
de seu Filho, uma primazia sobre todos; e por isso não está, como alguns dizem,
“na periferia”, mas no próprio “centro” da Igreja, sob Cristo.
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| Virgem da Misericórdia – Jean Miraillet (por volta de 1444). Capela da Misericórdia, da Arquiconfradia dos Penitentes Negros de Nice |
Como na cooperação da Mãe de Deus com Cristo — nova
Eva com o novo Adão — na obra da redenção humana, os múltiplos e variados
títulos com que o Magistério da Igreja, a venerável Tradição e o piedoso
sentimento dos fiéis costumam saudar a Bem-Aventurada Virgem se apoiam em
fundamento, raiz e princípio sólidos, seria impiedade afirmar que tais títulos,
no sentido em que a Igreja os entende, são vãos ou contrários às Escrituras.
Assim, não sem motivo a Igreja chama a Bem-Aventurada
Virgem “Medianeira de todas as graças”.
Pois se, ainda nesta terra, o Apóstolo São Paulo se lembrava continuamente dos
fiéis em suas orações e pedia com insistência o auxílio das preces deles,
quanto mais convém e é proveitoso que nos recomendemos às preces e intercessão
da Bem-Aventurada Virgem Maria.
Ela, com efeito, está unida a Deus e a Cristo, Filho
de Deus e seu Filho, mais estreita e intimamente que qualquer outra criatura
pura, de modo que lhe é absolutamente próprio; ama a Deus mais ardentemente do
que qualquer criatura, e por Ele é amada de modo singular; como mãe do Salvador
(cf. Lc 1,31), experimentou, ao ver sua alma transpassada (cf. Lc 2,35) sob a
cruz do Filho moribundo pela salvação de todos (cf. Jo 19,25-27), o amor de
Deus no amor pelos homens em seu ponto mais alto.
Sustentada por tantos e tão grandes títulos, intercede
continuamente por nós diante de Deus e de Cristo com seu amor maternal; e,
porque sua intercessão deriva toda a sua eficácia do sacrifício cruento de seu
bendito Filho, esta mediação de Maria de modo algum faz com que cesse de haver
um só Mediador entre Deus e os homens — o homem Cristo Jesus (cf. 1Tm 2,5) —,
assim como da bondade de Deus não se segue que Ele deixe de ser o único e
absoluto autor de todo bem (cf. Mt 19,17; Rm 2,4).
Embora, entre os mediadores subordinados de que o
sapientíssimo Deus quis servir-se na economia da nossa salvação, não se possa
conceber nenhum que tenha cooperado ou venha a cooperar com tanto poder para
reconciliar os homens com Deus como a Mãe de Deus, é sempre verdade que também
ela depende totalmente de Cristo e lhe está subordinada, tanto na sua
predestinação e santidade quanto em todos os seus dons.
Portanto, sendo esta humilde “Serva do Senhor”, a quem
“o Todo-Poderoso fez grandes coisas” (cf. Lc 1,49), chamada “Medianeira de
todas as graças” por ter sido associada a Cristo na sua aquisição, e invocada
pela Igreja como nossa Advogada e Mãe de misericórdia, pois, unida no Céu ao
Cristo glorioso, intercede por todos, segue-se que, em toda comunicação de
graça aos homens, está presente a caridade maternal da Bem-Aventurada Virgem; e
de modo algum se obscurece nem se diminui a mediação única do nosso Mediador,
segundo o sentido absoluto das palavras do Apóstolo (1Tm 2,5): “Um só é Deus,
um só também o mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus”; pelo
contrário, a mediação de Cristo é exaltada e honrada.
Maria, com efeito, é medianeira em Cristo; e sua
mediação não provém de necessidade alguma, mas do beneplácito divino e da
superabundância e eficácia dos méritos de Jesus: ela se apoia na mediação de
Cristo, dela depende inteiramente e dela tira toda a sua força.
Por isso, o Santo Sínodo exorta com empenho os
teólogos e pregadores da Palavra de Deus a que, cultivando diligentemente o
estudo da Sagrada Escritura e dos Santos Padres segundo o sentido do Magistério
da Igreja, procurem colocar na verdadeira luz os ofícios e funções da
Bem-Aventurada Virgem, em conexão com os outros dogmas, sobretudo com os que se
referem a Cristo, que é o centro de toda a verdade, santidade e piedade.
Neste trabalho, guarde-se sempre o que se chama
“analogia”, ou seja, uma semelhança dissemelhante, toda vez que se predica de
Cristo e da Virgem Maria um mesmo nome ou ofício; pois de modo algum a Mãe de
Deus pode ser equiparada a Cristo.
A Virgem Maria, amada de modo inefável por Deus, foi
adornada de privilégios absolutamente singulares: admirável no seu nascimento,
pela Imaculada Conceição; admirável na sua vida, por ter permanecido livre de
toda culpa pessoal e ter sido ao mesmo tempo mãe e sempre virgem, de mente e
corpo; admirável, enfim, no seu trânsito, pois — segundo antiga e venerável
tradição — embora tenha sofrido a morte temporal para se assemelhar mais
plenamente ao seu Filho, não pôde, contudo, ser retida pelos laços da morte,
sendo assunta ao Céu em corpo e alma, gloriosamente.
Tais privilégios singulares e outras graças
provenientes de Cristo Redentor redundam em sua honra, de modo que não podemos
contemplar as excelsas dádivas da Mãe sem admirar e celebrar a divindade, a
bondade, o amor e a onipotência do Filho.
Assim como a injúria feita à mãe atinge o filho,
também a glória da mãe redunda em glória do filho. Portanto, dado que Maria
teve uma união singular com seu Filho, convinha que, em previsão dos méritos do
perfeitíssimo Redentor — autor de toda santidade, que veio ao mundo para
destruir o pecado —, fosse preservada imune de toda mancha do pecado original
desde o primeiro instante de sua concepção, e ornada de graças e dons muito
acima de todos os espíritos angélicos e de todos os santos, para que,
verdadeiramente, como Mãe de Deus, Filha do Pai e Santuário do Espírito Santo,
superasse em dignidade todas as criaturas.
Convinha também plenamente que o Filho, que amou sua
Mãe com particular afeto, e quis que a integridade corporal dela permanecesse
incorrupta e inviolada no próprio parto, para que “permanecendo a glória da
virgindade, derramasse sobre o mundo a luz eterna”, não permitisse que aquele
santíssimo corpo virginal — augusto tabernáculo do Verbo divino, templo de
Deus, todo santo e todo puro — fosse reduzido ao pó.
Como à Bem-Aventurada Virgem compete uma excelência singular,
sendo saudada pelo Arcanjo mensageiro de Deus como “cheia de graça” (Lc 1,28) e
por Isabel, cheia do Espírito Santo, como “bendita entre as mulheres” (cf. Lc
1,42), nada admira que, como ela mesma profetizou — “todas as gerações me
chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48) —, seja proclamada, venerada, amada e
invocada como “bem-aventurada” por todos os povos e em todos os ritos, com
louvores que, através dos séculos, crescem continuamente; sendo proposta como
exemplo para imitação.
E está muito longe de ser verdade que esse culto
singular prestado a Maria diminua o culto divino de latria — a adoração devida
ao Verbo encarnado, assim como ao Pai e ao Espírito Santo; pelo contrário,
muito o favorece.
As várias formas de piedade mariana aprovadas pela
Igreja — dentro dos limites da sã e ortodoxa doutrina, segundo as condições dos
tempos, lugares e índole dos fiéis — têm por fim que, ao se honrar a Mãe, o
Filho, em quem aprouve ao Pai que habitasse toda a plenitude (cf. Cl 1,19),
seja conhecido, amado, glorificado, e que seus mandamentos sejam observados; e
assim, por Cristo, que é “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6), os homens
sejam conduzidos ao pleno conhecimento e adoração do único e trino Deus.
Esta doutrina sã e católica o Santo Sínodo ensina
deliberada e firmemente, advertindo ao mesmo tempo os Bispos que zelem
diligentemente para que teólogos e pregadores da Palavra divina evitem tanto
toda falsa exaltação quanto excessiva estreiteza de mente ao considerarem a
dignidade singular da Mãe de Deus.
Lembrem-se também os fiéis de ambos os sexos de que a
verdadeira devoção não consiste em um sentimento passageiro, e rejeitem toda vã
credulidade; antes, mantenham firmemente que a devoção procede da verdadeira
fé, pela qual somos levados à imitação das virtudes da Bem-Aventurada Virgem,
que foi “a serva do Senhor” (Lc 1,38), humildíssima e obedientíssima, que
guardou fielmente, “meditando em seu coração” (Lc 2,19), tudo o que dizia
respeito ao Verbo encarnado (cf. Lc 2,51), e foi proclamada bem-aventurada “porque
acreditou” (cf. Lc 1,45).
De nada teria aproveitado a Maria a proximidade física
com Cristo, “se não o tivesse trazido mais felizmente no coração do que no
seio”.
Com a devida honra e reverência com que os irmãos
separados — especialmente os Orientais, movidos por um impulso fervoroso de
venerar de modo peculiar a Mãe de Deus — tratam a Mãe do Senhor e Salvador
nosso, alegra-se e consola-se grandemente o Santo Sínodo.
Por isso, é manifesto que se atribui injusta e
falsamente à Igreja católica o culto à Mãe de Deus, como se daí se subtraísse
algo da adoração devida somente a Deus e a Jesus Cristo.

As Bodas de Caná – Gerard David (1460-1523). Museu do Louvre, Paris
Maria, Mãe e Virgem Santíssima que no Calvário teve
confiada ao seu coração materno toda a humanidade, deseja ardentemente que não
só aqueles que receberam um só batismo e são conduzidos por um só Espírito, mas
também os que ainda ignoram ter sido redimidos por Cristo Jesus, estejam
unidos, tanto com o divino Salvador quanto entre si, pela mesma fé e caridade.
Por isso, o Santo Sínodo confia e espera firmemente
que esta Mãe de Deus e dos homens — que intercedeu (cf. Jo 2,3) para que o
Verbo encarnado realizasse em Caná da Galileia o seu primeiro sinal, pelo qual
seus discípulos creram nele (cf. Jo 2,11), e que esteve presente ao lado da
Igreja nascente — obtenha de Deus, com seu patrocínio, que finalmente todos se
reúnam num só rebanho sob um só Pastor (cf. Jo 10,16).
Exorta, pois, a todos os fiéis de Cristo que dirijam
insistentes preces e súplicas a esta Protetora da unidade e Auxiliadora dos
cristãos, para que, por sua intercessão, seu divino Filho reúna todas as
famílias das nações — e especialmente aqueles que se gloriam do nome cristão —
num só povo de Deus, que reconheça com amor, como comum Pastor, o Vigário de
Cristo na terra, Sucessor do bem-aventurado Pedro, aquele que, no Concílio de
Éfeso — onde foi solenemente definido o dogma da maternidade divina —, os
Padres, com aplauso unânime, justamente saudaram como “Guarda da fé”.
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Fonte: Revista Catolicismo, Nº 900, Dezembro/2025
O século XIX e o início do século XX assistiram a um extraordinário
florescimento da devoção mariana e dos estudos teológicos sobre Nossa Senhora.
Tal impulso foi estimulado pela proclamação do dogma da Imaculada Conceição
(1854), pelas aparições de Lourdes (1858) e de Fátima (1917), e pela
redescoberta do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem de São
Luís Maria Grignion de Montfort.
Esses acontecimentos reacenderam na Igreja o
desejo ardente de que fosse proclamado um novo dogma, reconhecendo o papel
eminente da Mãe de Deus na obra da Redenção.
Já em 1913, o Cardeal Désiré-Joseph Mercier,
arcebispo de Malines-Bruxelas, juntamente com todo o episcopado belga, dirigiu
a São Pio X um pedido de definição dogmática sobre a Mediação Universal da
Santíssima Virgem Maria na distribuição das graças. 
Cardeal Désiré-Joseph Mercier,
arcebispo de Malines-Bruxelas
A eclosão da Primeira Guerra Mundial e o
falecimento do Pontífice interromperam, porém, essa iniciativa. Renovado o
pedido sob o pontificado de Pio XI, este concedeu em 1922 à Igreja da Bélgica o
privilégio de celebrar a Missa e o Ofício em honra de Maria Medianeira.
Mais tarde, Pio XII — que via na crescente
devoção à Mãe de Deus “o mais encorajador
sinal dos tempos” — proclamou o dogma da Assunção de Nossa Senhora (1950),
o que suscitou novos e numerosos pedidos à Santa Sé para a definição dos dogmas
da Corredenção e da Mediação Universal. Entretanto, a morte do Papa interrompeu
o curso dessas esperanças.
Quando João XXIII convocou o Concílio Vaticano
II, o então Secretário de Estado, Cardeal Domenico Tardini, enviou a todos os
bispos, superiores religiosos e universidades católicas um questionário,
pedindo-lhes que manifestassem seus vota (desejos) sobre os temas a
tratar na futura assembleia. A maioria dos prelados expressou o anseio por uma
reforma moderada da Igreja, fiel à tradição, pela condenação dos erros modernos
— sobretudo o comunismo — e, de modo particular, por novas definições
doutrinais relativas à Santíssima Virgem Maria.
Os bispos italianos, majoritários no episcopado
mundial, solicitaram que o Concílio proclamasse o dogma da “Mediação Universal
da Bem-aventurada Virgem Maria”, pedido que encontrou eco também em parte
significativa do episcopado francês. No Brasil, segundo o Pe. José Oscar
Beozzo, o pedido mais frequente nos vota dos bispos era justamente o de
que o Concílio definisse a doutrina ou o dogma da Mediação Universal de Nossa
Senhora.
Atendendo a essa expectativa, a Comissão
Preparatória criou um grupo de trabalho encarregado de redigir um esquema
conciliar sobre a Beatíssima Virgem Maria. O texto foi elaborado principalmente
por dois eminentes mariólogos: o Pe. Carlo Balić, presidente da Pontifícia Academia Mariana Internacional,
e o Pe. Gabriele Maria Roschini, fundador e reitor da Pontifícia Faculdade Teológica Marianum.
O esquema, intitulado Schema Constitutionis Dogmaticae de Beata Maria
Virgine Matre Ecclesiae, empregava explicitamente o termo “Corredentora”. Uma
subcomissão, contudo, suprimiu a expressão na versão final, ainda que
reconhecendo ser “em si mesma veríssima”,
por temor de interpretações desfavoráveis por parte dos “irmãos separados”.
A possibilidade de aprovação do texto encontrou
forte resistência nos meios teológicos progressistas. O dominicano Yves Congar
registrou em seu diário que “o drama que
acompanhou toda [sua] vida” era “a
necessidade de lutar contra uma mariologia que não procede da Revelação, mas
que tem o apoio de textos pontifícios”. O jovem Pe. René Laurentin, por sua
vez, afirmava ser necessário “purificar” a exaltação mariana então
predominante. Essa corrente “minimalista”, como a denominou o Pe. Roschini,
tendia a reduzir o papel de Maria, identificando-a com a própria Igreja e considerando-a
apenas prima inter pares, “a primeira entre iguais”, dentro do Corpo
Místico de Cristo.
O Schema de Beata Maria Virgine Mater
Ecclesiae foi enviado aos Padres conciliares em maio de 1963, entre a
primeira e a segunda sessões conciliares. Em uma reunião de episcopados da
Alemanha, Áustria, Bélgica, Holanda e Suíça, o jesuíta Karl Rahner criticou o
documento, alegando que suas afirmações “não
eram suficientemente desenvolvidas” e poderiam causar “um mal incalculável do ponto de vista ecumênico”. O “bispo”
luterano Dibelius havia declarado pouco antes que a doutrina católica sobre
Maria constituía um dos maiores obstáculos ao ecumenismo. Rahner, portanto,
propôs que o esquema marial fosse reduzido e incorporado como um simples capítulo
final da constituição dogmática sobre a Igreja.
Nossa Senhora da Misericórdia
Bonanat Zaortiga,
o Velho (1430)
Museu Nacional de Arte
da Catalunha, Espanha.
Nos debates conciliares, o Cardeal Josef Frings,
de Colônia, sustentou essa proposta. Ele foi apoiado pelo Cardeal Raúl Silva
Henríquez, de Santiago do Chile, em nome de 44 bispos latino-americanos, alegando
que a devoção mariana popular na região excedia os limites da fé cristã. Em
sentido contrário, o Cardeal Benjamín de Arriba y Castro, arcebispo de
Tarragona, falando por 60 bispos espanhóis, defendeu a manutenção de um esquema
separado, dada a importância de Maria Santíssima na economia da Redenção.
Diante do grande número de Padres conciliares
inscritos para se pronunciar, o Papa João XXIII ordenou que a Comissão
Teológica escolhesse um único porta-voz de cada corrente de opinião, a fim de
apresentar sinteticamente, diante da aula conciliar, os fundamentos de cada
posição. O Cardeal Rufino Santos, de Manila, resumiu magistralmente o argumento
favorável ao esquema separado, afirmando que a Virgem é o primeiro e principal
membro da Igreja, mas, ao mesmo tempo, está acima dela, intra Christum et
Ecclesiam, como ensinou São Bernardo. A fusão dos esquemas, advertiu, seria
interpretada pelos fiéis como uma diminuição da devoção mariana. O Cardeal
Franz König, de Viena, respondeu que a devoção a Maria necessitava de
“purificação”, para evitar exageros e obstáculos ao ecumenismo.
Cinco dias depois, a assembleia votou: 1.114
bispos a favor da fusão, 1.074 contrários — uma diferença mínima, mas
suficiente para que o texto marial fosse incorporado ao De Ecclesia.
Uma comissão revisora reformulou o escrito. Seu
presidente, o belga Mons. Gérard Philips, propôs a Paulo VI manter o título
“Medianeira” no texto, porém sem maior desenvolvimento doutrinal, como gesto
conciliador para com os que haviam votado contra a fusão. Apesar dessa
concessão, houve protestos: o bispo de Granada, em nome de 80 prelados
espanhóis, lamentou que a comissão tivesse reescrito inteiramente o documento,
em vez de apenas adaptá-lo. Os bispos poloneses, por outro lado, pediram que o
capítulo sobre Nossa Senhora fosse colocado não ao final, mas em segundo lugar,
para sublinhar sua posição singular junto a Cristo.
Apesar das resistências, prevaleceu a versão
“minimalista”. Foram suprimidas as expressões “Corredentora” e “Medianeira de
todas as graças”, restando apenasa frase: “a
Beatíssima Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de Advogada,
Auxiliadora e Medianeira”. Paulo VI, no entanto, corrigiu parcialmente essa
omissão ao proclamar solenemente, no encerramento da terceira sessão conciliar,
Maria Santíssima como Mãe da Igreja
— gesto que provocou protestos irados dos Padres e expertos conciliares
progressistas, que o acusaram de “voltar-se
contra o Concílio”.
O antigo Schema de Beata Maria Virgine Mater
Ecclesiae foi arquivado, e o texto reduzido inserido no último capítulo da Lumen
Gentium. Como previra o Cardeal Rufino Santos, essa solução teve o efeito
de diminuir a centralidade da devoção mariana na vida da Igreja e de esfriar a
piedade da maioria dos fiéis. Contudo, o amor dos verdadeiros devotos da
Santíssima Virgem não se extinguiu. Nas décadas seguintes, cresceu o movimento
em favor da proclamação de um quinto dogma mariano — o da Corredenção e Mediação Universal. A associação Vox Populi Mariae
Mediatrici recolheu, nos últimos 30 anos, o apoio de cerca de 700 bispos e
cardeais, além de oito milhões de fiéis, que pedem incansavelmente à Santa Sé a
definição solene desse papel único de Nossa Senhora na economia da salvação.
Cardeal Rufino Santos
A publicação da recente Nota doutrinal sobre alguns títulos marianos referidos à cooperação de
Maria na obra da Salvação — que, em oposição explícita ao Magistério
ordinário universal dos Papas e doutores da Igreja, julga “sempre inoportuno” o
título de Corredentora e arriscado o de Medianeira de todas as graças — não
será suficiente para esfriar o ardor nem abalar a firme resolução dos fiéis de
continuar a manifestar aos Pastores da Igreja os próprios anseios (CIC, cân.
212 §2) e de exprimir, com filial liberdade, a própria opinião sobre tudo o que
diz respeito ao bem da Igreja (§3).
É nesse mesmo espírito de fidelidade à Tradição
e de amor à Santíssima Virgem que Catolicismo apresenta a seguir [publicaremos amanhã] aos
seus leitores a íntegra do esquema preparatório que foi rejeitado pela maioria
do Padres conciliares, testemunho luminoso da mais elevada e autêntica
expressão da Mariologia imediatamente anterior ao Concílio Vaticano II.
“Em mim verás: O reflexo sem jaça da Bondade incriada e absoluta, Tudo quanto quero dar porque sou boa, Tudo quanto desejo conceder porque sou Mãe, Tudo que posso dar porque sou Rainha.
Aceita este sorriso, Deita atenção à voz da graça, Penetra-te desta bondade, E não duvides jamais”.
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| A Virgem do Apocalipse – Miguel Cabrera (1695-1768). Museu Nacional de Arte, Cidade de México. |
“Há certas almas que só se tornam grandes quando as rajadas da desgraça as atingem. Maria Antonieta, que foi fútil como princesa e imperdoavelmente frívola em sua vida como rainha, foi transformada de maneira surpreendente pelo turbilhão de sangue e miséria que assolou a França”; e o historiador observa, tomado de respeito, “que da rainha nasceu uma mártir e da boneca, uma heroína”.
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| Maria Antonieta aos 15
anos Joseph Ducreux (1735–1802) Palácio de Versalhes. |
“Já se passaram dezesseis ou dezessete anos desde que vi pela primeira vez a Rainha da França, então Delfina, em Versalhes, e certamente nunca uma visão mais encantadora visitou esta terra, que ela parecia apenas tocar. Eu a vi quando ela surgiu no horizonte, adornando e alegrando aquela esfera sublime na qual acabara de começar a se mover, brilhante como a estrela da manhã, cheia de vida, esplendor e alegria. Oh! Que revolução! E que coração eu deveria ter para contemplar aquela ascensão e aquela queda sem emoção! [...] Eu nunca sonhei em viver para ver tal desastre lhe acontecer em uma nação de homens tão galantes, em uma nação de homens de honra e cavalheirismo. Em minha imaginação, vi dez mil espadas desembainhadas repentinamente para vingar até mesmo um olhar que ameaçasse insultá-la. Mas a era da cavalaria acabou. Chegou a era dos sofistas, economistas e contabilistas; e a glória da Europa extinguiu-se para sempre” (Reflexões sobre a Revolução na França, trad. It. Ideazione, Roma 1998, pp. 98-99).
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| Maria Antonieta conduzida ao suplício François Flameng (1856–1923). Museu da Revolução Francesa, Paris. |
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| Execução de Maria Antonieta, 16 de outubro de 1793 Gravura, Biblioteca Nacional da França |
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| São Miguel Arcanjo na Visão do Apocalipse – Miguel Cabrera (1695-1768). Museu da Basílica de Guadalupe, Cidade de México. |
✅ Marcelo Dufaur
Pela primeira vez em quase 400 anos, um monarca britânico reinante assistiu oficialmente ao solene réquiem de um membro católico da família real na catedral de Westminster, em Londres, sede do arcebispo primaz católico da Inglaterra e Gales. Depois, o féretro foi trasladado em cerimonial de gala para o cemitério real de Frogmore, em Windsor.

O rei Carlos III,
o Príncipe William e Kate Middleton
saindo da catedral de Westminster
Foi a pomposa despedida de Sua Alteza
Real a duquesa Katharine de Kent. A presença oficial do rei Carlos III e de
toda a família real foi algo nunca verificado desde a desastrosa Reforma
protestante.
O último membro católico da família
real foi o rei Carlos II, falecido em 1685, convertido in articulo mortis.
Desde a imposição do protestantismo, após a apostasia formal do rei Henrique
VIII secundado pelo episcopado, os católicos viveram num regime de perseguição
e proibição. Nesse período, numerosos mártires, entre os quais São Tomás Morus,
partiram para o Céu.
O iníquo Decreto de
Estabelecimento (Act of Settlement), de 1701, interditou a um
herdeiro real desposar uma pessoa católica, e não permitia a conversão de um
membro da realeza ao catolicismo. A Lei de Sucessão à Coroa de 2013
removeu essas restrições.
A duquesa de Kent — nascida Katharine
Lucy Mary Worsley — casou-se com o príncipe Edward, duque de Kent, primo-irmão
da rainha Elizabeth II. Ela se converteu à Igreja Católica em 1994, com a
aprovação e o apoio permanente da mesma rainha, que havia manifestado
inclinação pelo catolicismo.
Admirada pelo seu charme natural e
compaixão pelos doentes, a duquesa Kent era muito amada. Sua popularidade era
reforçada por seu próprio sofrimento pessoal e natureza modesta. O radialista
católico britânico Colin Brazier destacou que “num mundo de ostentação,
autopromoção e vaidade, Katharine era uma figura pública de genuína humildade,
até mesmo santidade”.
O filho da duquesa, lorde Nicholas
Windsor; seu neto, lorde Downpatrick, e sua neta, lady Marina Windsor, também
se converteram ao catolicismo. A BBC colheu a seguinte explicação da duquesa: “Eu
adoro diretrizes, e a Igreja Católica oferece diretrizes. Sempre quis isso na
minha vida. Gosto de saber o que se espera de mim. Gosto que me digam: você
deve ir à igreja no domingo, e se não for, está errado!”
A inusitada pompa fúnebre reavivou as
esperanças de conversão da Inglaterra, anunciada por Nossa Senhora e muitos
santos.
O vidente Maximino ouviu de Nossa
Senhora em La Salette que “um grande país no norte da Europa, hoje
protestante, se converterá. Pelo apoio desta nação, todos os outros países se
converterão”. Interrogado em 5 de agosto de 1853, especificou: “A
Inglaterra será o instrumento pelo qual todas as nações do universo se
converterão.”
O rei Santo Eduardo, Confessor
(1003-1066)l, no leito de morte em seu Palácio Real, confidenciou: “Deus, em
sua ira, enviará para o povo inglês espíritos maus, que vão puni-lo [...]. Mas
deve retornar à sua raiz original, reflorescer e dar abundantes frutos”.
O venerável Bartolomeu Holzhauser,
célebre por seus dons proféticos, disse que “a Inglaterra algum dia voltará
à fé católica, prestando então à religião serviços ainda maiores do que depois
de sua primeira conversão”.
Por sua vez, São João Maria Vianney
dizia: “Estou certo de que a Igreja da Inglaterra recuperará seu antigo
esplendor”.
Dom Bosco ouviu de São Domingos Sávio
agonizante: “Vi Sua Santidade Pio IX, carregando uma tocha brilhante [...].
Esta tocha, é a religião Católica que está para iluminar a Inglaterra”.
O Beato Pio IX comentou essa visão: “Isto
me confirma no propósito de trabalhar energicamente em favor da Inglaterra,
pela qual eu já engajo as minhas mais vivas solicitudes.”
São Paulo da Cruz, fundador dos
Passionistas: “Já faz 50 anos que estou rezando pela conversão da Inglaterra
[...], o dia chegará quando Deus, na sua bondade, a trará de novo para a
verdadeira fé”.
Em 1994, o Prof. Plinio Corrêa de
Oliveira dedicou à Duquesa Katharine um exemplar de seu livro sobre a Nobreza
com as seguintes palavras: “À Sua Alteza a Duquesa de Kent, como homenagem
por sua feliz conversão à Santa Igreja Católica, oferece” [segue a assinatura
do autor]. Na ocasião, ele havia dito: “A conversão da Duquesa de Kent
produziu os efeitos de um raio sadio no ambiente inglês.”